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O céu (não) é o limite | Starlink em Marte, apoio de Neil deGrasse Tyson e mais!

Patrícia Gnipper
·6 minuto de leitura

Na correria do cotidiano, nem sempre conseguimos acompanhar o noticiário como gostaríamos — ainda mais considerando a "avalanche" diária de informações que vêm de todos os lados. Muita gente que se interessa por ciência, por sinal, acaba ficando por fora dos últimos acontecimentos, e justamente por isso o Canaltech se dedica, toda semana, no preparo deste "resumão" com as principais notícias científicas dos últimos sete dias.

E aqui está o compilado desta semana!

Starlink em Marte, o "planeta livre"

(Imagem: Reprodução/SpaceX)
(Imagem: Reprodução/SpaceX)

Agora que a internet Starlink está sendo oferecida ao público em fase beta, algumas "gracinhas" de Elon Musk começam a vir a público. Uma delas está escondida nos termos de serviço da SpaceX: a empresa exige que, para usar a internet Starlink, é preciso reconhecer Marte como um planeta livre, e também concordar que governo algum baseado na Terra tem autoridade ou soberania sobre atividades marcianas.

Além disso, a presidente e COO da SpaceX, Gwynne Shotwell, falou também que a empresa pretende criar, na órbita de Marte, uma constelação Starlink similar à da Terra, para que os futuros colonizadores do Planeta Vermelho tenham essa internet à sua disposição.

Ficou curioso? Clique aqui para saber mais!

Astrofísico Neil deGrasse Tyson incentiva a ciência brasileira

Famoso por ser o atual apresentador da série Cosmos, Neil deGrasse Tyson publicou, em seu Twitter, uma carta aberta de incentivo à ciência brasileira. O texto, na verdade, faz parte de seu novo livro, chamado Letters from an Astrophysicist ("Respostas de um astrofísico"), que está em pré-venda aqui no Brasil.

Clicando aqui, você pode ler o texto na íntegra e em português.

Sonda japonesa soltou mais de 200 rochas no asteroide Ryugu

Detalhe da superfície do asteroide Ryugu (Imagem: Reprodução/JAXA/Jaumann)
Detalhe da superfície do asteroide Ryugu (Imagem: Reprodução/JAXA/Jaumann)

Mais de 200 novas rochas foram avistadas na superfície do asteroide Ryugu. Elas foram liberadas com o impacto da sonda japonesa Hayabusa-2, cuja missão era justamente abrir uma cratera no objeto espacial, coletando amostras que serão trazidas à Terra.

Mais detalhes sobre tudo isso você encontra aqui.

Teoria de Einstein confirmada de maneira inédita

Na Teoria da Relatividade Geral, Albert Einstein previu o desvio gravitacional para o vermelho (redshift), como um efeito que a luz sofre por influência da gravidade, tornando-se mais vermelha à medida que se afasta de um grande objeto cósmico. Isso já havia sido confirmado em observações no Sistema Solar, mas, agora, um time de pesquisadores conseguiu confirmar a teoria de maneira inédita: eles o fizeram detectando o redshift em um sistema estelar distante.

Poucas foram as evidências encontradas em lugares mais distantes do Sistema Solar para determinar que este efeito é universal. Entretanto, um novo estudo mostra como uma equipe de pesquisadores detectou um desvio gravitacional para o vermelho em um sistema de duas estrelas a uma distância de 29 mil anos-luz.

Entenda melhor essa história! Clique aqui.

Molécula "estranha" na atmosfera da lua Titã

A superfície mapeada da lua Titã (Imagem: Reprodução/VIMS Team/U. Arizona/U. Nantes/ESA/NASA)
A superfície mapeada da lua Titã (Imagem: Reprodução/VIMS Team/U. Arizona/U. Nantes/ESA/NASA)

Acabaram de descobrir, na atmosfera da lua Titã, de Saturno, uma molécula "estranha": o ciclopropenilideno até então só havia sido encontrado em nuvens de gás e poeira entre sistemas estelares, nunca sendo observado em uma atmosfera. Trata-se de uma molécula baseada em carbono e hidrogênio que pode ser uma das precursoras dos compostos mais complexos, aqueles que formam os blocos de construção da vida como a conhecemos.

Entenda por que essa descoberta é importante clicando aqui.

Buraco negro do centro da Via Láctea é "preguiçoso"

Simulação mostra as órbitas de estrelas muito próximas ao Sagitário A*. Uma dessas estrelas orbita o buraco negro a cada 16 anos e passou muito perto dele em maio de 2018 (Imagem: Reprodução/ESO/L. Calçada/Spaceengine.org)
Simulação mostra as órbitas de estrelas muito próximas ao Sagitário A*. Uma dessas estrelas orbita o buraco negro a cada 16 anos e passou muito perto dele em maio de 2018 (Imagem: Reprodução/ESO/L. Calçada/Spaceengine.org)

De acordo com um novo estudo, o buraco negro supermassivo que fica no centro da nossa galáxia, chamado Sagitário A*, tem uma rotação lenta. Essa foi a primeira vez em que a rotação deste buraco negro foi medida com precisão. Segundo os autores do estudo, se o Sagitário A* tivesse um spin significativamente alto, os planos orbitais das estrelas ao nascerem ficariam desalinhados. Como não é o que acontece, a dupla se empenhou em medir essa taxa de rotação, concluindo, também, que é improvável que o Sagitário A* tenha um jato — como não é incomum de acontecer em outros buracos negros supermassivos.

Aqui você descobre mais sobre esse assunto.

Metade das estrelas parecidas com o Sol pode ter planetas habitáveis

Representação do Kepler-186f, o primeiro planeta com tamanho da Terra validado que orbita uma estrela na zona habitável (Imagem: Reprodução/NASA Ames/JPL-Caltech/T. Pyle)
Representação do Kepler-186f, o primeiro planeta com tamanho da Terra validado que orbita uma estrela na zona habitável (Imagem: Reprodução/NASA Ames/JPL-Caltech/T. Pyle)

Em busca de respostas para a pergunta "quantos planetas orbitando outras estrelas podem abrigar a vida?", cientistas da NASA, analisando dados do telescópio espacial Kepler, chegaram à conclusão de que metade das estrelas com temperatura semelhante à do Sol poderia ter, em sua órbita, um planeta rochoso com água líquida em sua superfície.

Clique aqui para saber mais detalhes desse estudo.

Trio de crateras descoberto em Marte

As crateras em perspectiva (Imagem: Reprodução/ESA/DLR/FU Berlin)
As crateras em perspectiva (Imagem: Reprodução/ESA/DLR/FU Berlin)

Dados da missão Mars Express revelaram um "novo" trio de crateras no hemisfério sul de Marte, sendo que elas parecem estar sobrepostas. A maior delas tem 45 quilômetros de extensão, enquanto a menor chega a 28 km. Ainda não se sabe exatamente como elas se formaram: se três objetos diferentes atingiram o Planeta Vermelho em momentos diferentes, criando a sobreposição, ou se o objeto único que causou este impacto se rompeu em três antes de atingir o solo, formando o trio.

Saiba mais clicando aqui.

Havia água em Marte há muito mais tempo do que imaginávamos

Devido à cor, o meteorito marciano recebeu o apelido "Beleza Negra" (Imagem: Reprodução/NASA/Luc Labenne)
Devido à cor, o meteorito marciano recebeu o apelido "Beleza Negra" (Imagem: Reprodução/NASA/Luc Labenne)

Meteoritos descobertos no deserto do Saara, aqui na Terra, foram analisados recentemente, com os pesquisadores descobrindo mais detalhes sobre o passado de Marte, de onde essas rochas vieram. Estudando as assinaturas químicas dos objetos, os cientistas deduziram ser bastante provável que a água estivesse presente no Planeta Vermelho 4,4 bilhões de anos atrás. Além disso, a análise também sugere que um impacto desses poderia ter liberado grandes quantidades de hidrogênio, que teria contribuído para o aquecimento do planeta em um período em que Marte já tinha uma atmosfera espessa de dióxido de carbono.

Tudo isso e mais você descobre clicando aqui.

"Irmão" perdido da Lua encontrado atrás de Marte

Representação de Marte e troianos circulando os pontos de Lagrange L4 e L5 (Imagem: Reprodução/Armagh Observatory)
Representação de Marte e troianos circulando os pontos de Lagrange L4 e L5 (Imagem: Reprodução/Armagh Observatory)

Um asteroide com composição muito parecida com a da Lua foi descoberto atrás de Marte. Os cientistas entendem que essa rocha pode ser o que restou dos detritos do período em que a Lua foi formada — a teoria mais aceita aqui é a de que a Lua é resultado da união dos detritos restantes de um enorme impacto entre o planeta Theia com a Terra, há bilhões de anos.

Aqui você encontra mais detalhes sobre esta análise.

Leia também:

Fonte: Canaltech

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