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O céu (não) é o limite | O que está rolando na ciência e astronomia (25/08/2020)

Patrícia Gnipper
·6 minutos de leitura

Chegou o dia de ficar bem informado em assuntos científicos! Toda terça-feira, o Canaltech dedica um tempinho para rever o noticiário da última semana, selecionando as notícias mais importantes (especialmente das áreas da astronomia e da saúde) e então preparando um "resumão" bem bacana.

Tudo para que você, leitor que gosta de ficar bem informado, mas não tem muito tempo para isso, fique por dentro dos acontecimentos mais relevantes! Vamos lá?

Asteroide se transformando em cometa?

(Imagem: Reprodução/NASA/Johns Hopkins APL/Naval Research Lab/Parker Solar Probe)
(Imagem: Reprodução/NASA/Johns Hopkins APL/Naval Research Lab/Parker Solar Probe)

Pela primeira vez na história, astrônomos terão a oportunidade de acompanhar o "nascimento" de um cometa — ou melhor, a transição de um asteroide para um corpo cometário. A rocha espacial chamada P/2019 LD2 pertence ao grupo conhecido como centauros e está agora passando por essa transformação, provavelmente virando um cometa — algo que deve levar cerca de 40 anos para acontecer. Parece muito tempo, mas, em termos cósmicos, é menos que um piscar de olhos!

Supernovas: as "vilãs" de extinções em massa?

A ilustração mostra uma supernova colidindo e suprimindo o vento solar. A linha azul mostra a órbita da Terra, e o pequeno ponto vermelho é o Sol (Imagem: Graphic courtesy Jesse Miller)
A ilustração mostra uma supernova colidindo e suprimindo o vento solar. A linha azul mostra a órbita da Terra, e o pequeno ponto vermelho é o Sol (Imagem: Graphic courtesy Jesse Miller)

De acordo com um novo estudo, raios emitidos por supernovas podem ter sido responsáveis por uma das maiores extinções em massa do nosso planeta, ocorrida há 359 milhões de anos — entre os períodos Carbonífero e Devoniano. Até então, pensava-se que isso ocorreu devido à radiação solar atingindo a Terra sem tanta proteção do ozônio, mas as evidências disso são inconclusivas. Então a equipe por trás do estudo propôs que supernovas a 65 anos-luz da Terra poderiam ter causado essa perda de ozônio, que teria deixado o planeta vulnerável a emissões perigosas (incluindo raios ultravioleta, raios X e raios gama), ocasionando a extinção em massa daquela época.

"Irmão gêmeo" do Sol poderia explicar o Planeta 9?

(Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/UCLA)
(Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/UCLA)

Apesar de ainda não existirem evidências concretas de que o Sol teve mesmo um "irmão gêmeo" em seu passado distante, um novo estudo sugere que esse "segundo Sol" poderia explicar alguns mistérios do Sistema Solar — incluindo o ainda hipotético Planeta 9, que estaria "escondido" nos confins do nosso sistema estelar. Outro mistério que o irmão "desaparecido" do Sol seria capaz de explicar é a Nuvem de Oort, que envolve o Sistema Solar e se estende a quase um ano-luz de distância do Sol. Mesmo que não possamos vê-la diretamente, existem muitos indícios da sua presença; inclusive, ela é provavelmente a origem dos cometas de longo período (que nos visitam a cada 200 anos ou mais) e do tipo Halley.

De novo: estudo sugere que Oumuamua seja nave alienígena

(Imagem: Reprodução/Stuart Rankin)
(Imagem: Reprodução/Stuart Rankin)

Desde que o visitante interestelar Oumuamua passou pelo Sistema Solar em 2017, muitos mistérios (e polêmicas) o cercam. Uma dessas polêmicas está em sua composição e, consequentemente, na resposta para a questão: o que este objeto é, de fato? Bom, a polêmica acaba de ser reacendida com um novo estudo que, mais uma vez, levanta a possibilidade de o Oumuamua se tratar de uma nave alienígena. Os autores argumentam que o objeto pode ser uma máquina que acelera conforme é empurrada pela radiação solar, com uma tecnologia que poderia similar à empregada na vela solar LightSail 2, da Sociedade Planetária — que justamente vem testando tal tecnologia no espaço para mostrar que ela é, sim, capaz de fazer uma nave se movimentar sem o uso de combustíveis.

Leia também:

A partir de agora, você confere as principais notícias relacionadas à pandemia de COVID-19.

Brasil apresenta desaceleração no contágio do coronavírus

(Imagem: Reprodução/Bruno Araujo/Unsplash)
(Imagem: Reprodução/Bruno Araujo/Unsplash)

Pela primeira vez nos últimos quatro meses, nosso país registrou uma taxa controlada na transmissão da COVID-19. Com a atual taxa R em 0,98, cada 100 infectados podem transmitir a doença a outras 98 pessoas. Na semana anterior, a taxa estava em 1,01. Sendo assim, o Brasil deixou a zona vermelha da COVID-19 pela primeira vez depois de 16 semanas consecutivas de taxa de transmissão acima de 1.

Indícios de imunidade de rebanho em estados brasileiros

(Imagem: Reprodução/Macau Photo Agency/Unsplash)
(Imagem: Reprodução/Macau Photo Agency/Unsplash)

Alguns estados do Brasil já dão sinais de terem alcançado a imunidade de rebanho contra a COVID-19. A imunidade de rebanho acontece quando o agente infeccioso não consegue mais se propagar rapidamente e com força, porque não há mais tantas pessoas vulneráveis em número suficiente que sustente o crescimento da epidemia. Para que isso realmente se mantenha, os números de casos diários deve cair e não voltar a crescer por mais de um mês, pelo menos. Os estados que caminham nesse sentido são Rio de Janeiro e São Paulo, além da cidade de Manaus (capital do Amazonas).

Físicos descobrem o ponto fraco do coronavírus

(Imagem: Reprodução/Gerd Altmann/Pixabay)
(Imagem: Reprodução/Gerd Altmann/Pixabay)

Um grupo de físicos dos EUA analisou diferenças entre o coronavírus responsável pela SARS e o responsável pela COVID-19, e a equipe descobriu uma espécie de ponto fraco do novo coronavírus, com o objetivo de realizar um "combate atômico". Inicialmente, eles conseguiram reduzir a conexão entre o vírus e os receptores humanos em 30%, atacando o agente contaminador antes de ele entrar nas moléculas do corpo, o que faz com que ele tenha menos energia de atração e, portanto, não seja tão capaz de infectar. A ideia é projetar um composto químico, em um prazo de três meses, que consiga triplicar a eficácia desse bloqueio, auxiliando o corpo a se proteger do coronavírus.

Vacina russa deve imunizar por dois anos

(Imagem: Reprodução/ Unsplash)
(Imagem: Reprodução/ Unsplash)

A vacina russa Sputnik V deve garantir uma imunidade de dois anos contra a COVID-19 — no mínimo. Essa é a vacina que foi anunciada recentemente como a primeira do mundo eficaz contra a doença, e deve ser distribuída no estado do Paraná, aqui no Brasil.

OMS reconhece 1º caso de reinfecção pelo coronavírus

(Imagem: Reprodução/Altansukh/Unsplash)
(Imagem: Reprodução/Altansukh/Unsplash)

A Organização Mundial da Saúde afirmou que é possível haver, sim, a reincidência da COVID-19. Pesquisadores de Hong Kong apontam o caso de um paciente jovem e aparentemente saudável que teve um segundo caso de infecção da doença, este que foi diagnosticado apenas 4,5 meses depois do primeiro episódio. O relato pode ser um indício de que a imunidade do organismo contra o coronavírus seja temporária, de cerca de alguns meses — pelo menos para alguns casos.

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Fonte: Canaltech

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