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O céu não é o limite | Tempestade solar chegando, exoplaneta em outra galáxia e+

·7 min de leitura

O Dia das Bruxas pode não ser assombrado por criaturas sobrenaturais, mas neste ano vem com um evento que deixou os cientistas do clima espacial em estado de alerta: a maior tempestade solar do atual ciclo de 11 anos está vindo em direção ao nosso planeta. Por outro lado, o sinal de rádio que os cientistas pensavam que poderia vir de um planeta habitado por aliens veio, na verdade, da Terra, mesmo.

Além disso, o telescópio espacial Hubble passou de novo por problemas, mas dessa vez parece que a NASA tem as coisas sob controle e os instrumentos científicos estão em boas condições.

Confira essas e outras notícias espaciais que bombaram nesta última semana de outubro!

A maior tempestade solar do atual ciclo

(Imagem: Repropdução/Pepe Manteca/Creative Commons/Flickr)
(Imagem: Repropdução/Pepe Manteca/Creative Commons/Flickr)

Uma mancha solar gerou uma grande erupção, seguida de ejeção de massa coronal, arremessando raios-X e ultravioleta em nossa direção, além de partículas carregadas da coroa do nosso Sol. Isso é o que os cientistas chamam de "tempestade solar", e essa foi a mais forte dos últimos anos. Felizmente, não ofereceu muito risco, salvo um blecaute nas transmissões de rádio em frequências abaixo de 30 MHz, na América do Sul.

Ainda estamos no início do ciclo solar atual, que começou em 2019 e dura 11 anos. Na metade do ciclo, o Sol atingirá o máximo de sua atividade, o que deve criar mais algumas tempestades de partículas, mas os cientistas são podem prever qual será a intensidade delas, embora os estudos para conhecer melhor esses processos estejam "de vento em popa".

O possível primeiro planeta descoberto em outra galáxia

(Imagem: Reprodução/NASA/ESA/S. Beckwith)
(Imagem: Reprodução/NASA/ESA/S. Beckwith)

O primeiro planeta descoberto fora da nossa galáxia pode estar na órbita de sistema binário formado por uma estrela de nêutrons (ou, talvez, um buraco negro) devorando o material de uma estrela "doadora". Esse sistema, por sua vez, está em uma galáxia que também se encontra processo de fusão com uma companheira, a M51. O mais fascinante nessa possível descoberta é o método usado pelos astrônomos.

Para encontrar esse candidato a planeta, os cientistas usaram a observação de raios-X, que revela apenas determinados tipos de objetos no universo, "apagando" todas estrelas da galáxia, que certamente ofuscariam se tentássemos observar na luz visível. Entre os objetos que emitem raios-X estão as estrelas de nêutrons e buracos negros ativos, e foi exatamente isso o que a equipe encontrou. O objeto que pode ser um planeta diminuiu brevemente esse brilho de raios-X, por isso os astrônomos pensam que pode ter sido um planeta passando em frente à estrela.

Sinal de rádio que parecia vir de outro mundo veio da própria Terra

(Imagem: Reprodução/Red Empire Media/CSIRO)
(Imagem: Reprodução/Red Empire Media/CSIRO)

Sinais de rádio artificiais detectados por astrônomos de um observatório pareciam vir de Proxima Centauri, a estrela mais perto do Sol. Tudo indicava isso, até mesmo o movimento lento da fonte do sinal no céu, além de algo conhecido como efeito Doppler, que é quando uma emissão é "esticada" à medida que a fonte se move no céu. Como os sinais eram definitivamente artificiais, os cientistas cogitaram a possibilidade de aliens.

Entretanto, foi um alarme falso. As ondas foram emitidas em nosso próprio planeta, por algum equipamento eletrônico, reverberaram pela nossa atmosfera e voltaram para os detectores do observatório. Quem descobriu isso foi uma outra equipe que, como exige o método científico, revisou o trabalho dos colegas. Eles compararam o efeito com “um amplificador que não está funcionando corretamente”. Não foi dessa vez, mas os astrobiólogos e cientistas do Instituto SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence) não desistiram de encontrar alguma civilização vizinha.

Quanto ouro uma colisão entre estrelas de nêutrons pode gerar?

(Imagem: Reprodução/NASA/Swift/Dana Berry)
(Imagem: Reprodução/NASA/Swift/Dana Berry)

Já é bem aceito na ciência que as colisões entre estrelas de nêutrons criam a maioria dos elementos pesados do universo, mas ainda não se sabe exatamente a quantidade de metais que cada evento desse pode gerar. Um novo estudo decidiu investigar isso e descobriu que esse tipo de colisão cria mais elementos como ouro e platina do que colisões entre uma estrela de nêutrons e um buraco negro.

Mais especificamente, os autores descobriram que as fusões de estrelas de nêutrons binárias podem gerar de 2 a 100 vezes mais metais pesados ​​do que as fusões entre uma estrela de nêutrons e um buraco negro. Um exemplo foi uma dessas colisões detectada em 2017, que produziu uma quantidade de ouro equivalente a várias vezes a massa da Terra.

A Grande Mancha Vermelha de Júpiter é mais profunda do que se pensava

(Imagem: Reprodução/International Gemini Observatory/ NOIRLab/ NSF/ AURA/ NASA/ ESA/ M.H. Wong/ I. de Pater (UC Berkeley) et al.)
(Imagem: Reprodução/International Gemini Observatory/ NOIRLab/ NSF/ AURA/ NASA/ ESA/ M.H. Wong/ I. de Pater (UC Berkeley) et al.)

Os cientistas estão começando a juntar todas essas peças do quebra-cabeças da atmosfera densa de Júpiter para compreender melhor como as coisas são la dentro, abaixo da camada visível, sempre fotografada pela sonda Juno da NASA. Isso significa que estamos prestes a ver como essa atmosfera funciona, em 3D!

Entre as descobertas, está o fato de que a Grande Mancha Vermelha é mais profunda do que se esperava — chega a 500 km abaixo do topo das nuvens. Além disso, ela parece estar relacionada a jatos que vão ainda mais fundo. Isso sugere que a atmosfera superior e inferior do planeta estariam ligadas uma à outra.

Desvendando a atmosfera de um exoplaneta a 340 anos-luz de nós

(Imagem: Reprodução/NASA/ESA/L. Hustak (STScI)
(Imagem: Reprodução/NASA/ESA/L. Hustak (STScI)

O WASP-77Ab é um "Júpiter quente" localizado a cerca de 340 anos-luz de distância da Terra, e essa proximidade permitiu algo pouco comum na astronomia: os cientistas conseguiram coletar as primeiras medidas diretas das quantidades de água e monóxido de carbono na atmosfera de um exoplaneta.

Para isso, uma equipe observou o brilho térmico do planeta enquanto ele orbitava a estrela e coletou informações da presença e quantidades relativas dos diferentes gases na atmosfera. Isso foi o suficiente para estimar as quantidades relativas de oxigênio e carbono lá, e os resultados foram consistentes com o que os modelos astronômicos preveem. Os cientistas esperam que esse trabalho seja uma demonstração da capacidade de medir elementos e bioassinaturas gasosas em planetas potencialmente habitáveis, em "um futuro não tão distante”.

Foto mostra o "lado escuro" de Plutão, iluminado pela lua Caronte

(Imagem: Reprodução/NASA/Johns Hopkins APL/Southwest Research Institute/NOIRLab)
(Imagem: Reprodução/NASA/Johns Hopkins APL/Southwest Research Institute/NOIRLab)

Uma equipe de pesquisadores usou a lua Caronte para registrar uma imagem do "lado afastado" de Plutão, a parte que não recebe luz solar e dificilmente pode ser observada. Eles contaram que a luz do Sol refletida por Caronte incidiu em Plutão, parecido com a luz da Lua que incide na Terra.

Aliás, essa semelhança entre as "luzes das luas" vai além: elas acontecem na mesma fase cada uma delas. O trabalho não foi fácil e exigiu 360 imagens do lado "escuro" de Plutão, além de outras 360 feitas com a mesma geometria, mas sem o planeta anão aparecendo. Assim, com o empilhamento, foi criada uma imagem final sem artefatos, somente a luz refletida por Caronte.

Ingenuity voa pela 14º vez em Marte com mais velocidade de rotação

(Imagem: Reprodução/JPL-Caltech/NASA)
(Imagem: Reprodução/JPL-Caltech/NASA)

Já não é mais surpresa o sucesso do helicóptero Ingenuity, que completou seu 14º voo de demonstração de tecnologia em Marte. Na verdade, ele agora tenta exceder as expectativas cada vez mais, e dessa vez a pequena aeronave girou seus rotores com mais rapidez para decolar. Tudo correu muito bem, para variar.

Agora, a equipe da missão já sabe que, se for necessário, poderá aumentar a velocidade de rotação em decolagens futuras. Esse teste foi realizado durante o verão marciano, que exige justamente essa habilidade para que a nave consiga decolar.

Hubble em apuros outra vez!

(Imagem: Reprodução/NASA)
(Imagem: Reprodução/NASA)

O bom e velho telescópio enfrentou novas dificuldades no espaço. De acordo com informações da NASA, ele precisou entrar novamente no modo de segurança e ficou com as operações científicas suspensas para uma análise do problema. Dessa vez, a falha foi na sincronização com sistemas de comunicação internos. Felizmente, a NASA também informou que os instrumentos científicos estão em boas condições.

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Fonte: Canaltech

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