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“Nunca fui machista, sou feminista”, garante Ciro Gomes

Anita Efraim
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Ciro Gomes foi candidato à presidência em 2018 (Foto: REUTERS/Nacho Doce)
Ciro Gomes foi candidato à presidência em 2018 (Foto: REUTERS/Nacho Doce)

Ciro Gomes (PDT-CE) negou que seja machista ou racista. Questionado sobre declarações avaliadas como preconceituosas, o ex-senador negou e garantiu: “Sou feminista”.

“Eu desafio um crítico meu dizer ‘ele no cargo tal, fez a seguinte arbitrariedade’. Eu me comporto”, colocou.

Ciro afirmou que, por ter crescido no interior do Nordeste brasileiro, foi ensinado na cultura machista durante toda a vida. No entanto, lembrou que, enquanto prefeito de Fortaleza ou governador do Ceará, teve diversos feitos voltados para as mulheres, como a criação da Polícia Militar feminina no estado.

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Questionado sobre ter sido machista em relação a ex-esposa, Patrícia Pillar, Ciro Gomes afirmou que fez “uma piada besta” e justificou que já pediu desculpas milhares de vezes.

Ao comentar a expressão “capitão do mato”, vista como racista, ao falar do vereador Fernando Holiday (Patriota-SP), Ciro reafirmou a frase e justificou que “capitão do mato” é “um negro que se presta a esse serviço, como o da Fundação Palmares, do opressor”. “E eu com racista? Francamente, só um juiz boçam de São Paulo pode dizer isso.”

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Em entrevista ao Yahoo! Brasil, o ex-senador ainda criticou o presidente Jair Bolsonaro, a quem se referiu como pateta, sugeriu que fosse ladrão, e disse que o ministro da Economia, Paulo Guedes, não conhece o Brasil.