NY deve abrir em queda sem progresso sobre déficit

Os índices futuros das bolsas de Nova York recuam antes da abertura do mercado, em meio ao aumento das preocupações sobre se os EUA conseguirão evitar o chamado abismo fiscal, uma série de aumentos de impostos e cortes de gastos que serão automaticamente implementados em janeiro caso o Congresso não chegue a um acordo sobre como reduzir o déficit orçamentário ao longo da próxima década.

Às 12h15 (de Brasília), o índice Dow Jones Futuro recuava 0,30%; S&P 500 perdia 0,46% e o Nasdaq declinava 0,33%. O dólar estava em 81,83 ienes, de 82,15 ienes ontem. O euro era negociado em US$ 1,2892, de US$ 1,2942 ienes. O contrato do petróleo para janeiro recuava 1,74%, para US$ 85,65 na Nymex.

Os temores sobre ao abismo fiscal nos EUA foram exacerbados pelos comentários feitos na terça-feira pelo líder da maioria no Senado, Harry Reid, de que até agora houve pouco progresso na resolução da questão.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deverá fazer um discurso às 14h35 (de Brasília). Embora não haja detalhes sobre o que o presidente falará, espera-se que ele comente o abismo fiscal. Mais cedo, uma autoridade da Casa Branca afirmou que Obama iria pressionar o Congresso para estender cortes de impostos à classe média nesta quarta-feira. Segundo a fonte, o governo também vai recorrer ao microblog Twitter para ganhar apoio popular à proposta do presidente.

Na agenda de indicadores para esta quarta-feira está prevista a divulgação das vendas de moradias novas em outubro, às 13h (de Brasília), e dos estoques de petróleo na semana até 23 de novembro nos EUA, às 13h30. Os investidores também observarão a apresentação do Livro Bege sobre as condições econômicas pelo Federal Reserve (Fed), às 17h (de Brasília) em buscas de comentários sobre o impacto do furacão Sandy e do abismo fiscal.

A queda em Wall Street está em linha com o desempenho das bolsas na Europa, que seguem pressionadas, enquanto os participantes do mercado continuam a encontrar buracos no acordo da Grécia, impulsionando a fuga para a segurança.

"Nós não estamos impressionados com as medidas apresentadas até agora e não consideramos que o financiamento de médio prazo e a sustentabilidade da dívida da Grécia foram abordados", disse o Barclays. Segundo o banco, o único resultado positivo é que o acordo vai permitir que a Grécia continue seu programa de ajustamento e confirme potencialmente o progresso observado nos últimos meses.

"Em contrapartida, acreditamos que o financiamento do programa grego, bem como a sustentabilidade da dívida, terão de ser revisados dentro dos próximos dois anos, possivelmente logo após as eleições alemãs em setembro do ano que vem", afirmou o Barclays. As informações são da Dow Jones.

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