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O céu não é o limite | Orion chega à Lua, minerais inéditos em meteorito e mais

Enquanto a missão Artemis I segue conforme o planejado, quebrando recordes de distância, os cientistas entraram em um embate graças a um novo estudo sobre buracos de minhoca. Além disso, um novo satélite está incomodando os astrônomos por ser mais brilhante que as estrelas.

Confira abaixo as notícias da semana.

Nave Orion quebra recorde de distância

Nave Órion, da missão Artemis I, fotografa a Terra distante (Imagem: Reprodução/NASA)
Nave Órion, da missão Artemis I, fotografa a Terra distante (Imagem: Reprodução/NASA)

A capsula Orion, entrou em órbita lunar e quebrou o recorde de maior distância já percorrida por uma nave projetada para abrigar tripulantes. O recorde anterior foi estabelecido pelo Odyssey, da missão Apollo 13, em abril de 1970.

No caso da Artemis I, a distância recordista foi necessária devido à entrada da nave na órbita retrógrada distante (DRO). Ela ficará a 64 mil km acima da superfície lunar e precisará de quase uma semana para completar meia volta ao redor da Lua.

Meteorito de 15 toneladas tem minerais nunca vistos antes

Amostra do meteorito El Ali (Imagem: Reprodução/University of Alberta)
Amostra do meteorito El Ali (Imagem: Reprodução/University of Alberta)

Existem duas coisas impressionantes sobre o meteorito El Ali, encontrado na Somália em 2020: ele pesa 15 toneladas e possui em sua composição dois minerais nunca encontrados na Terra. Os cientistas ainda trabalham com a possibilidade de haver outro mineral desconhecido na rocha.

Os dois novos minerais foram batizados como “elaliita”, nome inspirado no próprio meteorito, e “elkinstantonita”, homenagem à pesquisadora Lindy Elkins-Tanton (a principal cientista da futura missão Psyche).

As primeiras imagens do telescópio "olhos de lagosta"

(Imagem: Reprodução/CAS)
(Imagem: Reprodução/CAS)

O novo telescópio Lobster Eye Imager for Astronomy (LEIA), da China, chama a atenção pela construção de lentes que lembra os olhos das lagostas. Agora, ele enviou suas primeiras imagens, exibindo o centro da Via Láctea, o sistema estelar binário Scorpius-X e a nebulosa Laço do Cisne.

Este telescópio é uma versão experimental do módulo que será lançado no próximo ano, com o telescópio Wide-field X-ray Telescope (WXT), formado por 12 módulos LEIA. Juntos, eles terão um campo de visão com 3.600 graus quadrados e observarão eventos energéticos, como supernovas.

Satélite BlueWalker 3 preocupa astrônomos por ser mais brilhante do que estrelas

Satélite BlueWalker 3 (Imagem: Reprodução/AST SpaceMobile)
Satélite BlueWalker 3 (Imagem: Reprodução/AST SpaceMobile)

Cientistas da União Astronômica Internacional (IAU) estão preocupados com o satélite BlueWalker 3, da AST SpaceMobile, por ser mais brilhante que as estrelas mais luminosas do céu noturno. O instrumento é um protótipo e conta com 64 m², sendo o maior sistema comercial já levado para a órbita baixa da Terra.

Este é apenas o primeiro de uma série que poderá ter mais de 100 satélites maiores, mas astrônomos mostraram que ele sozinho já é brilhante o suficiente para atrapalhar as observações e interferir nos dados coletados por telescópios terrestres.

Buraco de minhoca simulado em computador quântico

Representação de um buraco de minhoca (Imagem: Reprodução/ESO/Scientific American)
Representação de um buraco de minhoca (Imagem: Reprodução/ESO/Scientific American)

Cientistas simularam em um computador quântico dois buracos negros que funcionam como um buraco de minhoca. Para isso, eles criaram dois micro-sistemas baseados em um modelo de espaço-tempo conhecido como Anti-d Sitter (AdS) e inseriram qubits (na computação quântica, essa é a unidade análoga aos bits) emaranhados.

Então, eles observaram um qubit (ou seja, uma informação) viajar de um sistema para o outro, algo que só poderia acontecer com um tipo de buraco de minhoca. Isso significa que, na matemática, o buraco de minhoca funciona. Resta saber se isso pode ser reproduzido em laboratório, mas por enquanto as alegações dos autores incomodaram alguns cientistas, que iniciaram um debate acalorado sobre as implicações da pesquisa e as conclusões que se pode tirar dos resultados.

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Fonte: Canaltech

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