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O céu (não) é o limite | Universo autodidata, planetas errantes perto do Sol e +

·4 min de leitura

Um universo autodidata. Esse foi o tema que mais deu o que falar durante a semana no noticiário espacial. Será que o cosmos aprende consigo mesmo à medida que evolui e alteara as leis fundamentais? Será que isso voltará a acontecer? É o que um novo estudo sugere.

Além disso, vimos mais um voo do helicóptero Ingenuity em Marte, novos exoplanetas errantes foram descobertos e a primeira missão do Programa Artemis foi adiada. Confira abaixo essas e outras novidades do mundo da astronomia.

O universo é autodidata?

Ilustração do Big Bang (Imagem: Reprodução/ESO/M. Kornmesser)
Ilustração do Big Bang (Imagem: Reprodução/ESO/M. Kornmesser)

O universo poderia aprender sobre si mesmo e modelar as leis da física à medida que evolui, de acordo com um novo estudo, sugerindo que nosso cosmos seria "autodidata". Isso significa que, em vez de seguir as leis fundamentais da natureza desde seus primeiros momentos, o universo "criou" as leis enquanto buscava por estabilidade.

Em outras palavras, o sistema inicial criado após o Big Bang aprende sozinho e algumas leis fundamentais surgem, e não o contrário. Isso implica em algo interessante: as leis da física poderão mudar novamente algum dia, se o universo de fato está em um constante aprendizado.

Grupo de planetas "errantes" é descoberto

Representação artística de um planeta errante (Imagem: Reprodução/ESO/M. Kornmesser)
Representação artística de um planeta errante (Imagem: Reprodução/ESO/M. Kornmesser)

Foi encontrado um grupo de planetas "errantes", ou seja, que não orbitam nenhuma estrela. Embora os astrônomos já tivessem descoberto alguns mundos dessa categoria antes, esse é sem dúvidas o maior grupo já encontrado.

Para encontrá-los, os cientistas procuraram por luminosidades tênues, que esses planetas emitem quando ainda são jovens — desde que tenha se passado apenas alguns milhões de anos desde suas formações. A estimativa é que existam entre 70 e 170 planetas nômades na região analisada, que fica perto do nosso Sistema Solar.

Ingenuity soma quase 33 minutos de voo na atmosfera de Marte

O helicóptero Ingenuity realizou seu 18º voo em Marte, com quase 2 minutos de duração e mais de 200 metros de deslocamento. Isso o colocou em um total de quase 33 minutos no ar marciano, com 10 diferentes locais de pouso no Planeta Vermelho.

De acordo com membros do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL), da NASA, o Ingenuity voou por 124,3 segundos durante o 18º voo, e se deslocou por 230 m à velocidade de 9 km/h, fazendo fotos durante o caminho.

Nuvens de Vênus poderiam ser habitáveis?

Conceito artístico de microrganismos hipotéticos em Vênus, vivendo em partículas protetoras nas nuvens (Imagem: Reprodução/J. Petkowska)
Conceito artístico de microrganismos hipotéticos em Vênus, vivendo em partículas protetoras nas nuvens (Imagem: Reprodução/J. Petkowska)

As nuvens de Vênus voltaram a ser tema de estudos na busca por vida alienígena. Dessa vez, pesquisadores argumentam que a presença da amônia, um gás identificado por lá durante a década de 1970, não pode ser explicada pelos processos naturais conhecidos em nosso planeta vizinho. Se houver seres vivos por lá, afirmam, eles poderiam neutralizar a acidez das nuvens, criando regiões para habitarem.

Os autores da pesquisa modelaram um conjunto de processos químicos que mostraram que, se realmente houver amônia em Vênus, o gás deveria desencadear diversas outras reações, como um efeito dominó. Em última análise, a hipótese mais plausível para a amônia seria uma origem biológica. “A química sugere que a vida pode estar criando seu próprio ambiente em Vênus", afirmam os autores.

NASA adia lançamento da missão Artemis I

Cápsula Orion e o foguete SLS nas instalações do Kennedy Space Center (Imagem: Reprodução/NASA/Cory Huston)
Cápsula Orion e o foguete SLS nas instalações do Kennedy Space Center (Imagem: Reprodução/NASA/Cory Huston)

O lançamento da missão Artemis I, que estava programada para acontecer em fevereiro de 2022, será adiado para algum momento entre março e abril do mesmo ano. A mudança veio após a instalação da cápsula Orion no topo do foguete Space Launch System (SLS), que indicou um problema nos controladores de voo em um dos motores do veículo.

A missão Artemis I será a primeira do Programa Artemis, planejado para levar astronautas novamente à superfície lunar. Neste primeiro lançamento, a cápsula Orion será enviada sem tripulação pelo Space Launch System para orbitar a Lua durante quatro a seis semanas.

A primeira detecção de campo magnético em um exoplaneta

O pontinho no centro representa o exoplaneta, com os íons de carbono preenchendo uma grande região (Imagem: Reprodução/Lotfi Ben-Jaffel/Institute of Astrophysics, Paris)
O pontinho no centro representa o exoplaneta, com os íons de carbono preenchendo uma grande região (Imagem: Reprodução/Lotfi Ben-Jaffel/Institute of Astrophysics, Paris)

Pela primeira vez, cientistas podem ter detectado o campo magnético de um planeta que orbita outra estrela que não o Sol. O mundo em questão é o HAT-P-11b, localizado a aproximadamente 123 anos-luz de nós. De acordo com a equipe que observou o HAT-P-11b no espectro de luz ultravioleta, a existência de íons de carbono, capazes de interagir com campos magnéticos, estaria cercando o planeta, formando uma magnetosfera.

Considerando que campos magnéticos têm um papel importante na proteção da atmosfera planetária, e até na formação da vida, identificar esses campos em exoplanetas é um passo crucial para compreendermos melhor o universo. Assim como ocorre na Terra, o campo magnético do HAT-P-11b o protege dos ventos solares.

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Fonte: Canaltech

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