NY deve abrir em alta sob expectativa com Black Friday

No principal dia do ano para o comércio americano, a Black Friday, os índices futuros das bolsas dos Estados Unidos sinalizam um dia de ganhos com as ações do setor varejista como destaque. Não há indicadores econômicos previstos para serem divulgados nos EUA nesta sexta-feira e o pregão será mais curto, com encerramento previsto para as 16 horas (pelo horário de Brasília). Às 12h15 (pela hora de Brasília), o Dow Jones Futuro subia 0,34%, o S&P 500 ganhava 0,44% e o Nasdaq 0,54%.

A expectativa é de que as vendas do Black Friday batam recordes, superando os US$ 11,4 bilhões do ano passado. Redes como Walmart, Target, Toys R Us e Sears começaram as vendas com desconto já na quinta-feira (22) à tarde, feriado nos Estados Unidos pelo dia de Ação de Graças. No início da tarde da quinta-feira (22) em Manhattan, enormes filas se formaram nas portas das redes que optaram por abrir à meia-noite desta sexta-feira, como a Best Buy e a Macy's. A televisão americana mostrou que o mesmo ocorria em outras cidades do país.

No pré-mercado, entre as ações do setor de varejo, o papel do Walmart tinha alta de 0,68%, apesar do movimento de greve iniciado na semana passada pelos funcionários, que prometem parar o trabalho em várias lojas, em cidades como Dallas, Miami, Washington e Los Angeles. Ainda entre as varejistas, o papel da Target subia 0,28% e o da Macy's avançava 0,08%. A Apple, que também participa da Black Friday, registrava ganho de 0,47%, embora a loja virtual da empresa tenha ficado fora do ar na madrugada.

Outro destaque de alta, também influenciado pela Black Friday, é a empresa canadense Reserach in Mortion, fabricante do BlackBerry. O American Depositay Share (ADS) da companhia negociado na Nasdaq subia 11% no pré-mercado, com expectativa de vendas maiores hoje das novas versões do smartphone da empresa. Ontem no Canadá, e dia sem pregão nos EUA, a ação já tinha sido destaque de alta, subindo 11%.

Além da animação com as vendas no varejo, o bom humor até agora dos investidores em Wall Street é reflexo da melhora da confiança na Alemanha, quando se esperava recuo do indicador. O índice de confiança das empresas alemãs, medido pelo instituto IFO, subiu para 101,4 em novembro, ante 100,0 em outubro. A previsão dos economistas ouvidos pela Dow Jones era de recuo para 99,5. Além disso, os operadores destacam que o pregão de hoje também se ajusta ao movimento das bolsas internacionais ontem.

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