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Nvidia DLSS 3 estreia prometendo aumentar desempenho em até 4x

Junto à estreia da linha GeForce RTX 4000, a Nvidia revelou durante a GTC 2022 nesta terça (20) o DLSS 3, terceira geração do upscaling de imagem com Inteligência Artificial da companhia. Prometendo resultados ainda mais impressionantes, com ganhos de performance massivos de até 4 vezes a depender do modo escolhido e do título, a solução é exclusiva das novas placas de vídeo da gigante por utilizar estruturas inéditas presentes somente nos lançamentos.

Ao lado do Ray Tracing em tempo real, o Deep Learning Super Sampling, ou DLSS, foi uma das inovações trazidas pela Nvidia com o lançamento da linha RTX 2000 em 2018, baseadas na microarquitetura Turing. Apesar de um começo conturbado, a tecnologia conquistou espaço entre jogadores e desenvolvedores a partir da 2ª geração por aumentar drasticamente o desempenho com penalidades mínimas de qualidade de imagem e desempenho, utilizando o poder dos Tensor Cores e do aprendizado de máquina.

Além de Tensor Cores atualizados, com suporte a dados em FP8, o DLSS 3 tira proveito dos Optical Flow Accelerators para aumentar o desempenho em até 4x (Imagem: Nvidia)
Além de Tensor Cores atualizados, com suporte a dados em FP8, o DLSS 3 tira proveito dos Optical Flow Accelerators para aumentar o desempenho em até 4x (Imagem: Nvidia)

Com a 3ª geração, a Nvidia promete dar um passo além ao combinar os Tensor Cores de 4ª geração, mesmos presentes na GPU H100 para data centers capazes de usar dados FP8 de maior precisão, com uma nova variável: a movimentação de pixels de um quadro para outro, possibilitada pela nova estrutura de hardware chamada Optical Flow Generator. Esse núcleo gera um mapa de movimento de pixels, garatindo que os menores detalhes sejam considerados durante o upscaling.

Estão entre esses detalhes partículas como faíscas e fumaça, reflexos, sombras e até mesmo áreas de iluminação, características que os vetores de movimento — conjunto de dados que contém informações de movimentos de objetos 3D da cena do game — não conseguem registrar. Dessa maneira, a companhia conseguiria evitar que artefatos como borrões ou rastros sejam gerados quando o jogador se mexe ou interage com o mundo.

Com o mapa de Optical Flow — a movimentação dos pixels de um quadro para outro — o DLSS 3 entrega uma imagem mais estável com menos artefatos (Imagem: Nvidia)
Com o mapa de Optical Flow — a movimentação dos pixels de um quadro para outro — o DLSS 3 entrega uma imagem mais estável com menos artefatos (Imagem: Nvidia)

O novo método de upscaling da gigante também promete reduzir drasticamente o atraso dos comandos gerado pela funcionalidade com a integração do Nvidia Reflex. O recurso sincroniza processador e placa de vídeo para eliminar a fila de tarefas e assim diminuir em até 2 vezes os atrasos, garantindo mais responsividade, ponto essencial principalmente em títulos competitivos.

Uma das características mais impressionantes do novo DLSS é a capacidade de driblar limitações da CPU para aumentar a taxa de quadros máxima de um game. Independente de quão potente seja, todo PC possui gargalos que variam de acordo com as configurações e até com o jogo em execução. Títulos que dependem muito de física ou que costumam trazer grande número de NPCs (os personagens não jogáveis), por exemplo, estressam o processador a ponto de torná-lo o gargalo, limitando o FPS.

Com o Frame Generation, o DLSS 3 reconstrói apenas imagens intercaladas, usando IA para criar frames adicionais e reduzir ainda mais o estresse na GPU (Imagem: Nvidia)
Com o Frame Generation, o DLSS 3 reconstrói apenas imagens intercaladas, usando IA para criar frames adicionais e reduzir ainda mais o estresse na GPU (Imagem: Nvidia)

Graças ao recurso de Frame Generation, o DLSS 3 contornaria esse cenário ao fazer com que a própria placa de vídeo gere quadros adicionais sem qualquer influência da CPU ao avaliar os vetores de movimento do jogo e atuar como um efeito de pós-processamento dentro da linha de tarefas do PC. A tecnologia não é exatamente nova — a Qualcomm implementou um recurso parecido em seu Snapdragon 8 Gen 1 —, mas é a primeira vez que a vemos chegar aos desktops e, eventualmente, aos notebooks.

Cada quadro gerado seria intercalado com um quadro reconstruído pelo DLSS, e desse modo, segundo a Nvidia, em vez de processar o equivalente a 1/4 da imagem, a GPU estaria aplicando o upscaling em apenas 7/8. A imagem acima ilustra melhor o conceito: basicamente, um frame é construído via DLSS, enquanto outro é produzido via Frame Generation, e assim suscetivamente. Esse processamento intercalado aliviaria o estresse da placa de vídeo e permitira o aumento impressionante de 4 vezes de desempenho.

A boa notícia para usuários das famílias RTX 3000 e RTX 2000 em desktops e notebooks é que games anunciados com o DLSS 3 também atenderão as gerações anteriores com upscaling e alguns dos novos recursos, mesmo que sejam anunciados como "DLSS 3". A Nvidia confirmou em uma sessão de perguntas e respostas que, nesses casos, o DLSS 2 estará disponível para as placas mais antigas, com o benefício extra de trabalhar em conjunto com o Reflex.

DLSS 3 chega em outubro em mais de 35 games

Como exclusividade das placas GeForce RTX 4000, o DLSS 3 tem lançamento esperado para acontecer junto às novas GPUs da Nvidia com a chegada da RTX 4090 às lojas, em 12 de outubro. A empresa anunciou que mais de 35 games e aplicações terão suporte à tecnologia, com o primeiro deles também esperado para outubro, ainda que não tenha sido anunciado qual seria o título em questão.

Mais de 35 games e programas de desenvolvimento terão suporte ao DLSS 3, com o primeiro deles chegando em outubro (Imagem: Nvidia)
Mais de 35 games e programas de desenvolvimento terão suporte ao DLSS 3, com o primeiro deles chegando em outubro (Imagem: Nvidia)

A lista divulgada pela gigante traz jogos de peso como Cyberpunk 2077, Microsoft Flight Simulator, Dying Light 2, The Witcher 3: Wild Hunt, Portal RTX, Hitman 3, Destroy All Humans! 2 Reprobed e F1 2022, bem como programas de desenvolvimento e alguns dos principais motores gráficos incluindo Unity, Unreal Engine, EA Frostbyte e o próprio Nvidia Omniverse.

Fonte: Canaltech

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