NY deve abrir em alta com queda do déficit comercial

Os índices futuros das bolsas norte-americanas operam em leve alta nesta sexta-feira, após o governo dos Estados Unidos anunciar um déficit comercial menor que o previsto por economistas. Às 12h15 (de Brasília), o Dow Jones futuro subia 0,04%, o Nasdaq tinha ganho de 0,36% e o S&P 500 avançava 0,19%.

O Departamento do Comércio divulgou os dados da balança comercial de dezembro. O saldo caiu 21% ante novembro - a maior queda em quase quatro anos -, e ficou negativo em US$ 38,5 bilhões. A previsão dos economistas era de que o déficit comercial seria de US$ 45,5 bilhões. A leitura marcou o menor nível do déficit comercial em dois anos.

Para o economista responsável por Estados Unidos no banco canadense RBC Capital Markets, Tom Porcelli, os dados desta sexta-feira da balança comercial são essenciais para determinar como virá a segunda revisão do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA no quarto trimestre, destaca em um email a clientes. No primeiro dado anunciado, houve queda de 0,1% do PIB, influenciado, entre outros fatores, pela queda das exportações dos EUA, sobretudo, para a Europa em crise. Em dezembro, houve aumento de 2,1% nas exportações, sobretudo de aeronaves, um indício de que a economia global segue se recuperando e que talvez o número do PIB melhore também na segunda revisão.

No mundo corporativo, depois de dias agitados com vários balanços e a venda da fabricante de computadores Dell, a sexta-feira tem uma agenda menos intensa. Nos balanços, um dos destaque do dia é a empresa de mídia digital AOL. O lucro no quarto trimestre de 2012 subiu 57% ante igual período de 2011, batendo estimativas de Wall Street, por conta do aumento de receitas com publicidade online. No pré-mercado, o papel subia 6,65%.

A Moody's Corporation recuava 1,05% no pré-mercado, após a companhia divulgar aumento de 63% no lucro líquido no quarto trimestre de 2012 em relação ao ano anterior. Apesar da alta, o número veio dentro do esperado.

Outro destaque no pré-mercado é a ação da rede social de executivos, LinkedIn, que subia 12,46%. Na noite de quinta-feira a empresa divulgou resultados financeiros que bateram estimativas. O The New York Times destaca que é a sétima vez consecutiva desde que abriu o capital, em maio de 2011, que a companhia de internet surpreende positivamente com seu balanço.

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