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O benefício indispensável que os líderes precisam conceder a equipes esgotadas

·7 min de leitura

Ultimamente, nossos níveis de estresse estão altos e já estamos prestes a perder o juízo – com raiva, chateados ou prontos para pedir demissão. Mas o que pode parecer uma boa ideia na hora, talvez não seja a melhor decisão no longo prazo. Também chamada por alguns de “demissão por raiva”, a decisão impulsiva de jogar tudo pro alto pode não ser a melhor escolha se você não levar em consideração tudo o que envolve arranjar um novo emprego ou se você estiver trocando o seu emprego por um pior.

Mas quando você não aguenta mais seu trabalho e nem seus colegas (quando você já chegou no seu limite) — como manter a calma necessária para conseguir tomar uma boa decisão?

Podemos encontrar resposta na ciência. Quando você está com raiva ou se sente provocado, seu cérebro responde com uma de duas ações: lutar ou fugir; e sua amígdala assume o controle. Esta é a parte do cérebro responsável por respostas emocionais e comportamentais automáticas. Quando sua amígdala toma o controle, ela ofusca a parte do seu cérebro que é responsável por regular emoções e avaliar ações. Numa situação de grande incômodo, você basicamente tem menos acesso a pensamentos lógicos e racionais. E ao agir nesse estado, é possível que se arrependa, já que provavelmente não é algo que você faria e, muito menos, fazia parte dos seus planos.

Mas ainda é possível manter o controle, você pode refletir sobre o que é melhor para tomar decisões sábias. Você só precisa de um pouco de know-how para colocar isso em prática.

FIQUE ATENTO A SI MESMO PARA TER CONTROLE DE SUAS EMOÇÕES

Quando você está no seu limite e precisa se recompor, a primeira coisa a fazer é respirar fundo. A respiração oxigena o sangue e ajuda o cérebro a permanecer aberto a pensamentos mais amplos, em vez de responder de forma mais restrita e agressiva. Respirar fundo algumas vezes também te dá o tempo para pensar de forma crítica e avaliar como deseja reagir.

Ao não responder de maneira rápida e emocional, você ganha tempo para se concentrar em seus próprios pensamentos. A forma como pensamos sobre a situação pode aumentar ou diminuir nossa frustração. Todos nós estamos no comando de nossas emoções. Tente sempre ser paciente e lidar com situações difíceis com assertividade e equilíbrio.

Lembre-se: muitas vezes, quando as pessoas agem de uma maneira que te incomoda, isso tem mais a ver com elas mesmas do que com você. Por exemplo: o e-mail rude que você recebeu de um colega pode indicar o estresse pelo qual ele está passando. Talvez a resposta atravessada que você recebeu de uma cliente tenha a ver com a pressão que ela sofre no trabalho. Essas explicações não tornam o comportamento deles aceitável, mas quando você entende isso, você passa a ter um maior controle de suas próprias emoções.

Quando você está dominado por emoções intensas, também é uma boa ideia recorrer à natureza. Vários estudos mostram que ter contato com a natureza pode ser revigorante. Dê uma volta rápida no quarteirão, respire um pouco de ar fresco na janela ou pare um momento para admirar a vista lá fora. Tudo isso pode ser muito útil. Você também pode tentar se distrair com música. A música pode ter esse mesmo efeito positivo e te trazer um pouco de calma para que você possa refletir sobre seus próximos passos.

TIRE UM TEMPO PARA PENSAR

Se você estiver irritado a ponto de querer pedir demissão, é importante parar e pensar. Tire um tempo para refletir sobre as coisas. Isso também trará de volta a lucidez e o equilíbrio nos seus pensamentos, para que toda decisão que tomar seja a melhor para você.

Aqui estão algumas perguntas para se fazer:

  • Esta é uma situação rara ou algo que sempre acontece? Se você está irritado há anos com um chefe abusivo, pode ser hora de fazer algo a respeito. Por outro lado, se uma colega de trabalho que é normalmente educada acaba de ser grossa com você, talvez seja o caso de perdoar e seguir em frente.

  • Qual o seu papel na situação? Considere sua própria responsabilidade nesta situação e pense em como você pode contribuir para uma atmosfera positiva ou para a solução do problema.

  • Você está exagerando? Considere também se sua reação é proporcional ao problema. Às vezes, suas questões e problemas fora do trabalho podem influenciar você. Se estiver no meio de uma mudança, um pequeno erro no trabalho pode incomodá-lo muito mais do normalmente incomodaria. Ou se você está passando por um momento difícil no seu relacionamento, isso pode afetar a maneira como você reage quando alguém demora a te responder, por exemplo. Até mesmo poucas horas de sono podem influenciar o seu humor. Fique atento para entender como outras questões podem estar influenciando suas reações.

  • Isso fará diferença no longo prazo? Embora as coisas possam parecer muito maiores na hora, é necessário refletir se elas serão tão importantes amanhã, na próxima semana ou no próximo ano. Fazer isso pode ajudá-lo a ver que talvez o problema não seja tão grave quanto parece e pode fazer com que você o deixe pra lá.

  • Você pode mudar a situação? Outra consideração importante é saber seu grau de influência na situação. Se a fonte de sua frustração for uma questão sistêmica sobre a qual você tem pouco ou nenhum controle (uma cultura corporativa tóxica, por exemplo, ou chefes que não respeitam os funcionários), pode fazer sentido largar tudo. Mas se a questão é algo sobre o qual você pode ter um impacto positivo, recomendando mudanças ou estimulando comportamentos adequados, a empresa certamente pode se beneficiar com sua persistência.

Se você está certo de quer mesmo pedir demissão, faça algumas perguntas extras a si mesmo:

  • Você tem condições financeiras para isso? Mesmo o candidato mais qualificado no mercado de trabalho de hoje precisará de um tempo até encontrar um novo emprego, portanto, certifique-se de que você tenha uma reserva financeira suficiente para este período.

  • O que você perderá se pedir demissão? Mesmo quando as coisas não estão boas no seu trabalho, pense em tudo que você já conquistou lá dentro. Talvez você tenha construído boas relações profissionais, ou talvez você se encaixe perfeitamente na cultura da empresa. Começar algo novo exigirá que você reaprenda várias coisas, então certifique-se de que você tentou ao máximo antes de decidir desistir.

  • Por que você entrou neste emprego? Lembre-se do motivo pelo qual você quis assumir esse cargo – trabalho gratificante, bom salário ou oportunidades de crescimento, por exemplo. Esses motivos ainda existem? Talvez isso o faça ficar no emprego por mais um tempo.

TOME UMA ATITUDE

Depois de pensar e refletir, você estará pronto para agir. Em estudos publicados na revista Cognitive Emotion, as pessoas se sentiam menos nervosas quando conseguiam enxergar formas de resolver os problemas. Portanto, tirar um tempo para reflexão pode ser crucial.

Sua melhor resposta pode ser simplesmente estar consciente sobre a situação e sobre si mesmo. Ligue para um colega de confiança ou alguém que você admire e converse sobre a situação de maneira confidencial. Frequentemente, tirar algo do seu peito com um amigo pode fazer a grande diferença. Como alternativa, escreva um e-mail direcionado à fonte de sua frustração, mas não o envie. Lembre-se de que você pode controlar seus pensamentos e, quando conseguir fazê-lo, poderá controlar suas emoções e reações.

Se você mesmo assim decidir que precisa pedir demissão, certifique-se de ter um plano. Identifique as pessoas que podem ser úteis e as tarefas nas quais você precisará se concentrar. Em alguns casos, pedir demissão pode ser a decisão certa para novas oportunidades.

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