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'Num país tão desigual, ele ensinou que vale a pena sonhar', diz diretor de '2 filhos de Francisco'

Pedro Willmersdorf
·2 minuto de leitura

RIO — Gratidão e carinho: são estes os dois sentimentos que o cineasta Breno Silveira afirma ter por Seu Francisco, pai de Zezé Di Camargo e Luciano, morto nesta segunda-feira (23), aos 83 anos. Diretor do filme "2 filhos de Francisco" (2005), Silveira não mede palavras para descrever a importância que o patriarca da família Camargo teve em sua trajetória no audiovisual.

— Mudou minha vida para sempre. Assim como ele distribuiu aquelas fichas telefônicas e fez todos os amigos de trabalho escutarem a música dos filhos na rádio, Francisco me fez escutar a história dele de sua própria boca — conta o cineasta, que estreou em direção de longas com "2 filhos". Posteriormente assinou produções como "Era uma vez..." (2008) e "Gonzaga — De pai pra filho" (2012).

Um dos grandes trunfos de "2 filhos de Francisco", sem dúvida, foi a decisão de rodar algumas das principais cenas na casa em que Seu Francisco, ao lado de sua mulher, Helena, criou os filhos, em Pirenópolis (GO). Breno Silveira lembra muito bem do momento em que mergulhou de cabeça no filme.

— Ele foi calado no carro até chegar à casinha deles. Depois, bateu no meu ombro e disse: 'Eu construí isso aqui quando tinha 18 anos' — conta Silveira — Mas Seu Francisco era quieto, só falava quando tinha vontade.

O diretor se diverte ao recordar que Seu Francisco e Ângelo Antonio, que o interpretou no filme, ficaram hospedados por dias no mesmo cômodo durante as gravações. Breno Silveira conta que, em determinado momento, foi questionado pelo pai de Zezé e Luciano: "Esse cara (Ângelo) não vai parar de me olhar?".

Diante do jeito meio matuto e arredio do homem que se tornou fio condutor de seu primeiro longa-metragem, o cineasta diz ter enxergado em Seu Francisco um resumo do que é o Brasil.

— O filme é, de certa forma, uma homenagem a ele, Francisco. Num país tão desigual, ele ensinou pra gente que vale a pena sonhar. Eu entendi que o universo da grana não o interessava, o que importava era seu sonho.