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O céu (não) é o limite | Sucesso da China em Marte, colisão cósmica e mais

·7 minuto de leitura

Algumas descobertas desta última semana entrarão para a história, ou, no mínimo, ajudarão os cientistas nas próximas décadas de pesquisas sobre o universo. Uma delas foi a primeira detecção comprovada da colisão entre um buraco negro e uma estrela de nêutrons, dois dos objetos mais massivos do cosmos. Outra descoberta importante foi a de um tipo de supernova que até então era apenas teoria.

Essas e outras notícias você encontra abaixo.

China "ganha" da NASA em Marte

(Imagem: Reprodução/China National Space Administration)
(Imagem: Reprodução/China National Space Administration)

Com o sucesso da missão chinesa em Marte, o país se tornou o primeiro a realizar uma operação de órbita, pouso e deslocamento de um rover no Planeta Vermelho logo na primeira tentativa. Isso pode parecer pouco relevante, considerando que a China aproveitou acúmulos de avanços científicos nas últimas décadas, enquanto a NASA tenta fazer isso desde a década de 1970, mas lembre-se que Marte é um planeta difícil.

Se você ainda duvida que a façanha da China merece reconhecimento, lembre-se que Marte nos forneceu uma taxa de sucesso em pousos de apenas 50%. Não é à toa que os minutos que se leva para pousar uma nave por lá são conhecidos como "7 minutos de terror". Contudo, não se trata de uma competição: a própria NASA, na figura do administrador Bill Nelson, veio a público parabenizar a China. Além disso, o sucesso deles só aumenta a expectativa de novas descobertas científicas e avanços tecnológicos para a humanidade.

Vídeo e áudios originais do rover Zhurong em Marte

Por falar em sucesso chinês, o país liberou alguns registros do pouso do rover Zhurong e de outras etapas da missão. No vídeo, podemos ver algumas etapas do pouso, como abertura de paraquedas, e até mesmo momento em que o rover desce da plataforma do lander.

Segundo Jia Yang, designer-chefe adjunto da missão -1, o Zhurong é mais independente em relação ao deslocamento em Marte do que os rovers lunares Yutu, também chineses. “Ele analisará sozinho cada metro em que se desloca, e depois avança em direção ao alvo decidido em solo”, disse. O microfone deverá capturar os sons do vento marciano, mas o áudio que ouvimos neste vídeo são do mecanismo enquanto o rover desce do módulo de pouso.

Colisão entre buraco negro e estrela de nêutrons confirmada pela primeira vez

Pela primeira vez na história, os astrônomos conseguiram detectar e comprovar a colisão entre um buraco negro e uma estrela de nêutrons, os tipos de objetos mais massivos do universo. Esse choque cataclísmico resultou em poderosas ondas gravitacionais, que viajaram à velocidade da luz por 1 bilhão de anos até chegar à Terra.

Como se essa detecção não fosse o suficiente, os cientistas encontraram outra, em um intervalo de apenas dez dias. Os eventos são registrados por um detector de ondas gravitacionais supersensíveis, que servem como uma impressão digital dos objetos que colidiram. O resultado desse tipo de evento é um buraco negro com a soma da massa dos dois objetos que colidiram (exceto parte da massa que é convertida em energia para gerar as ondas gravitacionais).

Estação Espacial Internacional passando em frente ao Sol

(Imagem: Reprodução/NASA/Joel Kowsky)
(Imagem: Reprodução/NASA/Joel Kowsky)

Esse é o tipo de imagem que dispensa elogios, mas exige louvores ao autor. Joel Kowsky capturou um retrato do Sol enquanto a Estação Espacial Internacional (ISS) passava à frente da nossa estrela, e usou várias exposições que, empilhadas, resultam na imagem acima. São sete frames de um objeto que viajava a quase 30 mil km/h.

E, durante os registros, dois astronautas a bordo da ISS realizavam uma caminhada espacial. Obviamente é impossível ver qualquer silhueta deles, mas sabemos que eles estão lá, instalando painéis solares no lado de fora do laboratório espacial. O Sol tem diâmetro de mais de 1 milhão de quilômetros, e a estação espacial mede cerca de 109 m de uma ponta à outra, posicionada a aproximadamente 400 km acima da superfície do nosso planeta.

Satélite encontra exoplaneta em estrela visível a olho nu

(Imagem: Reprodução/ESA)
(Imagem: Reprodução/ESA)

O satélite Cheops, um caçador de exoplanetas da Agência Espacial Europeia (ESA), registrou o terceiro planeta orbitando a estrela Nu2 Lupi, que fica a apenas 50 anos-luz da Terra, na constelação de Lupus, o Lobo. Ele estava explorando os outros dois mundos daquele sistema, quando, inesperadamente, o terceiro passou pela luz da estrela. Este trânsito revelou detalhes imprescindíveis do mundo que os cientistas chamaram de “sem equivalente conhecido”.

Essa descoberta é um dos primeiros resultados do Cheops, e é a primeira vez que um exoplaneta com um período de mais de 100 dias foi avistado transitando uma estrela brilhante o suficiente para ser vista a olho nu.

Aurora de Marte é fotografada pela sonda Hope

(Imagem: Reprodução/Emirates Mars Mission)
(Imagem: Reprodução/Emirates Mars Mission)

Que Marte também tem auroras, os cientistas já sabiam. Contudo, ainda não havia muitos registros globais desse fenômeno, porque as sondas ao redor de Marte têm órbitas bem específicas. Esse não é o caso da Hope, a sonda dos Emirados Árabes. Ela tem órbita que varia de 20 mil km a 80 mil km, aproximadamente (altitude comparável apenas com a sonda MAVEN da NASA), o que permite uma visão global do lado noturno de Marte.

As auroras marcianas são resultado da interação das partículas solares com o campo magnético de Marte, ou seja, trata-se do mesmo tipo de aurora que acontece aqui na Terra. Mas há grandes diferenças, porque o campo magnético de Marte não é gerado por um dínamo, como o terrestre, e sim por rochas magnetizadas na crosta do Planeta Vermelho. Assim, as auroras se espalham por grande parte da atmosfera, e não se concentram nos polos.

Pentágono libera relatório sobre OVNIs

(Imagem: Reprodução/60Minutes/Twitter)
(Imagem: Reprodução/60Minutes/Twitter)

Se você foi um fã da série Arquivo X, deve ter se acostumado a se frustrar quando o protagonista Fox Mulder parecia perto de encontrar provas incontestáveis da existência de alienígenas, mas terminava com uma pista falsa, ou pior, com provas sendo destruídas. Esse é o sentimento dos entusiastas que acompanharam o caso dos OVNIs nos EUA, que chamou a atenção da mídia recentemente.

Em março, John Rathclife, ex-diretor da Inteligência Nacional dos Estados Unidos, anunciou que um novo relatório sobre casos de observações de objetos voadores não identificados seria divulgado em junho. O esperado dia chegou, com uma versão de nove páginas que descrevem 144 relatos de militares feitos entre 2004 e 2021. De acordo com a publicação, a maior parte dos casos ocorreu nos últimos dois anos, depois que a Marinha criou um mecanismo padronizado para coletar os relatos. Mas o único caso que pôde ser explicado com “alto nível de confiança” foi identificado como um grande balão se esvaziando.

Cerca de 20 dos objetos apresentam características intrigantes, mas todos sem uma comprovada explicação. Mas existe a possibilidade de que alguns correspondam a programas de entidades norte-americanas que estão em andamento, e não há indícios claros de que algum deles seja de origem extraterrestre. PEssa possibilidade não foi totalmente descartada, no entanto. A força-tarefa do Pentágono segue na coleta de relatos para reunir mais informações.

Descoberto novo tipo de supernova previsto há 40 anos, mas nunca observado

(Imagem: Reprodução/Joseph Depasquale/STScI/Daniele Cavalcante)
(Imagem: Reprodução/Joseph Depasquale/STScI/Daniele Cavalcante)

Em 1980, um tipo de supernova até então desconhecido foi previsto pelo astrofísico japonês Ken'ichi Nomoto, mas nenhum astrônomo havia encontrado algo daquela forma. Ela ficou conhecida como supernova de captura de elétrons e permanecia apenas na teoria, até que, agora, 40 anos depois, foi confirmada pela primeira vez.

Supernovas de captura de elétrons ocorrem quando o núcleo fica sem combustível e a gravidade força os elétrons em direção a seus núcleos atômicos, fazendo com que a estrela entre em colapso sobre si mesma. As evidências para esse tipo inédito foram encontradas em uma supernova detectada em 2018, cerca de três horas após a explosão, chamada 2018zd.

Mineral encontrado só em meteoritos foi identificado na Terra pela 1ª vez

(Imagem: Reprodução/Mineralogical Society of America)
(Imagem: Reprodução/Mineralogical Society of America)

O mineral alabogdanita faz parte dos fosforetos, e foi encontrado algumas vezes em meteoritos que caíram em nosso planeta. Mas, agora, esse elemento foi encontrado na região do Mar Morto, no Oriente Médio. Essa foi a primeira descoberta deste composto na Terra, mas os cientistas ainda não sabem dizer a origem da alabogdanita encontrada ali.

Uma vez que não há evidências de colisões de meteoritos na região onde eles acharam o mineral, o mistério é inquietante. Pode ser que o meteorito que o trouxe à Terra tenha caído há muito tempo e seus vestígios tenham sido apagados pela erosão, mas o enigma permanecerá em aberto até que alguma evidência concreta convença os cientistas, seja qual for a explicação.

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Fonte: Canaltech

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