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O bitcoin, investimento sólido ou delírio especulativo?

Joseph SOTINEL
·3 minuto de leitura
Imitação física da moeda Bitcoin, em Istambul

De gigantes financeiros à Tesla, o bitcoin, que ultrapassou os US$ 50.000 na segunda-feira, interessa cada vez mais investidores fascinados por seu espetacular crescimento, apesar das preocupações de muitos reguladores.

Em Wall Street, onde os seguidores das criptomoedas eram minoria em 2017, quando ocorreu sua último alta nos preços, seus partidários agora se multiplicam: BlackRock, o maior gestor de ativos do mundo, e o banco BNY Mellon anunciaram que investirão no setor.

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A evolução do bitcoin é gigantesca: chegando a mais de US$ 51.000 nesta quinta-feira, a primeira criptomoeda vale hoje cinco vezes mais do que há um ano, e o conjunto de bitcoins criado desde seu lançamento em 2008 equivale a cerca de um trilhão de dólares.

Para profissionais do setor, como o chefe da plataforma europeia de vendas de criptomoedas Bitpanda, Eric Demuth, o que acontece é nítido: o bitcoin está se tornando o "novo ouro digital", procurado por investidores que querem diversificar seus ativos e se proteger da inflação.

"Pronto, encontraremos bitcoins nas reservas dos bancos centrais", ressalta.

"É um ativo muito volátil, muito arriscado, mas ao mesmo tempo, há 10 anos dissemos que o bitcoin iria afundar e ainda está aqui", explica o pesquisador Matthieu Bouvard, da Toulouse School of Economics.

Segundo ele, "a história do bitcoin é se direcionar cada vez mais a mercados mais organizados", o que diminuirá sua volatilidade, ainda que seja dez vezes superior do que nas bolsas.

- Prudência europeia -

No momento, os dirigentes das instituições monetárias ainda desconfiam dessa moeda virtual, criada por anônimos e administrada por uma rede descentralizada.

A presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, alertou no início de fevereiro que o bitcoin "não era uma moeda" e que se tratava de um "ativo altamente especulativo".

Para Alexandre Baradez, analista de mercado da IG France, há um "aspecto de marketing" óbvio: algumas empresas "adquirem pequenas quantidades de bitcoins em sua tesouraria para mostrar que acompanham as novidades tecnológicas", explica.

No entanto, a febre especulativa ainda não atingiu a Europa, alerta.

"É sempre igual, a Europa adota tecnologias dois anos depois dos Estados Unidos", afirma o diretor da Bitpanda, que acha que o Velho Continente pode se atualizar nos próximos anos.

De acordo com os analistas da especialista em criptografia ByteTree, a Europa responde por apenas 10% dos bitcoins comprados por fundos.

"Isso se deve principalmente às regulamentações muito restritivas", observa seu fundador, Charlie Morris, que não acredita que haverá empresas europeias que seguirão o modelo da Tesla.

A fabricante de veículos elétricos, fundada por Elon Musk - o homem mais rico do mundo e um fervoroso defensor das criptomoedas - acaba de investir US$ 1,5 bilhão em bitcoins.

Gigantes digitais como Google e Apple, com uma tesouraria cheia para investir, investem massivamente no mercado de ações, porém a Tesla acabou de se destacar ao investir no mundo volátil das criptomoedas.

Mas nem todos os investidores gostam dos experimentos de Elon Musk. Desde que a Tesla adquiriu bitcoins, as ações do grupo caíram.

Isso "lhes custou mais de US$ 60 bilhões em capitalização de mercado", explica um investidor do mercado de criptomoedas.

Muitos especialistas esperam que ocorra uma correção dos preços de forma mais ou menos brutal, embora sem que se haja a renúncia das criptomoedas.