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Nuvens de Vênus podem permitir fotossíntese até mesmo à noite, diz estudo

·3 minuto de leitura

Mesmo após os últimos estudos sobre Vênus praticamente descartarem as chances da vida por lá, a comunidade científica ainda não esgotou as possibilidades. Enquanto um artigo recente afirmou não haver umidade o suficiente para a proliferação da vida como a conhecemos, uma nova pesquisa mostra que as nuvens venusianas seriam, sim, úmidas o bastante — e mais: poderiam permitir fotossíntese, não apenas durante o dia, mas à noite também.

Vênus oferece condições duras, não apenas às formas de vida terrestres, mas também às naves feitas por mãos humanas. As sondas que já pousaram por lá não duraram tempo o suficiente para que um estudo mais detalhado seja feito, mas os astrônomos ainda podem observar as emissões de luz, em todo o espectro eletromagnético, para conhecer os elementos e processos do planeta vizinho. Foi assim que os autores do novo estudo analisaram as nuvens de lá.

Conduzidos por Rakesh Mogul, os autores do estudo queriam saber se é possível vida microbiana se sustentar nas nuvens de Vênus (uma ideia que se tornou popular desde que Carl Sagan, em 1967, a apresentou ao mundo), além de buscar também restrições. O resultado apontou que a fotossíntese pode ocorrer 24 horas por dia no alto da atmosfera venusiana, pois as nuvens do meio e as mais baixas recebem energia solar semelhante à da superfície da Terra.

Isso significa que os organismos fototróficos (os que utilizam luz como fonte de energia e a convertem em energia) hipotéticos teriam acesso à radiação solar durante o dia, e continuaria também durante a noite devido à energia térmica (infravermelha) proveniente da superfície e da atmosfera. Assim, essa fonte energética estaria disponível acima e abaixo das nuvens, fornecendo meios de sobrevivência — e diversificação — aos microrganismos fotossintéticos.

Ilustração que mostra como deve ser a atividade vulcânia e a atmosfera densa de Vênus, segundo estudos (Imagem: Reprodução/Créditos: NASA/JPL-Caltech/Peter Rubin)
Ilustração que mostra como deve ser a atividade vulcânia e a atmosfera densa de Vênus, segundo estudos (Imagem: Reprodução/Créditos: NASA/JPL-Caltech/Peter Rubin)

Ainda segundo o estudo, tanto a radiação solar filtrada pelas nuvens quanto a térmica mentida por elas, têm comprimentos de onda que podem ser absorvidos pelos mesmos pigmentos fotossintéticos encontrados na Terra. Aqui, em nosso planeta, a atmosfera se encarrega de filtrar (absorvendo) ondas como a ultravioleta (UV), por exemplo, que são altamente prejudiciais à vida terrestre. O mesmo ocorre por lá, segundo o estudo. Na verdade, Vênus recebe menos raios que nós.

Outro resultado animador é que Vênus possui água o suficiente para manter essas hipotéticas formas de vida microbiana. Eles calcularam uma abundância bem considerável, na verdade — superior aos resultados do estudo anterior, que descartou as chances de vida venusiana por aparentemente não haver água o suficiente. Contudo, uma vez que os cálculos de ambos os pesquisadores divergem, ainda não podemos afirmar muita coisa com certeza.

O que isso tudo significa, então? Há ou não água o suficiente para permitir a Vida como a conhecemos em Vênus? Ainda é cedo para qualquer conclusão definitiva, e o debate deve durar um bom tempo, até que sondas resistentes sejam enviadas para análises mais precisas. Mas o estudo de Mogul, publicado na revista Astrobiology, é favorável a uma resposta positiva.

Por fim, a nova pesquisa mostra que a química das nuvens do planeta vizinho seriam parcialmente compostas por formas neutralizadas de ácido sulfúrico. "Os níveis de acidez e atividade da água podem estar dentro de uma faixa aceitável para o crescimento microbiano na Terra, enquanto a iluminação constante com limitação dos raios UV sugere que as nuvens de Vênus podem ser hospitaleiras para a vida”, disse Mogul. “Acreditamos que as nuvens de Vênus seriam um grande alvo para a habitabilidade”, concluiu.

Fonte: Canaltech

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