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O céu (não) é o limite | O que está rolando na ciência e astronomia (13/11/2019)

Patrícia Gnipper

O resumo semanal com as principais notícias científicas dos últimos dias chegou atrasado, mas chegou! Normalmente, publicamos esta coluna às terças-feiras, mas, mesmo com atraso, não deixaríamos você, entusiasta da exploração espacial e que tem a vida corrida, na mão. Então, se você não conseguiu ficar por dentro do noticiário científico na última semana, é só acompanhar este "resumão" para ficar bem informado em poucos minutos de leitura.

Vamos lá? Vamos lá!

Amostra lunar lacrada há quase 50 anos é finalmente aberta

A NASA finalmente começou a abrir embalagens seladas há quase 50 anos contendo amostras lunares, retiradas pelos astronautas da Apollo 17 em 1972. Algumas amostras recolhidas durante o programa Apollo foram guardadas intocadas justamente para serem analisadas no futuro, com tecnologias mais modernas, como se tivessem sido trazidas da Lua agora.

A agência espacial está usando técnicas não destrutivas de análise, como imagens em 3D, espectrometria de massa e microtomia de alta resolução, tudo para não danificar as amostras preciosas do solo lunar. Uma amostra já foi aberta e está sendo estudada no momento, enquanto outra será aberta nos próximos meses. Ainda assim, a NASA vai guardar amostras intocadas recolhidas pelas missões Apollo 15 e 16 para serem abertas em um futuro ainda mais distante.

IA "descobre" rapidinho que a Terra gira em torno do Sol

O que a humanidade levou séculos para compreender, um algoritmo de inteligência artificial o fez em pouquíssimo tempo. A IA, criada para descobrir novas leis da física, entendeu por conta própria que nosso planeta orbita o Sol. Para isso, a equipe por trás do projeto inseriu dados sobre o movimento da estrela e de Marte para o algoritmo que usa equações básicas, tudo para imitar a maneira de pensar dos físicos de carne e osso.

Então, considerando a trajetória tanto do Sol como de Marte em relação à Terra, o algoritmo entendeu que o Astro-Rei é o centro do nosso sistema estelar, e que a Terra também está se movendo em relação a ele.

O verdadeiro vilão da "crise dos vapes"?

De acordo com um relatório emitido por autoridades de saúde nos Estados Unidos, um dos vilões das doenças causadas pelo uso de vapes é o acetato de vitamina E, presente em produtos à base de THC. O documento mostra que o composto causa lesões pulmonares. Mais estudos ainda estão em andamento para determinar se outros produtos químicos ou toxinas estão relacionados às doenças respiratórias graves que vêm afetando os usuários de cigarros eletrônicos deste tipo.

Mais um lote de satélites Starlink é lançado

Lançamento foi feito com um foguete Falcon 9

Após lançar o primeiro lote de satélites Starlink à órbita da Terra há alguns meses, a SpaceX agora lançou a segunda leva com mais 60 unidades. O projeto prevê pelo menos 12 mil satélites compondo a "constelação" total, mas esse número pode subir para 42 mil, tudo com objetivo de fornecer internet de alta velocidade a qualquer região do planeta.

Contudo, astrônomos se preocupam com suas observações do céu noturno a partir de instrumentos localizados na superfície. É que tantos novos satélites ao redor do planeta reflete mais brilho, o que afeta tais observações. Estudos que vêm sendo feitos por cientistas desde julho, apesar de ainda não terem chegado a uma conclusão, já indicam que os satélites Starlink oferecem, sim, alguma interferência.

Trânsito de Mercúrio em 2019

Durante cerca de cinco horas e meia na última segunda-feira (11), pudemos testemunhar a passagem do planeta Mercúrio em frente ao Sol, sob o ponto de vista daqui da Terra. Só será possível ver o trânsito do menor planeta do Sistema Solar novamente novamente em 2032.

A NASA acompanhou tudo com seus equipamentos poderosos e publicou um vídeo curtinho mostrando o fenômeno em reprodução acelerada; confira:

Ultima Thule agora se chama Arrokoth

Ultima Th... digo, Arrokoth

O objeto oficialmente nomeado como 2014 MU69 tinha o apelido de Ultima Thule. Tinha, porque ele acaba de ganhar o nome oficial de Arrokoth. Este é o objeto mais distante já sobrevoado por uma sonda, o que aconteceu no primeiro dia de 2019, quando a New Horizons (aquela mesma que estudou Plutão em 2015) passou por lá e registrou uma imensidão de dados e fotos.

Sonda japonesa começa a dar adeus ao asteroide Ryugu

Enfim, chegou a hora de a sonda Hayabusa-2 voltar para casa. Após coletar amostras e estudar a fundo o asteroide Ryugu, a sonda já começou a acionar seus motores para, aos poucos, sair da órbita do objeto, pegando seu rumo de volta à Terra.

Sua chegada acontecerá no final de 2020 e a missão deverá ajudar a ciência a entender ainda mais a formação do Sistema Solar. A missão já tem seis anos de duração e superou as expectativas da JAXA, a agência espacial japonesa. Os planos atuais preveem, ainda, que a sonda poderá explorar outro asteroide depois de deixar a cápsula com as amostras de Ryugu aqui na Terra.

Fonte: Canaltech

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