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Nvidia anuncia novidades para redes 5G, IA e computação de alta performance

·6 minuto de leitura

A Nvidia realizou nesta semana evento em que anunciou diversas novidades para o mercado corporativo. A empresa revelou investimentos em conectividade 5G, aliadas à Inteligência Artificial em parceria com o Google, bem como melhorias em três pontos-chave do sistema HGX mesclando IA com computação de alta performance (HPC) para atender um número maior de indústrias.

A fabricante seguiu com os investimentos na área de pesquisa e confirmou ainda a construção de mais um supercomputador em Edimburgo, na Escócia — o Tursa, desenvolvido em parceria com a DiRAC e a Atos para processamento de física de partículas.

Nvidia e Google criam laboratório de IA com 5G

A primeira grande novidade é a abertura de um laboratório de inovação de IA com 5G, mirando no desenvolvimento de infraestruturas de rede e software de IA para a criação de cidades inteligentes, fábricas inteligentes e outras aplicações que tirem proveito de ambas as tecnologias. A iniciativa nasce de uma parceria com o Google Cloud, que fornecerá acesso à plataforma Anthos.

O AI-On-5G é o ecossistema da Nvidia que mescla ambas as tecnologias e já conta com colaboração de gigantes como Dell e Microsoft, além do Google, com quem a fabricante desenvolverá um laboratório de inovação (Imagem: Divulgação/Nvidia)
O AI-On-5G é o ecossistema da Nvidia que mescla ambas as tecnologias e já conta com colaboração de gigantes como Dell e Microsoft, além do Google, com quem a fabricante desenvolverá um laboratório de inovação (Imagem: Divulgação/Nvidia)

O Anthos é uma plataforma híbrida, que atua na nuvem e localmente, pela qual empresas podem gerenciar e aprimorar aplicações que funcionam na nuvem utilizando os serviços do Google Cloud. A tecnologia será combinada com o hardware fornecido pela Nvidia, tendo como objetivo facilitar o trabalho de operadoras de telecomunicações, provedores de serviços na nuvem e companhias na implementação de novos serviços e aplicações na rede 5G.

Entre as soluções que serão fornecidas pela Nvidia para o novo laboratório está a plataforma Aerial 5G, protagonista de outro dos anúncios da Nvidia.

Plataforma Aerial 5G ganha opção com chip ARM

O Nvidia Aerial 5G é um framework focado no desenvolvimento de aplicações 5G de alta performance, definidas por software e nativas da nuvem para atender à demanda de consumidores utilizando, entre outras tecnologias, a aceleração proporcionada pelo processamento paralelo de GPUs. A solução ganha agora suporte à arquitetura ARM com a chegada de uma nova versão da plataforma de computação Aerial A100.

Segundo a Nvidia, a novidade ajudará empresas em todo o mundo a entregar serviços mais inteligentes ao oferecer servidores que combinam CPUs ARM de alta eficiência com a suíte de software empresarial da fabricante através do Aerial 5G.

Framework para desenvolvimento de aplicações 5G, o Nvidia Aerial 5G ganha suporte à arquitetura ARM com a chegada de uma nova versão do BlueField-3, equipado com núcleos Cortex-A78 (Imagem: Divulgação/Nvidia)
Framework para desenvolvimento de aplicações 5G, o Nvidia Aerial 5G ganha suporte à arquitetura ARM com a chegada de uma nova versão do BlueField-3, equipado com núcleos Cortex-A78 (Imagem: Divulgação/Nvidia)

O novo Aerial A100 chega equipado com uma versão ARM do BlueField-3 A100, a unidade de processamento de dados (DPU) da plataforma. O chip contará com 16 núcleos Cortex-A78 da ARM, que prometem entregar performance por Watt aprimorada e maior velocidade.

A opção de DPU baseada na arquitetura x86 será mantida, ainda que a fabricante reforce as vantagens do novo chip ARM, incluindo a facilidade de aprimoramentos em recursos e desempenho. Ambas as versões do Aerial A100, além do framework Aerial 5G e outras soluções da Nvidia, também estarão disponíveis para empresas através do laboratório de inovação de IA com 5G.

Novo sistema HGX A100 promete acelerar IA industrial e HPC

A Nvidia também anunciou que irá turbinar o HGX A100, plataforma de HPC e IA para servidores de empresas, com três upgrades de peso. O primeiro deles é a adoção da nova GPU Nvidia A100 com 80 GB de VRAM HBM2e, que aumenta a largura de banda de memória em 25% comparada à A100 de 40 GB, atingindo os 2 TB/s.

A enorme capacidade de memória e a grande largura de banda permitirão que mais dados e redes neurais maiores possam ser armazenadas na memória, reduzindo assim a comunicação entre nós e o consumo de energia. Outros benefícios também incluem taxas de transferências maiores e resultados mais rápidos para usuários.

Além da alta capacidade de memória, a Nvidia A100 de 80 GB oferece largura de banda de 2 TB/s (Imagem: Divulgação/Nvidia)
Além da alta capacidade de memória, a Nvidia A100 de 80 GB oferece largura de banda de 2 TB/s (Imagem: Divulgação/Nvidia)

A Nvidia A100 é baseada na recente arquitetura Ampere e, entre outras tecnologias, traz recursos de GPU Multi-Instância (MIG), permitindo que cargas de trabalhos menores, como inferência de IA, possam tirar proveito do poder da GPU. Segundo a fabricante, o MIG habilita sistemas de HPC a escalonar memória e poder de computação para níveis menores sem perda de qualidade.

O segundo upgrade é a chegada da nova geração de sistemas de switches de rede NDR 400 Gb/s InfiniBand, para atender empresas cujos sistemas HPC requerem taxas de transferência ainda maiores. O Nvidia Quantum-2 chega em duas configurações: uma fixa e uma configurável. A primeira entrega 64 portas de NDR 400 Gb/s InfiniBand por porta, ou 128 portas de NDR 200 Gb/s InfiniBand.

O Nvidia Quantum-2 chega em configurações que oferecem até 1,64 Petabits por segundo de transferência de dados (Imagem: Divulgação/Nvidia)
O Nvidia Quantum-2 chega em configurações que oferecem até 1,64 Petabits por segundo de transferência de dados (Imagem: Divulgação/Nvidia)

Já a segunda pode ser configurada com até 2.048 portas de NDR 400 Gb/s InfiniBand, ou 4.096 portas de NDR 200 Gb/s InfiniBand, totalizando uma taxa de transferência bi-direcional de 1,64 Petabits por segundo, número cinco vezes maior que o da geração anterior. As switches Quantum-2 podem ser adquiridas separadamente, sendo retrocompatíveis, e estão previstas para chegar no final do ano.

Por fim, o último upgrade é a chegada do Magnum IO GPUDirect Storage, recurso de software que permite que as GPUs de um sistema HPC tenham acesso direto ao armazenamento, em vez de solicitarem dados à CPU. A tecnologia não apenas reduz a latência, já que menos etapas são necessárias para que informações sejam carregadas na GPU, como também alivia o estresse aplicado na CPU.

Nvidia anuncia novo supercomputador em Edimburgo

A última grande novidade anunciada pela Nvidia é a construção de mais um supercomputador no Reino Unido, mais especificamente na Universidade de Edimburgo, capital da Escócia. O Tursa é o terceiro de quatro supercomputadores de próxima geração da DiRAC e é otimizado para o processamento de física computacional de partículas.

O equipamento usará sistemas HGX de computação de alta performance da Nvidia, e inclui tecnologias como GPUs A100, rede Nvidia HDR 200 Gb/s InfiniBand e o conjunto de software Magnum IO. A companhia afirma que o Tursa entregará cálculos de altíssima precisão das propriedades de partículas subatômicas necessários para interpretar dados de experimentos massivos de física de partículas, como o Grande Colisor de Hádrons (LHC).

O Tursa chega para acompanhar o Cambrigdge-1 e o Cambridge-2 na lista de investimentos da Nvidia em supercomputadores (Imagem: Divulgação/Nvidia)
O Tursa chega para acompanhar o Cambrigdge-1 e o Cambridge-2 na lista de investimentos da Nvidia em supercomputadores (Imagem: Divulgação/Nvidia)

O supercomputador será construído em parceria com a Atos e está previsto para entrar em operação ainda neste ano, sendo equipado com 448 GPUs Nvidia A100, quatro adaptadores de rede Nvidia HDR 100 Gb/s InfiniBand e tecnologia Nvidia Magnum IO GPUDirect RDMA, permitindo a comunicação direta entre a GPU e outros dispositivos através da conexão PCI-E.

O Tursa é parte dos fortes investimentos da Nvidia na supercomputação, que já inclui as máquinas Cambridge-1 e Cambridge-2, munidos de novos processadores da fabricante baseados na arquitetura ARM.

Fonte: Canaltech

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