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Novos prefeitos de capitais mantêm desigualdade de gênero e cor nas secretarias

Dimitrius Dantas
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Joel Vargas / Prefeitura de Porto Alegre

SÃO PAULO - A falta de diversidade em nomeações de cargos ainda desequilibra o primeiro escalão das gestões municipais brasileiras, ainda que o debate sobre esse tema tenha avançado durante a última eleição. Em diferentes cidades, candidatos sinalizaram no ano passado a intenção de buscar uma paridade de cor e gênero em seus secretariados. Uma vez empossados, no entanto, não reverteram as desigualdades.

A manutenção dessa realidade foi identificada por levantamento do GLOBO a respeito dos secretários e secretárias recém-nomeados nas administrações das dez capitais mais ricas do país. Nenhuma dessas cidades destinou ao menos um quarto de suas pastas ao comando de pessoas negras ou pardas.

Em Curitiba e em Belo Horizonte, por exemplo, apenas um negro ou pardo foi incluído no secretariado. Fortaleza e Porto Alegre estão em situação ainda mais díspar: não há negros ou pardos nas primeiras fileiras das gestões. Na capital gaúcha, a situação também é crítica para os quadros femininos.