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Nubank explica como usa dados para criar novas experiências e aumento de crédito

·2 minuto de leitura

O Nubank passou dois anos desenvolvendo o projeto de inteligência artificial que levou ao aumento de crédito de 30 milhões de clientes, que foi anunciado em julho e será implementado gradativamente até junho do ano que vem, com um aumento total de R$ 26 bilhões distribuídos para todo o público. A informação veio de Matt Swann, chefe de tecnologia da empresa, que deu uma entrevista exclusiva ao Canaltech.

A IA da fintech, chamada Shaka, foi desenhada, segundo Swann, após a empresa ouvir as queixas e sugestões de muitos de seus consumidores sobre o impacto do crédito em suas vidas financeiras. "Somos uma empresa baseada em [computação em] nuvem e estamos muito orgulhosos para ver isso acontecer. Usamos software e dados para criar novas experiências aos clientes", diz.

O executivo conta que Shaka traz resultados melhores do que a IA anterior que analisava crédito para o Nubank. "Antes focávamos apenas em comportamento passado e futuro dos clientes, mas tivemos que mudar a metodologia. Quando viemos com o aprendizado de máquina, vimos que ela era muito boa para prever comportamento, mas não causa e efeito e o como o crédito atendia às necessidades das pessoas", explica.

O modelo da solução se baseia no comportamento dos clientes e com isso trabalha com predições para chegar ao melhor cenário de crédito extra de forma personalizada. "Com a Shaka agora executamos dúzias de simulações de limites de crédito e como ele vai se comportar ao longo dos anos", argumenta.

Imagem: Nubank/Divulgação
Imagem: Nubank/Divulgação

De acordo com o Nubank, diversas equipes de conhecimentos distintos — cientistas de dados, analistas de negócios, analistas financeiros e engenheiros de software — trabalharam para desenvolver este novo modelo de crédito, que compara vários cenários alternativos e estima limites extras com precisão. A equipe também estudou os riscos e as linhas gerais para definir o aumento do limite para cada cliente.

Perguntado se a mudança teria mais repercussão sobre clientes que não têm carteira assinada ou com salários baixos — públicos normalmente negligenciados em análises de crédito — Swann disse que eles também serão contemplados, já que o sistema se baseia não nos dados pessoais, mas em comportamentos de uso do cartão. "Não consideramos a mudança por tipo de consumidor. Eles terão crédito, sejam dos perfiis de baixo ou de alto poder aquisitivo", apontou. O novo modelo, diz a empresa, permitirá aumentar em até três vezes o limite adicional total dos clientes.

A crise econômica que assola o Brasil atualmente, diz Swann, também não deverá ser um impeditivo para os planos do banco digital. "Independe da macrossituação do país", garante.

A nova IA está sendo testada primeiro no Brasil, mas a expectativa da fintech é estendê-la a outros países onde opera, como México e Colômbia. "Claro, haverá diferenças de como ela atuará em cada local", salientou Swann.

Fonte: Canaltech

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