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Novos satélites Starlink voltam a ficar mais brilhantes no céu noturno

Em maio deste ano a SpaceX completou a metade da primeira geração da constelação de banda larga Starlink, alcançando a marca de mais de 2.300 satélites em órbita. E desde que a constelação começou a ser montada, a comunidade astronômica relata sua preocupação quanto as observações do céu noturno serem prejudicadas pelo reflexo da luz solar nos satélites.

A SpaceX inicialmente ouviu os astrônomos, e implementou mudanças em seus equipamentos para reduzir seu brilho. Entre elas, a instalação de um guarda-sol, equipamento que reduz o reflexo da luz solar nas unidades quando estão em órbita. Mas no final do ano passado, a empresa começou a lançar uma geração de satélites Starlink sem o acessório, que foi "aposentado" devido a mudanças no design do grupo mais recente de satélites.

A SpaceX já tem mais de 2.300 satélites Starlink em operação na órbita da Terra (Imagem: Reprodução/SpaceX)
A SpaceX já tem mais de 2.300 satélites Starlink em operação na órbita da Terra (Imagem: Reprodução/SpaceX)

Em um recente evento online promovido pela Federação de Sociedades Astronômicas (FAS), o engenheiro da SpaceX, David Goldstein, disse que a empresa desenvolveu espelhos dielétricos instalados no lado dos satélites voltado para a Terra, de modo a refletir a luz solar para longe dos observadores.

O problema é que com isso os satélites localizados em latitudes de 50 graus ao sul e 50 graus ao norte serão mais visíveis ao anoitecer e ao entardecer, pois neste ângulo os satélites refletem a luz solar diretamente ao solo, conforme relatado na revista Nature pela jornalista científica Alexandra Witze.

Em 21 abril deste ano, uma “trilha” de luzes brilhantes foi observada em Ohio. Na verdade, eram satélites Starlink pertencentes a um lote de 50 unidades lançado naquele mesmo dia. O astrônomo amador Gus Saikaly registrou a trilha de satélites e estimou que as magnitudes individuais eram de -3 — praticamente o mesmo brilho do planeta Júpiter no céu noturno.

Mudanças e preocupações

A última geração sem o guarda-sol (com números de série acima de 3.000) apresenta uma magnitude média de 5,6, um brilho maior do que a magnitude média de 6,29 das 44 unidades com a proteção solar registradas pelo observador de satélites Jay Respler. Vale lembrar que a escala de magnitude é "inversa", e quanto menor o número, maior o brilho do objeto.

Trilhas deixado pelo reflexo de satélites Starlink em observações astronômicas (Imagem: Reprodução/CTIO)
Trilhas deixado pelo reflexo de satélites Starlink em observações astronômicas (Imagem: Reprodução/CTIO)

Os satélites com número de série superior a 3.000 são cerca de 60% mais brilhantes, mas, ainda assim, apresentam uma melhoria de magnitude de 0,8 em comparação ao reflexo dos satélites originais.

A SpaceX está se preparando para lançar uma nova versão dos satélites Starlink, maiores e mais poderosos que os modelos atuais. As unidades terão 7 metros de comprimento, pesarão 1.320 kg e serão lançadas pela Starship, a espaçonave em desenvolvimento pela empresa. Ainda não há informações sobre seu brilho em órbita.

Além da SpaceX, outras empresas, como a OneWeb, trabalham na expansão de suas respectivas constelações de satélites. Como resposta, a União Astronômica Internacional (IAU) está desenvolvendo o Centro de Proteção do Céu Escuro e Silencioso contra a Interferência de Constelações de Satélites.

Fonte: Canaltech

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