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O céu não é o limite | Lua bombardeada, campo magnético em Marte e mais

·7 min de leitura

Esta foi uma semana agitada, com o lançamento da missão DART da NASA e mais um imprevisto no cronograma de lançamento do James Webb. A agência americana também fez alguns anúncios importantes, como o convite para empresas proporem ideias de um reator de fissão nuclear para ser usado no futuro acampamento humano na Lua.

Para encantar nossos olhos, a NASA também compartilhou uma imagem fabulosa de Marte, feita pelo rover Curiosity e pós-processada com cores "falsas", o que resultou em um verdadeiro cartão postal do Planeta Vermelho.

Confira esses e outros destaques do noticiário espacial desta semana!

A Lua foi perfurada por mini-buracos negros?

Conceito artístico de um "enxame" de buracos negros (Imagem: Reprodução/ESA/Hubble, N. Bartmann)
Conceito artístico de um "enxame" de buracos negros (Imagem: Reprodução/ESA/Hubble, N. Bartmann)

Alguns cientistas procuram por evidências de buracos negros primordiais, que teriam se formado no início do universo. Ainda não se sabe se eles de fato existem, mas um novo estudo alega que sim, e mais: eles podem ter “comido” pedaços da Lua, e até mesmo da Terra!

De acordo com a nova hipótese, esse buracos negros minúsculos viajaram em alta velocidade pelo cosmos e atravessaram vários objetos, fazendo um buraco neles graças à intensa força de seu campo gravitacional. Mas eles seriam tão pequenos que não conseguiriam "engolir" objetos grandes, como nosso satélite natural, mas teriam deixado crateras diferente daquelas deixadas por impactos de asteroides.

Como criar um campo magnético artificial em Marte

Conceito de astronauta em solo marciano (Imagem: Reprodução/Nicolas Lobos/Unsplash)
Conceito de astronauta em solo marciano (Imagem: Reprodução/Nicolas Lobos/Unsplash)

Para tornar Marte um planeta habitável por humanos, é preciso que o Planeta Vermelho tenha um campo magnético mais forte que o existente por lá. Um novo estudo sugeriu que isso poderia ser feito com uma ajudinha da lua marciana Fobos. A ideia é ionizar partículas da superfície do satélite natural e aproveitar sua órbita ao redor de Marte.

Fobos completa uma volta em torno do planeta a cada 8 horas, então os cientistas calculam que ao acelerar as partículas ionizadas, um toro de plasma seria criado ao longo da órbita de Marte. Isso seria o suficiente para criar um campo magnético forte, capaz de proteger o Planeta Vermelha da radiação, e possibilitaria sua terraformação.

Fluxo de gás estaria 5 vezes mais perto da Terra do que se pensava

Representação de como o gás no Sistema de Magalhães apareceria no nosso céu noturno (Imagem: Reprodução/Colin Legg / Scott Lucchini)
Representação de como o gás no Sistema de Magalhães apareceria no nosso céu noturno (Imagem: Reprodução/Colin Legg / Scott Lucchini)

Um fluxo de gás conhecido como Corrente de Magalhães está mais perto da Via Láctea do que se imaginava, e pode acabar colidindo com nossa galáxia. Essa formação é o resultado da órbita das galáxias anãs Pequena e Grande Nuvem de Magalhães em torno da Via Láctea, mas os cientistas calcularam anteriormente que ele estaria bem mais afastado.

No entanto, não há motivo algum para se preocupar, já que a Corrente de Magalhães está a 65 mil anos-luz de distância da Terra. Ela pode acabar sendo absorvida pela Via Láctea daqui a 50 milhões de anos, mas não fará mal algum à nossa galáxia. Na verdade, a consequência disso será a formação de novas estrelas.

O plano da NASA de usar um reator nuclear na Lua

Conceito artístico do projeto Kilopower, que geraria energia nuclear na Lua (Imagem: Reprodução/NASA)
Conceito artístico do projeto Kilopower, que geraria energia nuclear na Lua (Imagem: Reprodução/NASA)

A NASA está convidando empresas privadas a desenvolverem conceitos de um sistema de fissão nuclear para abastecer as futuras colônias humanas na Lua, com prazo de até dez anos para implementar a tecnologia por lá. De acordo com a agência espacial, a fissão nuclear é a opção mais prática para esse propósito.

O sistema de produção deve conseguir produzir, no mínimo, 40 quilowatts de energia, o que seria o suficiente para os astronautas e suas habitações na Lua durante um período de 10 anos. As propostas de conceitos devem ser enviadas até fevereiro de 2022, quando a NASA divulgará os mais promissores. Depois, auxiliará as empresas selecionadas no desenvolvimento deses conceitos ao longo de 12 meses.

A nova selfie do Curiosity

A concepção artística das duas imagens combinadas revela a beleza do cenário de Marte onde está o Curiosity (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech)
A concepção artística das duas imagens combinadas revela a beleza do cenário de Marte onde está o Curiosity (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech)

A NASA divulgou mais um registro da paisagem marciana feito pelo rover Curiosity, atualmente localizado ao lado do Monte Sharp, na cratera Gale. A imagem panorâmica é a combinação de duas fotografias em preto e branco registradas por suas câmeras de navegação. Com a edição de pós-processamento, a imagem final ganhou vida e cores — um verdadeiro cartão postal de Marte.

No centro da imagem, aparece o Monte Sharp, uma montanha de 5 km de altura localizada no meio da cratera Gale. No centro-direto do panorama, as colinas arredondadas de areia, uma área conhecida como Sands of Forvie. Na extremidade direita, está a Rafael Navarro Mountain.

Descoberto um planeta gigante gasoso impressionante!

Representação do exoplaneta (Imagem: Reprodução/NASA, ESA e G. Bacon)
Representação do exoplaneta (Imagem: Reprodução/NASA, ESA e G. Bacon)

O TOI-2109b é um exoplaneta recém-descoberto com cinco vezes a massa de Júpiter e leva apenas 16 horas para viajar ao redor de sua estrela. Isso é impressionante, pois é a órbita a mais curta dentre todos os gigantes gasosos já identificados.

O lado diurno do planeta pode ter temperaturas que chegam a 3.500 K, algo próximo dos 6.000 ºC, tornando o planeta tão quente quanto sua própria estrela! Desnecessário dizer que ele também é um dos exomundos mais quentes já detectados até hoje, e as coisas podem esquentar ainda mais por lá: o TOI-2109b pode estar em uma trajetória espiral em direção à estrela.

Planetas do TRAPPIST-1 evoluíram em ambiente calmo

Conceito artístico do sistema planetário TRAPPIST-1, onde 3 dos 7 exoplanetas estão na "zona habitável" com a possibilidade de haver água líquida (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech)
Conceito artístico do sistema planetário TRAPPIST-1, onde 3 dos 7 exoplanetas estão na "zona habitável" com a possibilidade de haver água líquida (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech)

O sistema TRAPPIST-1, formado por sete mundos rochosos, estão em órbita harmônica, e um novo estudo descobriu que isso só é possível se estes planetas se formaram em um ambiente livre de impactos com asteroides. Caso contrário, as órbitas teriam sido perturbadas e a ressonância entre elas deixaria de existir.

Isso torna este sistema bem diferente do Sistema Solar, ao menos no que diz respeito aos processos de formação. Aqui na Terra, por exemplo, parte da nossa água foi provavelmente trazida através dos grandes impactos, então o TRAPPIST-1 pode não ser tão rico em água — ou obteve seus líquidos por outros processos.

James Webb adiado mais uma vez

O telescópio espacial James Webb seria lançado no dia 18 de dezembro, mas um pequeno imprevisto adiou o tão aguardado momento para o dia 22 do mesmo mês. Em um comunicado, a NASA revelou um incidente com o telescópio, o que exigiu algumas análises para ver se estava tudo bem com ele. Felizmente, não houve nenhum dano, então a data está agendada mesmo para o dia 22 de dezembro.

Sonda Solar Parker bate o próprio recorde de velocidade

A sonda Parker Solar Probe, da NASA, estabeleceu novos recordes de distância e velocidade ao fazer seu décimo sobrevoo solar pela nossa estrela no último domingo (21), e chegou aos impressionantes 163 km/s (ou 586 mil km/h). Assim, ela bateu o próprio recorde anterior (embora a NASA não tenha dado muitos detalhes sobre quais recordes foram esses).

Missão DART da NASA é lançada para colidir com asteroide

Na madrugada desta quarta-feira (24), a NASA lançou a missão DART, que testará a abordagem de colidir com um asteroide para tentar desviar sua órbita. Se for bem sucedida, a estratégia poderá ser usada para proteger a Terra de algum eventual perigo de colisão com rochas potencialmente perigosas. O lançamento foi em um foguete Falcon 9, da SpaceX, às 03h21 no horário de Brasília.

Depois de 20 dias de viagem, a equipe da missão vai ativar um sistema de propulsão a íons, enquanto uma câmera fará os primeiros registros do sistema binário Didymos, a "cobaia" do experimento, cerca de 30 dias antes do impacto. Quando faltarem 10 dias, a DART irá liberar um satélite antes de se chocar contra Dimorphos, o menor dos dois objetos, a cerca de 24 mil km/h.

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Fonte: Canaltech

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