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O céu (não) é o limite | Missões chegando a Marte, Oumuamua e muito mais!

Patrícia Gnipper
·7 minuto de leitura

Hoje é sábado, dia que marca o fim de mais uma semana e, como de costume, o Canaltech chega com o "resumão" das principais notícias espaciais que estamparam o noticiário nos últimos sete dias.

Essa semana ficou marcada como "a" semana da chegada de novas (e históricas) missões a Marte, então se liga que tem bastante coisa boa nas linhas abaixo!

Missões históricas entrando na órbita marciana

Em julho do ano passado, três países aproveitaram a curta janela de máxima aproximação periódica entre Terra e Marte para lançar novas missões ao Planeta Vermelho. Estamos falando dos Estados Unidos, China e Emirados Árabes Unidos — e as naves dos dois últimos já chegaram a seu destino.

Primeiro foi a árabe Hope Mars, que entrou na órbita de Marte no dia 9 com sua sonda orbital. A missão passará dois anos estudando o clima marciano e também fazendo um mapeamento global do planeta. Com isso, os Emirados Árabes se tornaram a quinta nação da história a chegar ao Planeta Vermelho.

No dia seguinte, foi a vez da chinesa Tianwen-1 entrar na órbita de Marte, levando um orbitador, um lander e um rover — estes cujo pouso está previsto para o mês de maio. Agora, a China se tornou o sexto país a entrar na órbita marciana. A ideia é que o orbitador fotografe e produza mapas de Marte para identificar o melhor local de pouso e, depois disso, o módulo que contém o rover em seu interior irá descer para a superfície marciana. Essa é uma etapa crítica da missão e, se tudo correr bem, o lander irá liberar o rover na superfície do planeta para passar cerca de três meses estudando a geologia marciana e a possível distribuição de água congelada.

Já a missão dos Estados Unidos se chama Mars 2020 e seu pouso acontece na próxima semana, especificamente na quinta-feira (19).

Clique aqui para saber mais sobre a missão árabe e clique aqui para saber mais sobre a missão chinesa.

Imagens da Tianwen-1 em Marte

Pouco antes de entrar na órbita marciana, a missão chinesa Tianwen-1 liberou a primeira foto que tirou do Planeta Vermelho. A foto em preto e branco mostra algumas formações geológicas do planeta, como a cratera Schiaparelli e os grandes cânions de Valles Marineris, que se estendem por mais de 4 mil quilômetros. A imagem foi feita a cerca de 2,2 milhões de quilômetros de distância de Marte.

A primeira imagem de Marte feita pela Tianwen-1 (Imagem: Reprodução/China National Space Administration)
A primeira imagem de Marte feita pela Tianwen-1 (Imagem: Reprodução/China National Space Administration)

E, logo após o sucesso da inserção orbital, a Tianwen-1 também nos enviou imagens de como foi essa entrada — imagens essas que foram reunidas em um vídeo, divulgado pela agência espacial chinesa. No vídeo, podemos ver Marte entrando de pouco a pouco no campo de visão da câmera da sonda. É possível notar também um pouco de vibração na filmagem, que foi causada pela ativação dos motores durante o voo do lado diurno do planeta para o noturno. Por fim, podem ser vistos brevemente alguns componentes da sonda, como o painel de energia solar e a antena direcional. O planeta e suas crateras aparecem em preto e branco nas imagens, em contraste com a escuridão do espaço.

Clique aqui para saber mais sobre a primeira foto da Tianwen-1 e clique aqui para saber mais sobre o vídeo que revela a entrada orbital em Marte.

Seria essa a explicação do objeto interestelar Oumuamua?

(Imagem: Reprodução/Stuart Rankin)
(Imagem: Reprodução/Stuart Rankin)

Desde que foi flagrado "passeando" pelo Sistema Solar em 2017, o objeto interestelar Oumuamua rende muita discussão — e muitas polêmicas, também, já que alguns cogitam a possibilidade de ele ser uma nave alienígena. Mas tudo indica que sua natureza é muito menos fantástica do que o imaginário popular possa prever.

Um novo estudo sugere que o Oumuamua pode ser rico em gelo de nitrogênio que, ao sublimar, daria um impulso ao objeto, o que explicaria sua estranha aceleração no período em que pôde ser observado aqui da Terra.

A história é longa e complexa, mas clicando aqui você compreende tudo.

Veja uma nave russa queimando na atmosfera da Terra

Após completar uma missão de abastecimento de quase 200 dias de duração, a nave cargueira russa Progress MS-15 se desacoplou da Estação Espacial Internacional para voltar à Terra. Seus componentes estruturais não combustíveis foram direcionados para caírem em uma região do Oceano Pacífico, enquanto o restante da estrutura da nave se rompeu e queimou na atmosfera da Terra — e os astronautas a bordo da ISS flagraram este momento.

Saiba mais clicando aqui.

Exoplanetas com atmosferas "contaminadas" podem indicar vida

Ilustração de um exoplaneta tecnologicamente avançado, com cores exageradas que representam a poluição atmosférica (Imagem: Reprodução/Reprodução/NASA/Jay Freidlander)
Ilustração de um exoplaneta tecnologicamente avançado, com cores exageradas que representam a poluição atmosférica (Imagem: Reprodução/Reprodução/NASA/Jay Freidlander)

Ainda não encontramos uma prova definitiva da existência de vida em outros planetas — nem mesmo microbiana, que dirá tecnologicamente avançada. Mas desistir não é uma opção, e cientistas propõem que, ao se analisar a composição da atmosfera de exoplanetas, procurar por gases poluentes ali pode ser uma boa maneira de, quem sabe, descobrir que ali existe alguma civilização tecnologicamente avançada, com processos industriais tal qual acontece na Terra.

Entre esses gases poluentes, foi proposto dar uma atenção especial ao dióxido de nitrogênio, que é produzido em nosso planeta por meio da queima de combustíveis fósseis, ainda que também seja fruto de processos naturais (incluindo biológicos).

A equipe trabalhou com modelos computacionais para verificar como o dióxido de nitrogênio poderia gerar sinais detectáveis por telescópios, descobrindo que, se um exoplaneta como a Terra orbitar uma estrela como o Sol em sua zona habitável, uma civilização que produz a mesma quantidade de dióxido de nitrogênio que a nossa poderia ser identificada a até 30 anos-luz de distância, em cerca de 400 horas de observação.

Ficou intrigado? Clique aqui para ler mais a respeito.

Observando possível planeta em Alpha Centauri

A dupla Alpha Centauri A e Alpha Centauri B (Imagem: Reprodução/ESO/L. Calçada/Nick Risinger)
A dupla Alpha Centauri A e Alpha Centauri B (Imagem: Reprodução/ESO/L. Calçada/Nick Risinger)

Se tal planeta pode confirmado, este pode ter sido o primeiro mundo na zona habitável de uma estrela a ser observado diretamente. Estamos falando do sistema de Alpha Centauri, a apenas 4,37 anos-luz de nós, com este possível planeta aparecendo ao redor da estrela Alpha Centauri A.

A equipe envolvida somou 100 horas de observações em um total de 10 noites em 2019 para produzir essa provável descoberta. Eles examinaram as observações desde então, encontrando um pequeno ponto luminoso que emitia um brilho muito acima do ruído de fundo existente. E o melhor ainda: esse ponto luminoso estava na zona habitável da estrela.

Clique aqui para descobrir mais detalhes sobre essa observação.

Confirmada a existência de um objeto muito, muito longe no Sistema Solar

Animação que mostra as imagens da descoberta do FarFarOut (Imagem: Reprodução/Scott S. Sheppard/Carnegie Institution for Science)
Animação que mostra as imagens da descoberta do FarFarOut (Imagem: Reprodução/Scott S. Sheppard/Carnegie Institution for Science)

Em 2018, pesquisadores detectaram um objeto que, se confirmado, poderia ser o mais distante já encontrado no Sistema Solar. Agora, sua existência acaba de ser confirmada, e o objeto ganhou o apelido de "FarFarOut" — algo como "muito, muito longe". O nome é uma brincadeira com o apelido de outro objeto extremamente distante também descoberto em 2018, que foi chamado de "Farout" (ou "muito longe").

O FarFarOut fica a 132 unidades astronômicas de distância do Sol, o que é mesmo muito, muito longe. Considere que uma UA é a distância média entre a Terra e o Sol, que é de quase 150 milhões de km. Tamanha distância também significa um período orbital demorado, e o objeto leva mil anos para dar uma volta completa ao redor da nossa estrela.

Para conhecer mais sobre esse objeto tão distante, clique aqui.

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Fonte: Canaltech

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