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O céu não é o limite | Foguete voa "de lado", módulo da ISS está rachando e mais

·6 minuto de leitura

Muitas descobertas científicas agitaram as notícias espaciais da última semana, como um tipo novo (e bem estranho) de supernova, que foi observado pela primeira vez. Também foi encontrada uma dupla de buracos negros de 12 bilhões de anos — e tudo graças ao fenômeno das lentes gravitacionais!

Confira essas e outras notícias que "bombaram" na nossa editoria de Espaço nos últimos dias:

Foguete da Astra voa "de lado" e não alcança a órbita

O foguete Launch Vehicle 0006, da startup Astra, não conseguiu chegar ao espaço. Na verdade, ele mal deixou a superfície da Terra e começou a se mover na horizontal, logo nos primeiros momentos após o lançamento. Após cerca de dois minutos e meio, o foguete continuou a trajetória de ascensão até o momento da ignição do primeiro estágio, mas a câmera pareceu mostrar parte do propulsor se soltando.

Essa foi a terceira tentativa da startup em levar um foguete ao espaço, sendo que nenhuma delas obteve êxito. O lançamento recente aconteceu no último sábado (28), no espaçoporto da ilha de Kodiak no Alasca, e o veículo levava uma carga útil de teste para o Programa de Testes do Departamento de Defesa Espacial dos Estados Unidos. Após subir cerca de 50 km de altitude na trajetória errada, foi trazido de volta através de comandos e caiu no oceano.

Cosmonautas descobrem que módulo russo da ISS está "rachando"

(Imagem: Reprodução/NASA)
(Imagem: Reprodução/NASA)

Os cosmonautas a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS) encontraram fissuras superficiais em alguns lugares no módulo Zarya, o primeiro componente da ISS, lançado em 20 de novembro de 1998. Embora a Rússia planeje lançar sua própria estação orbital, isso não acontecerá tão cedo, e por isso as fissuras são um pouco preocupantes.

A ISS está próxima de ser desativada, com previsão de continuar suas operação até 2024, ou um pouco mais, se as condições estiverem adequadas. Mas não há muita expectativa de sobrevida após esse prazo, ao menos para os russos. Um oficial do país já havia mencionado que haveria uma “avalanche de equipamentos danificados” após 2025.

Planeta 9 pode estar mais perto do Sol do que se pensava — se ele existir

(Imagem: Reprodução/Michael E. Brown/Konstantin Batygin/Creative Commons)
(Imagem: Reprodução/Michael E. Brown/Konstantin Batygin/Creative Commons)

Embora a hipótese sobre um nono planeta do Sistema Solar, que existiria além da órbita de Netuno, ter sido bastante contestada nos últimos anos, ainda há astrônomos que investigam as pistas que sugerem a existência do tal do Planeta 9. A maior dificuldade na busca é não saber onde exatamente ele poderia estar, mas uma equipe analisou dados da órbita de objetos que estariam recebendo influência gravitacional do Planeta 9 e conseguiu apontar para uma localização possível para ele.

O mais curioso nesse estudo é que o resultado coloca o Planeta 9 mais perto do Sol do que se pensava até então. Os autores argumentam que ele ainda não foi encontrado porque os astrônomos estavam restritos a procurar em regiões mais afastadas.

Anã marrom de quase 13 bilhões de anos é encontrada pertinho do Sistema Solar

(Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/Dan Caselden)
(Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/Dan Caselden)

Anãs marrons, objetos maiores que planetas mas menores que estrelas, costumam ser encontradas quando ainda são jovens, pois é quando elas ainda emitem um pouco de brilho devido à fusão de elementos em seu núcleo. Entretanto, uma anã marrom muito antiga foi descoberta, a apenas cerca de 53 anos-luz de distância do Sol — quase uma vizinha do Sistema Solar, para os padrões cósmicos.

De acordo com os pesquisadores, ela tem quase 13 bilhões de anos, idade na qual anãs marrons são escuras e, portanto, difíceis de encontrar. Ela também está percorrendo a galáxia muito rapidamente, a cerca de 207,4 k/s — ou seja, 25% mais rápido do que qualquer outra anã marrom. Sua descoberta foi tão inesperada que ela recebeu o apelido de "O Acidente".

Lente gravitacional revela buracos negros supermassivos no início do universo

Astrônomos conseguiram detectar uma luz de rádio muito tênue, que viajou durante 12 bilhões de anos para chegar à Terra — ou seja, sua fonte já existia quando o universo tinha apenas 2 bilhões de anos. Ainda mais impressionante é que essa fonte é um sistema binário formado por dois buracos negros.

Essa luz é tão fraca que os cientistas jamais teriam visto se não fosse a ajudinha de um outro fenômeno cósmico incrível: as lentes gravitacionais. Uma galáxia, que fica entre os dois buracos negros e o nosso planeta, distorceu o espaço com sua massa e, com isso, ampliou a luz de rádio dos buracos negros — ou melhor, da radiação emitida pelo processo de alimentação dos buracos negros.

Perseverance coleta e armazena sua primeira amostra de Marte

O rover da NASA conseguiu coletar sua primeira amostra de Marte, para o alívio dos técnicos da missão que estavam preocupados com o conteúdo desaparecido na primeira tentativa. Naquela ocasião, o problema foi que a amostra tinha estrutura muito frágil e se desintegrou quando foi agarrada pelo Perseverance.

Desta vez deu tudo certo. A equipe escolheu uma rocha que parecia ser a mais rígida e a apelidou de “Rochette”. Ela parece ser um pedaço de lava endurecido, informação esta que poderá ser útil para determinar a idade da amostra.

Tipo inédito de supernova acaba de ser detectado

(Imagem: Reprodução/Bill Saxton/NRAO/AUI/NSF)
(Imagem: Reprodução/Bill Saxton/NRAO/AUI/NSF)

Uma supernova estranha, que antes existia apenas nas previsões teóricas, foi observada pela primeira vez — ou seja, ela existe de verdade. Detectada em 2017, ela só foi totalmente compreendida após uma comparação com dados de diferentes telescópios. Agora, após montar um complexo quebra-cabeças, os cientistas conseguiram descrevê-la.

A supernova VT J121001+4959647 está em uma galáxia anã a 480 milhões de anos-luz de distância, e costumava ser um sistema binário de duas estrelas, uma bem mais massiva que a outra. Quando a irmã maior encerrou seu ciclo de fusão nuclear, colapsou em uma estrela de nêutrons (ou em um buraco negro) e começou a sugar o material da companheira, à medida que ambas se aproximavam para uma colisão iminente. Esse processo fez romper o núcleo da segunda estrela e causou sua explosão em supernova.

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Fonte: Canaltech

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