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O céu (não) é o limite | "Partícula fantasma" no Sol, fósforo em cometa e mais!

Patrícia Gnipper
·6 minuto de leitura

Mais uma terça-feira na área e, com ela mais um "resumão" do Canaltech com as notícias astronômicas mais bombásticas da última semana! Nos últimos sete dias, muita coisa "abalou" o noticiário — e se você não pôde acompanhar a nossa editoria de ciência como gostaria, na correria do dia a dia, saiba que levará poucos minutos, aqui, para se manter informado com o que mais importa!

Vamos lá?

"Partícula fantasma" no Sol confirma teoria da década de 1930

(Imagem: Reprodução/ESA)
(Imagem: Reprodução/ESA)

Pela primeira vez, astrônomos detectaram a presença do ciclo carbono-nitrogênio-oxigênio (CNO) na fusão nuclear do Sol. Este ciclo representa uma das reações de fusão pelas quais as estrelas convertem hidrogênio em hélio, sendo assim a fonte de energia dominante nas estrelas mais massivas.

Sua detecção comprova que a compreensão teórica dos cientistas sobre os processos de fusão estelares estava correta: o CNO foi previsto pela primeira vez na década de 1930!

Se quiser entender melhor sobre o assunto, é só clicar aqui.

Encontrado fósforo no cometa 67P

O cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko (Imagem: Reprodução/ESA)
O cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko (Imagem: Reprodução/ESA)

A descoberta mais recente feita no cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko surge como um reforço à hipótese de que foram esses objetos que trouxeram à Terra todos os elementos necessários para o surgimento da vida. Pesquisadores acabaram de descobrir que no 67P existe fósforo, que faz parte do conjunto de elementos químicos que compõem quase todas as moléculas biológicas de nosso planeta — junto a carbono, hidrogênio, nitrogênio, oxigênio e enxofre.

Os primeiros quatro estão presentes em asteroides carbonosos, enquanto o enxofre apareceu na análise química do coma gasoso do cometa 67P. Faltava detectar, então, o fósforo em algum cometa, o que acaba de acontecer neste mesmo analisado.

Clicando aqui, você lê mais a respeito.

Galáxia não só sobrevive a buraco negro, como ainda gera novas estrelas

Ilustração da galáxia CQ4479 (Imagem: Reprodução/NASA/Daniel Rutter)
Ilustração da galáxia CQ4479 (Imagem: Reprodução/NASA/Daniel Rutter)

Pesquisadores da NASA descobriram uma galáxia para lá de "guerreira": a CQ4479 está resistindo bravamente à ação de um buraco negro faminto e, como se isso não fosse surpreendente o bastante, ela ainda produz cem novas estrelas por ano. Isso vai contra todos os modelos científicos atuais, e talvez precisemos repensar a nossa atual compreensão sobre como as galáxias evoluem por conta disso.

Até então, cientistas cogitavam que um buraco negro muito ativo acaba devorando tanto material ao seu redor, que consomem toda a sua galáxia hospedeira. É neste processo intenso, inclusive, onde nascem os quasares — um dos objetos mais brilhantes do universo. Mas a galáxia encontrada é exceção à regra.

Mais informações sobre essa história fascinante você encontra aqui.

Maior aproximação de Júpiter e Saturno desde a Idade Média

Posição de Júpiter e Saturno no céu de São Paulo, às 20h do dia 25 de dezembro (Imagem: Daniele Cavalcante/Canaltech/Stellarium)
Posição de Júpiter e Saturno no céu de São Paulo, às 20h do dia 25 de dezembro (Imagem: Daniele Cavalcante/Canaltech/Stellarium)

Neste mês de dezembro de 2020, testemunharemos no céu noturno a maior aproximação entre os dois maiores planetas gasosos do Sistema Solar desde a Idade Média — a última vez em que habitantes do nosso planeta puderam vê-los tão próximos foi em 4 de março de 1226.

A máxima aproximação começa no dia 16 de dezembro e acontece até o dia do Natal, com os dois planetas sendo separados por menos do que o diâmetro de uma Lua cheia. Imperdível, pois a próxima vez que isso acontecerá de novo será apenas em 15 de março de 2080!

Saiba como observar o raro fenômeno; clique aqui.

Rússia pensa em construir sua própria estação espacial

A estação russa Mir ficou em órbita por 179 dias (Imagem: Reprodução/NASA)
A estação russa Mir ficou em órbita por 179 dias (Imagem: Reprodução/NASA)

É fato que a Estação Espacial Internacional (ISS) começará a apresentar uma avalanche de problemas depois de 2025, e os danos na estação estão tão sérios que vai ser caro demais consertá-los. Por isso, a Rússia está pensando em construir sua própria estação orbital, mantendo cosmonautas em órbita e sem depender de outros países para isso.

Mais sobre isso você encontra aqui.

Sonda japonesa está chegando com amostras de asteroide

(Imagem: Reprodução/JAXA)
(Imagem: Reprodução/JAXA)

No dia 6 de dezembro, a sonda japonesa Hayabusa2 deve depositar, aqui na Terra, a cápsula contendo amostras do asteroide Ryugu, onde chegou em 2018 e disparou projéteis para criar uma cratera, de onde coletou as amostras — conteúdo precioso e que pode revelar pistas importantes sobre as origens do Sistema Solar.

A cápsula será inserida na atmosfera terrestre e resgatada por um helicóptero. Depois de cumprir essa missão, a sonda então vai voltar para o espaço, seguindo uma viagem de dez anos rumo ao asteroide 1998KY26.

Saiba mais sobre o retorno da Hayabusa2 clicando aqui.

Efeitos violentos causados pelo encontro da Via Láctea com a Grande Nuvem de Magalhães

A Grande Nuvem de Magalhães (Imagem: Reprodução/Zdeněk Bardon/ESO)
A Grande Nuvem de Magalhães (Imagem: Reprodução/Zdeněk Bardon/ESO)

A galáxia anã Grande Nuvem de Magalhães orbita a Via Láctea, sendo que, na verdade, estamos em um processo de fusão com essa pequena vizinha. Esse processo puxa, torce e deforma o disco da nossa galáxia devido à força gravitacional do halo de matéria escura que a envolve. Acredita-se que a Grande Nuvem de Magalhães cruzou os limites da Via Láctea há 700 milhões de anos.

Aqui você descobre mais sobre esse encontro de proporções cósmicas.

Terceira estação espacial chinesa começa construção em 2021

(Imagem: Reprodução/Handout)
(Imagem: Reprodução/Handout)

Enquanto a Rússia tem planos de criar uma estação orbital própria, a China já o fez no passado — e está prestes a fazer novamente. O país asiático vem construindo partes da estação chamada Tiangong-3, que, quando finalizada e montada em órbita, será a terceira da nação. E isso já deve começar a acontecer no ano que vem. A expectativa é de que os primeiros lançamentos levando partes da nova estação comecem em 2021, com 12 missões, no total, finalizando o serviço até 2022.

Mais sobre essa empreitada chinesa você encontra aqui.

China pousa Chang'e 5 na Lua

A China conseguiu pousar sua sonda Chang'e 5 na superfície lunar. A partir de agora, a nave terá duas semanas terrestres (ou seja, um dia lunar) para coletar amostras de regolito. O país espera trazer à Terra até dois quilos de amostras, que devem chegar por aqui por volta do dia 16 ou 17 de dezembro. A missão marca mais um sucesso no programa lunar chinês — vale lembrar que a Chang'e 4 continua operando no lado afastado da Lua, aquele que nunca podemos ver a partir do nosso planeta.

Saiba mais detalhes sobre a Chang'e 5 clicando aqui.

Observatório de Arecibo acabou desabando

Triste fim para um dos radiotelescópios mais importantes e lendários do mundo: o Observatório de Arecibo acabou desabando nesta terça-feira (1º), após ter sua estrutura comprometida com o rompimento de dois cabos de sustentação, em agosto e novembro deste ano. A plataforma de 900 toneladas acabou caindo sobre o prato refletor de 300 metros de largura, sendo que essa plataforma ficava pendurada a 150 metros a partir do chão.

Mais informações sobre essa tragédia você encontra aqui.

Leia também:

Fonte: Canaltech

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