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O céu não é o limite! | “Serpente” solar, Artemis I, buraco negro e+

Depois de muitos contratempos, a NASA finalmente lançou a missão Artemis I ao espaço, rumo à Lua. A cápsula Orion, sem tripulação, já nos enviou sua primeira imagem e se prepara para passar de 6 a 19 dias em órbita lunar.

Além disso, uma "serpente" foi flagrada atravessando a superfície solar e o James Webb surpreendeu mais uma vez com imagens de galáxias muito, muito antigas. Confira!

Serpente solar

A sonda Solar Orbiter filmou um espécie de "cobra" de plasma percorrendo a superfície do Sol a 170 km/s. Isso aconteceu pouco antes de uma das erupções solares mais energéticas já registradas pela espaçonave.

A serpente se formou a partir de gases compostos por partículas carregadas e conduzidas por linhas de campo magnético da estrela. Os astrônomos esperam que esse fenômeno possa ser uma boa pista para descobrirmos mais sobre o que acontece por trás dos eventos no Sol.

Escurecimento da Betelgeuse foi culpa de um buraco negro?

A causa do escurecimento da Betelgeuse ainda é tema de debate (Imagem: Reprodução/ESO/ESA/Hubble/M. Kornmesser
A causa do escurecimento da Betelgeuse ainda é tema de debate (Imagem: Reprodução/ESO/ESA/Hubble/M. Kornmesser

O estranho escurecimento da estrela Betelgeuse em 2019/2020 ainda intriga os astrônomos. Mesmo que algumas explicações aceitáveis tenham sido aceitas pela comunidade científica, alguns pesquisadores propuseram algo mais ousado: a passagem invisível de um buraco negro.

De acordo com o novo estudo, um buraco negro pequeno se aproximou da estrela durante sua órbita e, devido à sua gravidade imensa, criou forças de marés no plasma da Betelgeuse, assim como a Lua faz com nossos oceanos à medida que orbita a Terra. Será que foi isso mesmo que aconteceu?

Galáxias primordiais "escondidas"

Antigas galáxias observadas pelo James Webb são destacadas na imagem (Imagem: Reprodução/NASA, ESA, CSA, T. Treu (UCLA)
Antigas galáxias observadas pelo James Webb são destacadas na imagem (Imagem: Reprodução/NASA, ESA, CSA, T. Treu (UCLA)

O telescópio James Webb detectou duas galáxias que, aparentemente, já existiam cerca de 450 (e 350 milhões de anos após o Big Bang. Isso não só significa que elas são muito antigas, como também que as imagens acima mostram como elas eram naquela época. Isso é valioso para os astrônomos que tentam descobrir mais sobre o universo primitivo.

Se essas medições forem confirmadas, a galáxia GLASS-z12 (destacada com o número 2 na imagem acima) será oficialmente a luz estelar mais distante e antiga já observada.

Lançamento da Artemis I e primeira imagem da cápsula Orion

A missão Artemis I foi lançada na quarta-feira (16) com o foguete mais poderoso do mundo, o Space Launch System (SLS), para levar a cápsula Orion com destino à Lua. A previsão é que a Orion, ocupada apenas por manequins e o personagem de animação Shaun, o Carneiro, chegue na órbita lunar no dia 21 de novembro.

A primeira foto da Terra feita pela Orion (Imagem: Reprodução/NASA)
A primeira foto da Terra feita pela Orion (Imagem: Reprodução/NASA)

Enquanto estava a mais de 90 mil km da Terra (quase 20% da distância até a Lua), a Orion fez a foto acima. Funcionários da NASA disseram que essa foi a primeira imagem de nosso planeta fotografada por uma espaçonave feita para receber tripulações, desde 1972.

Cordas cósmicas e o campo magnético das galáxias

Cordas cósmicas seriam imperfeições formadas durante o início da expansão do universo, logo após o Big Bang (Imagem: Reprodução/Chris Ringeval/Wikimedia Commons)
Cordas cósmicas seriam imperfeições formadas durante o início da expansão do universo, logo após o Big Bang (Imagem: Reprodução/Chris Ringeval/Wikimedia Commons)

Buscando resolver o mistério do surgimento de campos magnéticos nas primeiras galáxias do universo, cientistas propuseram que isso foi possível graças às cordas cósmicas. Trata-se de uma hipótese, ou seja, ainda não sabemos se elas existem mesmo, mas elas poderiam ser as responsáveis por magnetizar as galáxias primordiais.

Para que partículas das primeiras galáxias formassem um campo magnético, era necessário um movimento que, provavelmente, não existia. Mas as cordas cósmicas, ao atravessas essas regiões densas do universo, causariam ondulações capazes de alterar as propriedades do plasma dessas galáxias, colocando suas partículas carregadas em movimento e, assim, produzindo um campo magnético.

Nuvens de Marte parecidas com as da Terra

Nuvens em tempestades de poeira em Marte (esquerda) e células de convecção na atmosfera terrestre (direita) (Imagem: Reprodução/ESA/GCP/UPV/EHU Bilbao/EUMETSET)
Nuvens em tempestades de poeira em Marte (esquerda) e células de convecção na atmosfera terrestre (direita) (Imagem: Reprodução/ESA/GCP/UPV/EHU Bilbao/EUMETSET)

Parece que as nuvens marcianas têm algumas semelhanças com as da Terra. Aqui, o ar que sobe leva água, que se condensa e forma as nuvens, enquanto no Planeta Vermelho as colunas de ar sobem levando poeira. Ao ser aquecida pelo Sol, essas colunas formam células de poeira cercadas por massas de ar com menos partículas.

Esse mecanismo resulta em padrões também encontrados nas nuvens na Terra, com texturas igualmente semelhantes entre si.

James Webb encontra estrela "bebê"

(Imagem: Reprodução/NASA/ESA/CSA/STScI/J. DePasquale (STScI))
(Imagem: Reprodução/NASA/ESA/CSA/STScI/J. DePasquale (STScI))

A estrela L1527, de apenas 100 mil anos, ainda está em formação, escondida em uma nuvem escura. Contudo, os instrumentos de infravermelho do James Webb revelaram a área oculta e nos forneceu a imagem impressionante acima.

Bem no centro da imagem, entre as duas "asas", está a estrela, e podemos observar um pequeno disco protoplanetário escuro do tamanho do Sistema Solar. Desse disco, provavelmente surgirá um ou mais planetas, depois que a estrela concluir sua formação e começar a fundir hidrogênio em hélio.

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Fonte: Canaltech

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