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O céu (não) é o limite | Vendo Vênus, Terra e Marte; mistério em Júpiter e mais!

Patrícia Gnipper
·4 minuto de leitura

Mais uma semana chega ao fim, então é hora de ficar por dentro das notícias espaciais que mais "bombaram" nos últimos dias. Com o resumo semanal do Canaltech, você fica bem informado em poucos minutos de leitura, já que selecionamos os assuntos mais interessantes e explicamos o que está acontecendo em poucas linhas, direto ao ponto.

Vamos lá?

Sonda Solar Orbiter filma Vênus, Terra e Marte

Lançada ao espaço para estudar o Sol, a sonda Solar Orbiter conseguiu fazer uma filmagem incrível: ela registrou Vênus, Terra e Marte em um só vídeo, com muitas estrelas aparecendo ao fundo. Vênus, que estava a 48 milhões de quilômetros da Solar Orbiter, é o objeto mais brilhante das imagens. Já o nosso planeta estava 251 milhões de quilômetros, enquanto Marte estava a mais de 300 milhões de quilômetros — o Sol ficou fora do enquadramento.

Clique aqui para saber mais.

Sonda Juno desvenda antigo mistério sobre Júpiter

A NASA lançou a sonda Galileo rumo à órbita de Júpiter há mais de 30 anos, chegando lá em 1995. Dados da missão revelaram que a atmosfera do planeta era bem mais seca, densa e quente do que o esperado, o que intrigou cientistas desde então. Agora, analisando dados da sonda Juno, que está nos arredores de Júpiter desde 2016, cientistas podem ter solucionado o mistério: na verdade, a atmosfera joviana tem “bolsões quentes” enormes, atingindo todo o cinturão equatorial do planeta, e foi possível compreender as reações que acontecem por lá para justificar as características mais secas, densas e quentes observadas pela Galileo.

Aqui tem mais informações sobre isso.

Buracos de minhoca no centro de galáxias ativas?

Como se imagina a forma de um buraco de minhoca simétrico (Imagem: Reprodução/Federico.ciccarese/Wikimedia Commons/Allen Dressen)
Como se imagina a forma de um buraco de minhoca simétrico (Imagem: Reprodução/Federico.ciccarese/Wikimedia Commons/Allen Dressen)

Buracos de minhoca são atalhos espaciais ainda hipotéticos. Através dessas estruturas, imagina-se que seria possível uma nave viajar a lugares muito distantes no espaço em questão de minutos. A ciência ainda não encontrou algum buraco de minhoca por aí para provar que eles existem, mas astrônomos russos têm uma ideia de onde procurar por eles: no centro de galáxias ativas.

A hipótese é ousada porque cientistas já chegaram ao consenso de que centros galácticos abrigam buracos negros supermassivos, e há observações bem consistentes que endossam essa ideia. Mas para essa equipe russa, buracos de minhoca podem estar no centro de algumas galáxias muito brilhantes, emitindo raios gama de um jeito diferente das emissões de buracos negros. Então seria possível diferenciá-los em observações espaciais.

Clicando aqui, você pode ler mais a respeito.

Clima antigo de Marte pode ter sido como o da Islândia

A cratera Gale (Imagem: Reprodução/NASA)
A cratera Gale (Imagem: Reprodução/NASA)

Nos anos mais recentes, foram encontradas evidências praticamente incontestáveis de que Marte abrigou água líquida em sua superfície há bilhões de anos. Por isso, o planeta devia ser mais quente do que hoje, a ponto de a água se manter em estado líquido. Mas pode ser que o Planeta Vermelho não tenha sido exatamente quente, tendo um clima mais parecido com o da Islândia — nem quente, nem frio demais.

É o que cientistas concluíram, analisando dados obtidos pelo rover Curiosity em rochas sedimentares maciças e compactas chamadas argilitos. As rochas sedimentares mais recentes encontradas na cratera Gale, onde está o rover, têm cerca de 3 bilhões de anos de idade ou mais, e os minerais presentes ali mostraram pouquíssima evidência de alterações nesse tempo todo. Isso indica que não havia muita água fluindo naquela área por esse longo período e, então, fica difícil imaginar um cenário tropical no passado de Marte, com água abundante correndo pelo planeta tal qual vemos nas áreas tropicais da Terra. Para traçar o paralelo com o clima da Islândia, a equipe comparou as características minerais dos dois lugares, encontrando similaridades.

Nesta matéria você encontra mais informações sobre o estudo.

OSIRIS-REx dará uma "olhadinha" no asteroide Bennu antes de partir

Após coletar amostras da superfície do asteroide Bennu, a sonda OSIRIS-REx se prepara para trazer o material à Terra, iniciando a manobra de retorno em maio deste ano. Mas a NASA planeja um sobrevoo final pelo objeto para verificar como o contato da sonda com a superfície alterou o local de onde as amostras foram coletadas. Além disso, será uma nova oportunidade de tirar fotos atualizadas de Bennu, que podem proporcionar ainda mais descobertas ao serem comparadas com os registros de 2019.

Saiba mais sobre isso; clique aqui.

Fosfina de Vênus pode ser dióxido de enxofre "disfarçado"

(Imagem: Reprodução/NASA/JPL-CALTECH/PETER RUBIN)
(Imagem: Reprodução/NASA/JPL-CALTECH/PETER RUBIN)

Desde que foi anunciada a detecção de fosfina na atmosfera de Vênus, em setembro do ano passado, o assunto está em alta. Afinal, a fosfina pode ser uma bioassinatura, produzida por seres vivos. E, mesmo que existam processos não biológicos que também produzem fosfina, sua presença nas nuvens venusianas ainda não teria uma explicação.

Por isso, surgiram outros estudos questionando a interpretação dos dados do estudo inicial, com alguns dizendo que até existe fosfina por lá, mas em quantidade muito menor, enquanto outros concluíram que a fosfina observada seria, na verdade, uma falha de interpretação dos dados.

Agora, surgem novos estudos "botando lenha na fogueira": segundo eles, a fosfina de Vênus pode ser, na verdade, apenas dióxido de enxofre. É que a fosfina e o dióxido de enxofre podem absorver ondas de rádio em frequências muito próximas uma da outra, gerando confusão ao se interpretar elementos químicos pelo espectro eletromagnético — como foi feito no estudo inicial.

Mais detalhes sobre as novas observações você encontra aqui.

Leia também:

Fonte: Canaltech

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