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O céu (não) é o limite | Asteroide Apophis, meteorito em MG e muito mais!

Patrícia Gnipper
·6 minuto de leitura

Chegou o momento tão aguardado em que o Canaltech resume as notícias científicas mais bombásticas dos últimos sete dias — em especial tudo o que mais importa no campo da astronomia, bem como assuntos espaciais, em geral. Assim, quem tem pouco tempo na rotina corrida para acompanhar o noticiário, fica muito bem informado em poucos minutos de leitura.

Então, sem enrolação, vamos ao "resumão" de hoje!

Asteroide Apophis a caminho da Terra?

Imagem do Apophis capturada pelo Herschel Space Observatory, da ESA, durante a aproximação com a Terra em 5 a 6 de janeiro de 2013. Esta imagem mostra o asteroide em três comprimentos de onda (Imagem: Reprodução/ESA/Herschel/PACS/MACH-11/MPE/B.Altieri/C. Kiss)
Imagem do Apophis capturada pelo Herschel Space Observatory, da ESA, durante a aproximação com a Terra em 5 a 6 de janeiro de 2013. Esta imagem mostra o asteroide em três comprimentos de onda (Imagem: Reprodução/ESA/Herschel/PACS/MACH-11/MPE/B.Altieri/C. Kiss)

O asteroide Apophis é um dos conhecidos como potencialmente perigosos para nós, com algum risco de se chocar com a Terra em 2068. Agora, astrônomos mostram que sua aproximação com o Sol pode aquecê-lo de modo que o desvie de uma rota relativamente segura para nós. Ou seja: o nosso Sol pode ser o responsável por conduzur o asteroide de 370 metros à nossa direção.

Esse aquecimento pode acontecer de forma desigual no asteroide, fazendo com que ele irradie energia térmica de forma assimétrica, ou seja, desigual em cada um de seus lados. Isso pode fazer com que ele ganhe um impulso em uma determinada direção — este efeito recebe o nome de aceleração de Yarkovsky.

Saiba mais detalhes sobre esse perigo em potencial clicando aqui.

Meteorito que caiu em MG veio do asteroide Vesta

E por falar em asteroides… um meteorito que caiu em Tiros (Minas Gerais), em maio, acaba de ser melhor analisado e pesquisadores concluíram que a rocha espacial veio do asteroide Vesta — um dos maiores conhecidos no Sistema Solar.

Análises feitas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro mostraram que o meteorito de Tiros é um acondrito do tipo eucrito, ou seja, um meteorito rochoso que veio das profundezas da crosta de um dos maiores asteroides do Sistema Solar, e possivelmente foi lançado devido a um grande impacto no polo sul do asteroide. O eucrito é o tipo mais comum dos acondritos, as rochas que passaram pela fusão e recristalização. Eles são bastante parecidos com basaltos e, por serem ricos em cálcio, têm cor mais clara.

Mais detalhes sobre essa história você encontra aqui.

Radioastrônomos preocupados com 4G lunar

Conceito artístico do lander lunar da Nokia e Vodafone (Imagem: Reprodução/Vodafone)
Conceito artístico do lander lunar da Nokia e Vodafone (Imagem: Reprodução/Vodafone)

A Nokia foi escolhida pela NASA, em outubro, para construir uma rede 4G na Lua, garantindo, assim, a comunicação entre rovers com a navegação. Mas a ideia preocupa radioastrônomos, que têm receio que a novidade provoque interferências em seus trabalhos.

A preocupação vem da enorme sensibilidade que os radiotelescópios possuem — por exemplo, os visitantes que se aproximam do observatório Jodrell Bank são convidados a desligar os celulares, porque o telescópio Lovell é tão sensível que poderia até detectar um sinal de celular em Marte. A sensibilidade desses instrumentos é tanta que, se um radiotelescópio fosse posicionado no lado afastado da Lua e, portanto, protegido dos diversos sinais da Terra, seria possível observar mais claramente frequências de rádio mais baixas que, em nosso planeta, são afetadas pela ionosfera. Já com uma rede 4G em nosso satélite natural, tudo isso pode ficar ameaçado.

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Última reversão dos polos magnéticos da Terra aconteceu há 773 mil anos

Campo magnético é um verdadeiro protetor da Terra (Imagem: Reprodução/NASA)
Campo magnético é um verdadeiro protetor da Terra (Imagem: Reprodução/NASA)

Os polos magnéticos do nosso planeta nem sempre estão alinhados com os polos geográficos, sendo que os magnéticos se movem lentamente e, eventualmente, se invertem. A última vez que isso aconteceu foi há 773 mil anos, e pesquisadores divulgaram, agora, mais detalhes sobre esse evento — evento este que, segundo os cientistas, levou 20 mil anos para acontecer.

Nosso planeta tem em seu interior um núcleo formado por ferro em constante movimento e carregado eletricamente. É graças a essas correntes elétricas que temos ao redor da Terra um campo magnético que nos protege contra a radiação solar. Contudo, a magnetosfera (essa “bolha” magnética que nos protege) não é estática — ela muda constantemente. Atualmente, o polo norte magnético está na Sibéria.

Clicando aqui, você encontra mais detalhes sobre o assunto.

Deserto do Saara, um bom análogo para o terreno de Marte

Deserto do Saara visto do espaço (Imagem: Reprodução/NASA)
Deserto do Saara visto do espaço (Imagem: Reprodução/NASA)

Cientistas estão estudando o deserto do Saara, que é o lugar mais seco da Terra, para descobrirem como e onde procurar por vida em Marte. O Saara conta com regiões abaixo da superfície que são úmidas e têm vida, e formações semelhantes em Marte também poderiam conter microrganismos, caso sejam encontradas.

A equipe coletou amostras do solo do Saara a 30 centímetros de profundidade, descobrindo uma camada de argila úmida habitada por pelo menos 30 espécies de microorganismos. Essa descoberta reforça que Marte, em seus primeiros bilhões de anos, também teve nichos habitáveis protegidos — é o que diz Alberto G. Fairén, autor correspondente do estudo: “nossa descoberta sugere que algo similar possa ter ocorrido há bilhões de anos — ou ainda ocorra — em Marte”, disse.

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Exoplaneta com oceanos de lava, chuva de rochas e calor infernal

Essa representação do planeta e sua estrela mostra as rochas derretidas evaporando para a atmosfera na região mais próxima da estrela (Imagem: Reprodução/Julie Roussy, McGill Graphic Design and Getty Images)
Essa representação do planeta e sua estrela mostra as rochas derretidas evaporando para a atmosfera na região mais próxima da estrela (Imagem: Reprodução/Julie Roussy, McGill Graphic Design and Getty Images)

Alguns exoplanetas ficam tão próximos de suas estrelas, que seus oceanos possivelmente são formados por lava. Um desses mundos é o K2-141b, descoberto em 2017, que agora vem sendo melhor estudado com o objetivo de se prever as condições de um mundo tão estranho como este parece ser.

O planeta tem órbita tão próxima da estrela que ele completa algumas voltas em torno dela a cada dia terrestre, sempre com a mesma superfície voltada para a estrela. Nisso, o lado noturno do planeta tem temperatura abaixo dos -200 °C, enquanto o lado iluminado chega aos 3.000 °C — temperatura alta o suficiente para derreter e vaporizar rochas. Além de não ser nada hospitaleiro, a superfície, oceano e atmosfera do planeta podem ser feitos de rochas.

Descubra mais sobre este exoplaneta curioso clicando aqui.

Bennu, um asteroide frágil e vazio por dentro

De acordo com pesquisadores que analisaram dados da missão OSIRIS-REx, da NASA, o asteroide Bennu parece ser extremamente frágil, sendo até mesmo vazio por dentro. Isso mesmo: oco — e isso explicaria sua baixa influência gravitacional.

Quanto à sua fragilidade, a explicação é a seguinte: quando a OSIRIS-REx tocou o solo para coletar amostras, uma quantidade além do esperado desmanchou sob a ferramenta de coleta, revelando que a superfície é bastante macia. Foi tanto material de poeira e pedras movendo-se com a rajada de nitrogênio da nave, que a ferramenta de coleta ficou aberta, permitindo que uma parte da amostra vazasse para o espaço.

Aqui você encontra mais detalhes sobre este novo estudo.

Astronautas da Crew-1 já estão a postos para o lançamento

Os quatro astronautas que voarão à ISS a bordo da nave Crew Dragon na missão Crew-1, a primeira missão tripulada operacional da SpaceX com a NASA, já chegaram ao Kennedy Space Center, aguardando o lançamento previso para o próximo sábado (14).

A tripulação da Crew-1 conta com o comandante Michael Hopkins, o piloto Victor Glover e a especialista em missões Shannon Walker, todos estadunidenses. Eles viajarão junto de Soichi Noguchi, astronauta da JAXA (a agência espacial japonesa) e especialista em missões, que será o primeiro astronauta japonês a fazer uma caminhada espacial fora da estação. Já Glover passará por sua primeira experiência no espaço.

O Canaltech cobrirá todos os momentos ao vivo aqui no site, mas, por enquanto, você descobre mais sobre a missão clicando aqui.

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Fonte: Canaltech

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