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O céu não é o limite | Eclipse solar, meteoro em Marte, universo primordial e+

Se você perdeu as principais notícias sobre astronomia da última semana, não se preocupe! Como sempre, trouxemos mais um resumo sobre os acontecimentos que mais ganharam destaque.

Nesta semana, temos fotos do eclipse solar parcial, um grande impacto de meteoroide em Marte e novas imagens fascinantes dos telescópios James Webb e Hubble. Confira!

Fotos do último eclipse solar de 2022

Na terça-feira (25), algumas regiões do planeta puderam apreciar o eclipse solar parcial. No Brasil, o fenômeno não foi visível; mas, claro, os habitantes sortudos de partes da Europa, da África, Oriente Médio e de algumas regiões da Ásia, fotografaram tudo e compartilharam nas redes sociais.

Além disso, você também pode conferir como a sombra da Lua é projetada sobre a Terra no vídeo abaixo, criado com dados do satélite Meteosat-9.

Por fim, a missão Proba-2 da Agência Espacial Europeia (ESA) filmou a passagem da Lua em frente ao Sol lá do espaço. A sonda leva cerca de 100 minutos para orbitar a Terra, por isso conseguiu filmar o eclipse duas vezes.

Impacto e terremoto em Marte

(Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/University of Arizona)
(Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/University of Arizona)

Um dos maiores impactos de meteoroides em Marte causou um "martemoto" (nome que se dá ao equivalente aos terremotos terrestres) de magnitude 4, arrancando grandes blocos de gelo enterrados no equador do planeta.

Aparentemente, a rocha que caiu no Planeta Vermelho tem cerca de 12 m de diâmetro. Se caísse na Terra, seria queimado na atmosfera terrestre, mas, como Marte tem atmosfera bem fraca, o meteoroide atingiu o solo e abriu uma cratera com quase 150 m de diâmetro e 21 m de profundidade.

James Webb encontrou objetos do universo primordial?

(Imagem: Reprodução/NASA, ESA, CSA, Dan Coe (STScI), Rebecca Larson (UT), Yu-Yang Hsiao (JHU)/Alyssa Pagan (STScI)
(Imagem: Reprodução/NASA, ESA, CSA, Dan Coe (STScI), Rebecca Larson (UT), Yu-Yang Hsiao (JHU)/Alyssa Pagan (STScI)

Com a ajuda de uma lente gravitacional criada por um aglomerado de galáxias, o telescópio James Webb fotografou três objetos do sistema MACS0647-JD, chamados “JD1”, “JD1” e “JD3”. Os astrônomos calculam que eles se formaram apenas 400 milhões de anos após o Big Bang, ou seja, têm cerca de 13,3 bilhões de anos.

O sistema MACS0647-JD já havia aparecido nas imagens do Hubble, mas, graças ao Webb, foi possível identificar os três objetos que o compõem. Os cientistas ainda estão discutindo se eles são galáxias ou grupos de estrelas em uma galáxia.

Par de galáxias em fusão encantadora

(Imagem: Reproduçaõ/ESA/Webb, NASA & CSA, L. Armus & A. Evans/R. Colombari)
(Imagem: Reproduçaõ/ESA/Webb, NASA & CSA, L. Armus & A. Evans/R. Colombari)

A imagem acima, tirada pelo James Webb, mostra as galáxias IC 1623 A e B em um processo avançado de fusão, formando uma composição deslumbrante. Elas estão localizadas a cerca de 270 milhões de anos-luz de distância da Terra, em direção à constelação Cetus, a Baleia.

Com a interação, a dupla de galáxias forma novas estrelas a uma taxa 20 vezes maior que a da Via Láctea.

Prevendo tempestades solares com ajuda de árvores

(Imagem: Reprodução/The University of Queensland)
(Imagem: Reprodução/The University of Queensland)

Anéis no interior do tronco das árvores podem ajudar cientistas a estimar quando uma tempestade solar catastrófica pode chegar à Terra. Não estamos falando de uma tempestade comum, mas um tipo específico conhecido como "Evento Miyake".

Esse evento foi descoberto por Fusa Miyake por meio de anéis de crescimento de árvores, com 20 vezes a concentração normal de carbono-14. O cientista japonês determinou que o último evento desse tipo ocorreu em 774.

Agora, pesquisadores calculam que ele pode ocorrer a cada 1.000 anos e há uma chance de 1% de acontecer o próximo na década de 2030.

Talvez alienígenas não tenham interesse no Sistema Solar

(Imagem: Reprodução/Gabriel Pérez Díaz/SMM)
(Imagem: Reprodução/Gabriel Pérez Díaz/SMM)

A imagem acima é uma ilustração de um planeta na órbita de uma estrela anã vermelha. Segundo um novo estudo científico, sistemas como este podem ser os alvos favoritos de civilizações avançadas tecnologicamente em busca de novos lares para habitar.

O motivo dessa preferência é que essas estrelas duram até 10 trilhões de anos, muito mais tempo que as outras classes. Assim, os novos lares dessas civilizações podem sobreviver durante a passagem de muitas eras. Estrelas da mesma classe do Sol, por exemplo, têm vida útil de "apenas" 10 bilhões de anos.

Hubble fotografa um aglomerado de galáxias bem estranho

(Imagem: Reprodução/ESA/Hubble, NASA, P. Kelly, M. Postman, J. Richard, S. Allen)
(Imagem: Reprodução/ESA/Hubble, NASA, P. Kelly, M. Postman, J. Richard, S. Allen)

O telescópio Hubble registrou uma imagem do aglomerado de galáxias conhecido como Abell 611, localizado a cerca de 3,2 bilhões de anos-luz da Terra. Ele é intrigante porque não possui massa o suficiente para manter todas as galáxias de sua teia unidas. Mesmo assim, ele está ali, mantendo sua estrutura ao longo do tempo.

A explicação para isso pode estar na matéria escura, a substância invisível para qualquer tipo de telescópio, mas que interage com a matéria "normal" por meio da gravidade. Com a nova imagem, os astrônomos pretendem usar as lentes gravitacionais geradas por Abell 611 para determinar a massa “verdadeira” do objeto. É através dessas lentes gravitacionais que as galáxias mais distantes aparecem distorcidas ao redor do aglomerado.

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Fonte: Canaltech

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