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O céu (não) é o limite | Saúde no espaço, confirmada teoria de Hawing e mais!

·6 minuto de leitura

Se você gosta de aventuras espaciais, as notícias da semana serão um "prato cheio". O helicóptero Ingenuity fez mais um voo histórico em Marte, e já supera as expectativas dos cientistas. Alguns pesquisadores estão cogitando alterações corporais em futuros astronautas e uma empresa já começou a vender ingressos para uma viagem ao espaço a bordo de um balão.

O resumo dessas e de outras notícias espaciais da semana você confere abaixo.

Remoção de baço de astronautas para preservar saúde no espaço

(Imagem: Reprodução/Nicolas Lobos/Unsplash)
(Imagem: Reprodução/Nicolas Lobos/Unsplash)

A remoção do baço de futuros astronautas está sendo cogitada para preservar a saúde deles em viagens espaciais de longa duração. É que o baço pode ser muito afetado se submetido à radiação espacial quando se pensa em, por exemplo, uma longa viagem rumo a Marte.

Quando o assunto é exploração espacial com destino a outro planeta, pouco se tem certeza sobre as reações que o corpo humano pode enfrentar. Para Marte, por exemplo, leva-se aproximadamente três meses para o pouso, e a medicina ainda está aprendendo sobre a saúde humana no espaço. Experimentos na Estação Espacial Internacional, no entanto, já deram grandes resultados. Por isso, um grupo de cientistas russos e norte-americanos debateram algumas ideias, entre elas a remoção do baço dos astronautas para reduzir os dados resultantes da exposição à radiação.

E não para por aí! Os astronautas “modificados” podem ter partes dos olhos substituídas por artificiais ou, então, áreas do cérebro tratadas para evitar o desenvolvimento de Alzheimer. Será que essa ideia digna de ficção científica vira realidade?

Teoria de Stephen Hawking é confirmada por colisão entre buracos negros

(Imagem: Reprodução:Raúl Rubio/The Virgo Collaboration)
(Imagem: Reprodução:Raúl Rubio/The Virgo Collaboration)

Uma das teorias de Stephen Hawking, mais precisamente a respeito da mecânica dos buracos negros, foi confirmada com a detecção de ondas gravitacionais, de acordo com um novo estudo. Os autores analisaram dados do LIGO, comparando-os com a segunda lei postulada pelo falecido cosmólogo — a área de um buraco negro jamais poderia diminuir de tamanho, por mais que a física "conservadora" diga que, se os buracos negros rodarem muito rápido, diminuiriam de tamanho.

Pois bem, se a mecânica de Hawking estivesse correta, essa colisão entre buracos negros deveria necessariamente resultar em um buraco negro de área maior que a dos buracos negros originais, e isso foi constatado pelos cientistas. Para chegar a esse resultado, eles dividiram as ondas em duas partes, uma antes da fusão e outra como efeito da fusão em si. Eles descobriram que as ondas primeiro espiralavam uma em direção à outra em alta velocidade e, após se fundirem, se transformaram em uma única onda correspondente a um buraco negro de área maior que a área dos buracos negros individuais. Ponto para Stephen Hawking.

Sonda da NASA tira nova foto do rover chinês em Marte

(Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/UArizona)
(Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/UArizona)

Em Marte, sondas de diferentes nações costumam "fazer amizade" e tirar algumas fotos umas das outras. Isso aconteceu em meados deste mês, quando a Mars Reconnaissance Orbiter (MRO), da NASA, produziu um novo registro do rover chinês Zhurong, na região de Utopia Planitia, a maior bacia de impacto conhecida no Sistema Solar.

A foto inclusive mostra os rastros deixados pelo movimento do rover à medida que ele se moveu e se distanciou da plataforma de pouso. O local de pouso apresenta cores diferentes porque, durante o pouso, a poeira superficial foi "soprada" para longe. O Zhurong permanecerá em operação durante 90 dias para analisar a composição da superfície marciana, procurar por sinais de água, entre outras tarefas.

Começa a venda de ingressos para viajar ao espaço em um balão

(Imagem: Reprodução/Space Perspective)
(Imagem: Reprodução/Space Perspective)

Você já imaginou viajar para o espaço a bordo de um balão? Isso mesmo, a empresa Space Perspective pretende levar turistas que sonham em conhecer o nosso planeta do lado de fora da troposfera, com a ajuda de um balão estratosférico. Eles já realizaram o primeiro teste e, constatado o sucesso, a venda de ingressos foi liberada.

Ao todo, serão seis horas de viagem por uma "pechincha" de US$ 125 mil, um preço razoável pela oportunidade única de ver nosso planeta esferoidal (ou geoidal, se preferir). Com capacidade de transportar até oito pessoas, a cápsula Space Neptune chegará a 30 km de altitude. Os passageiros estarão dentro da estratosfera, onde a cápsula provavelmente experimentará uma corrente de ar fria em jato conhecida como jet stream. A altitude também está dentro da ozonosfera, onde moléculas de ozônio absorvem a radiação ultravioleta.

Poeira em painéis solares da InSight pode significar o fim da missão

(Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech)
(Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech)

Marte é um planeta poeirento, repleto de tempestades de areia que ameaçam equipamentos de exploradores robóticos, independentemente de onde eles estejam. Infelizmente para a sonda InSight, seus painéis solares ficaram cobertos de poeira, o que certamente prejudica o armazenamento de energia da luz solar. Segundo Banerdt, os painéis já chegam a 80% de escurecimento e, por isso, alguns instrumentos tiveram que ser desligados temporariamente.

A NASA já tentou usar o braço robótico do lander para afastar um pouco a poeira, o que até ajudou um pouco, na primeira e segunda tentativa. A terceira resultou em um aumento pequeno, mas o suficiente para dar um "fôlego" a mais para a sonda. Mesmo assim, os níveis de energia continuam caindo e o Sol não vai colaborar com uma posição privilegiada nos próximos meses. Alguns instrumentos serão desligados eventualmente para economizar energia, mas talvez a missão estendida seja encerrada prematuramente por conta disso.

Objeto misterioso vindo da Nuvem de Oort vai passar pelo Sistema Solar em 2031

(Imagem: Reprodução/JPL Solar System Dynamics)
(Imagem: Reprodução/JPL Solar System Dynamics)

Ainda não sabemos o que é ou de onde vem, mas sabemos que está vindo em nossa direção. Um objeto catalogado como 2014 UN271 vem de longe, de algum lugar da nuvem de Oort, e passará pelo Sol em 2031, antes de retornar para os confins escuros do Sistema Solar. O período orbital desse objeto é de 600 mil anos, por isso é uma grande oportunidade para os astrônomos de hoje estudarem um corpo oriundo das regiões desconhecidas.

A nuvem de Oort é uma área ao redor do Sistema Solar tão distante do Sol que não podemos observar os objetos, mas estima-se que haja uma população imensa. O 2014 UN271 foi identificado a partir de dados do estudo Dark Energy Survey, coletados entre 2014 e 2018, e pode ter entre 100 km e 370 km de diâmetro. Este pode ser o maior objeto da Nuvem de Oort já descoberto.

Ingenuity voa pela 8º vez em Marte e se desloca por 160 metros

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Mais um voo bem-sucedido para a coleção do pequeno helicóptero Ingenuity, que se aventura na fina atmosfera de Marte. Este foi o oitavo, superando as expectativas dos próprios cientistas da NASA. A aeronave ficou no ar por 77,4 segundos, se deslocou por 160 m e, por fim, pousou a cerca de 133,5 m de distância do rover Perseverance.

Ainda não há datas para a próxima decolagem do Ingenuity, que foi projetado como uma demostração de tecnologia e, portanto, não carrega instrumentos científicos. É provável que a NASA continue testando os limites do helicóptero para saber até onde ele é capaz de suportar as dificuldades de voar em Marte, enquanto acompanha o rover Perseverance, que investigará a cratera Jezero em busca de sinais de vida antiga.

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Fonte: Canaltech

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