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Nuvem de poeira do Saara atravessa o Oceano Atlântico e é observada do espaço

Uma nuvem de poeira do Saara atingiu um tamanho de 5,7 milhões de quilômetros quadrados acima do Oceano Atlântico em 6 de junho. Tão grande que foi facilmente observada a partir do espaço pelo satélite DSCOVR, localizado a 1,5 milhão de quilômetros da Terra.

O satélite DSCOVR, operado pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) dos EUA, observou a enorme nuvem de poeira se estendendo desde a costa norte da África até a América do Sul, alcançando também Porto Rico, na América Central.

Nuvem de poeira do Saara sobre o Atlântico registrada em 6 de junho (Imagem: Reprodução/NOOA/NASA)
Nuvem de poeira do Saara sobre o Atlântico registrada em 6 de junho (Imagem: Reprodução/NOOA/NASA)

Os ventos alísios, correntes de ar atmosférico que sopram, predominantemente, de leste para oeste na região equatorial da Terra, são responsáveis por levantar uma média anual de 180 milhões de toneladas métricas de poeira do Saara através do Oceano Atlântico.

A ação dos ventos distribui a nuvem de poeira para diferentes partes das Américas e da Bacia do Caribe. O fenômeno não é raro e recebe o nome de camada de ar do Saara (SAL), caracterizado por uma massa de ar seca e empoeirada que se ergue acima do Saara, principalmente no início do outono.

A atividade da SAL costuma ser mais intensa em meados de junho, atingindo seu pico entre o final de julho e meados de agosto. Segundo o pesquisador de furacões da Universidade de Miami, Jason Dunion, neste período a poeira do Saara é erguida a cada três ou cinco dias.

Desenvolvimento da nuvem de poeira entre 30 de maio e 6 de junho (Imagem: Reprodução/NASA Worldview)
Desenvolvimento da nuvem de poeira entre 30 de maio e 6 de junho (Imagem: Reprodução/NASA Worldview)

No início de março, uma nuvem de poeira avançou sobre a costa norte brasileira. Ainda em março, uma outra nuvem de poeira avançou sobre a Europa, deixando o céu alaranjado.

O fenômeno desempenha um papel fundamental para a região amazônica, pois ele despeja cerca de 22 mil toneladas anuais de fósforo na região. Além disso, as nuvens de poeira costumam enfraquecer a atividade de furacões no Atlântico Central, porque a massa de ar quente bloqueia as correntes de ar úmido ascendentes, um dos principais ingredientes para a formação dos ciclones tropicais (como são conhecidos os furacões).

A poeira também bloqueia parte dos raios solares, mantendo as temperaturas da água na superfície do oceano baixas — e furacões "se alimentam" de água quente. Espera-se que a nuvem de poeira do Saara avistada do espaço alcance o Golfo do México no final desta semana.

Fonte: Canaltech

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