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O céu não é o limite | Cometa Leonard por perto, asteroides se aproximam e mais

·6 min de leitura

Um cometa e dois asteroides se aproximam da Terra, e já estão sendo monitorados. O cometa Leonard pode se tornar visível a olho nu e proporcionar um espetáculo incrível, enquanto os asteroides de 330 e 800 km de diâmetro não se aproximarão o suficiente para representar algum perigo a nosso planeta.

Além disso, novas imagens de Marte e situação "desastrosa" na SpaceX, em risco de falência, ficaram em alta no noticiário. Confira o resumo dessas e outras notícias espaciais mais importantes da semana!

Cometa Leonard se aproxima e é fotografado por brasileiro

O cometa Leonard foi registrado em bela imagem por projeto astronômico brasileiro (Imagem: Reprodução/Wandeclayt M./Céu Profundo/Telescope New Mexico Skies)
O cometa Leonard foi registrado em bela imagem por projeto astronômico brasileiro (Imagem: Reprodução/Wandeclayt M./Céu Profundo/Telescope New Mexico Skies)

O cometa Leonard (ou C/2021 A1 (Leonard)) está se aproximando da Terra e poderá ficar visível a olho nu. Enquanto isso não acontece, o Céu Profundo, projeto de astronomia brasileiro, registrou uma belíssima imagem. Infelizmente, não será muito fácil observá-lo, porque ele nascerá ao leste, perto de onde o Sol surge no horizonte.

Cometas são objetos imprevisíveis, mas há boas expectativas para uma observação a olho nu na segunda metade de dezembro, mais precisamente logo após o dia 15 de dezembro. Caso ele sobreviva à aproximação com o Sol sem se partir e seu brilho se revele intenso o suficiente, o Leonard aparecerá logo acima e à esquerda do planeta Vênus, cerca de 1h após o pôr do Sol na direção oeste do céu. Anote na agenda e repare sua câmera!

Dois asteroides se aproximam da Terra em dezembro

Imagens do 4660 Nereus feitas com o telescópio de Arecibo em 2002 (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech)
Imagens do 4660 Nereus feitas com o telescópio de Arecibo em 2002 (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech)

Os asteroides chamados 4660 Nereus, de 330 metros de diâmetro, e o (163899) 2003 SD220, de 800 metros, estão se aproximando e passarão "perto" da Terra neste mês. O primeiro fará sua máxima aproximação no dia 11 de dezembro, enquanto o segundo no dia 17. Não há risco de colisão em nenhum dos dois casos.

Para se ter uma ideia do quanto eles são inofensivos, essa será a maior aproximação do Nereus que veremos em décadas, e ainda assim ele estará no máximo a 10 vezes da distância média entre a Terra e a Lua. A próxima vez que ele chegará perto será em 14 de fevereiro de 2060, quando estará a mais de três vezes a distância entre a Terra e a Lua.

Saturno fotografado por sonda da NASA que orbita a Lua

Saturno e seus anéis registrados pela LRO em 13 de outubro de 2021 (Imagem: Reprodução/NASA/GSFC/Arizona State University)
Saturno e seus anéis registrados pela LRO em 13 de outubro de 2021 (Imagem: Reprodução/NASA/GSFC/Arizona State University)

Embora seja uma imagem bem pequena, é sempre emocionante capturar uma foto de Saturno com seus anéis. A sonda Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO), que orbita e estuda a Lua desde 2009, estava a cerca de 90 km acima da superfície lunar quando foi reposicionada para capturar o lado norte da "jóia do Sistema Solar".

A equipe de engenheiros responsável pela LRO precisou manipular a sonda com cuidado para sair de sua posição normal voltada para a Lua e apontar suas câmeras para Saturno. A LRO também já fez o mesmo para registrar Júpiter, e conseguiu até mesmo incluir algumas das luas do gigante gasoso na imagem. Infelizmente, no caso de Saturno não foi possível capturar suas luas.

Astronautas da Crew-2 fotografam a ISS

Na primeira vez em que uma tripulação realizou um voo completo ao redor da Estação Espacial Internacional desde a era dos ônibus espaciais, os astronautas da Crew-2 tiraram algumas fotos do laboratório orbital. O retorno deles para a Terra foi no início de novembro, mas só agora a NASA divulgou as imagens nas redes sociais,

A missão Crew-2 teve Shane Kimbrough e Megan McArthur, da NASA, Thomas Pesquet, da ESA e, Aki Hoshide, da agência espacial japonesa JAXA. Mas quem tirou as fotos foi Pesquet, que também fez vários registros durante sua estadia na ISS.

SpaceX pode falir se não produzir motores do Starship a tempo

Detalhe do Super Heavy, propulsor do Starship, com motores Raptor (Imagem: Reprodução/SpaceX)
Detalhe do Super Heavy, propulsor do Starship, com motores Raptor (Imagem: Reprodução/SpaceX)

Pois é, a declaração partiu do próprio Elon Musk, CEO da SpaceX, em um email interno aos funcionários. Segundo o comunicado, a empresa poderá enfrentar um “risco genuíno de falência” caso não consiga cumprir a meta de voos a cada duas semanas com o veículo Starship. Essa é a taxa esperada para ele poder cumprir o cronograma de lançamentos.

Musk havia planejado fazer uma pausa no fim de semana do Dia de Ação de Graças, mas "a crise de produção dos Raptor é muito pior do que pareceu há algumas semanas", escreveu ele no e-mail. Ele ressaltou que todos os funcionários deverão cooperar para recuperar a empresa do que ele descreveu como “um desastre”. Caso novos motores Raptor confiáveis não sejam produzidos, não será possível lançar o Starship no prazo previsto.

A origem da água na Terra poderia ser explicada pelo Sol?

Para estudar a origem da água, os autores analisaram grãos do asteroide Itokawa (Imagem: Reprodução/Curtin University)
Para estudar a origem da água, os autores analisaram grãos do asteroide Itokawa (Imagem: Reprodução/Curtin University)

Talvez o vento solar tenha formado água na superfície de grãos de poeira presentes em asteroides, que depois se chocaram contra o nosso planeta durante a “infância” do Sistema Solar. Essa é uma possível explicação para a origem da água em nosso planeta.

A Terra é muito mais rica que os demais planetas do Sistema Solar quando o assunto é água, e não é fácil encontrar explicações para isso. Uma ideia é que o líquido teria vindo para cá com asteroides do tipo C, mas testes anteriores mostraram que precisa haver pelo menos alguma outra fonte que não foi considerada. Agora, a nova hipótese do vento solar foi formulada a partir da análise de átomos de pequenos fragmentos do asteroide Itokawa, uma rocha espacial do tipo S, onde uma quantidade de água foi encontrada.

Nova selfie do Curiosity em Marte com belas formações geológicas

A nova selfie do Curiosity em um panorama (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/MSSS)
A nova selfie do Curiosity em um panorama (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/MSSS)

Este não é um déjà vu. O Curiosity, que havia feito uma imagem incrível na semana passada, agora capturou uma foto panorâmica mostrando a região de Greenheugh Pediment e Rafael Navarro, estruturas rochosas em Marte. Aqui, foram necessárias 81 imagens individuais feitas no dia 20 de novembro, empilhadas e pós-processadas.

Agora, o rover segue para Maria Gordon Notch, a estrutura em forma da letra U que aparece no lado esquerdo das fotos, onde provavelmente fará mais registros incríveis.

NASA quer substituir a ISS por módulos comerciais e já escolheu empresas

Conceito artístico da Axiom Station, a unidade orbital da Axiom Space (Imagem: Reprodução/Axiom Space)
Conceito artístico da Axiom Station, a unidade orbital da Axiom Space (Imagem: Reprodução/Axiom Space)

A Estação Espacial Internacional (ISS) pode não durar até a próxima década, por isso a NASA já planeja como substituí-la. A ideia é colocar uma ou mais unidades orbitais comerciais na baixa órbita da Terra por volta de 2030. A desativação da ISS é planejada para 2024, mas tudo indica que ela pode durar até 2030. Até la, a NASA espera conseguir deixar tudo pronto para as sucessoras.

As empresas selecionadas para a construção das futuras estações são a Nanoracks, a Blue Origin e a Northrop Grumman. Elas receberam, respectivamente, US$ 160 milhões, US$ 130 milhões e US$ 125,6 milhões para produzir as unidades que manterão a presença contínua dos EUA na baixa órbita da Terra.

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Fonte: Canaltech

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