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Novos casos de Covid-19 , ameaça de crise energética e tensões políticas alimentam temores de uma recessão global

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*Arquivo* São Paulo, SP, 24.01.2019 - Notas de dólar dos Estados Unidos. (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress)
*Arquivo* São Paulo, SP, 24.01.2019 - Notas de dólar dos Estados Unidos. (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O dólar iniciava a segunda-feira (11) com fortes ganhos frente à moeda brasileira, indo acima de R$ 5,30 conforme novos casos de Covid-19 na China e ameaça de crise energética na Europa alimentavam temores de uma recessão global, com as crescentes tensões políticas e fiscais domésticas exacerbando o clima de aversão a risco.

Às 9h07 (de Brasília), o dólar à vista avançava 0,62%, a R$ 5,3018 na venda.

Na B3, às 9h07 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,79%, a R$ 5,3320.

No fechamento do mercado de câmbio doméstico na sexta-feira (8), o dólar comercial acumulou queda semanal de 1,01% frente ao real. A expectativa do aumento das exportações de commodities para a China foi um fator importante para o resultado.

Pequim anunciou na quinta-feira (7) um pacote de US$ 220 bilhões (R$ 1,16 trilhão) em investimentos em infraestrutura no país, segundo a agência Bloomberg.

A Bolsa de Valores brasileira acompanhou a volatilidade dos mercados globais. O índice de referência Ibovespa fechou a semana com alta de 1,35%.

Nos Estados Unidos, o S&P 500, referência da Bolsa de Nova York somou alta semanal de 1,94%.

Dados sobre a forte geração de empregos nos Estados Unidos concentraram as atenções. O país abriu 372 mil postos de trabalho no setor urbano em junho, bem acima da expectativa de 268 mil postos, conforme estimativa da agência Reuters.

Apesar das atenções voltadas ao exterior, o noticiário político também provocou oscilações no mercado devido à votação da PEC (proposta de emenda à Constituição) que permite ao governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) furar o teto de gastos e driblar a legislação eleitoral para abrir os cofres públicos a menos de três meses das eleições.

O risco fiscal carregado com a PEC ajudou a puxar para o alto as curvas de juros DI (Depósitos Interbancários) de curto prazo, revelando a aposta do mercado de que o Banco Central manterá a Selic em patamares elevados por mais tempo para enfrentar a inflação.

Ainda na última sexta, o euro caiu à sua menor cotação diária frente ao dólar em 20 anos. A moeda comum entre países da Europa fechou o dia valendo a US$ 1,0185, muito perto da paridade com a divisa americana.

No câmbio brasileiro, o euro à vista caiu 1,30% frente ao real neste pregão e fechou o dia valendo R$ 5,3615. A cotação ficou bem próxima à do dólar (R$ 5,2680).

O tombo da moeda europeia é mais um sinal dos temores de uma recessão mundial. O Banco Central Europeu também lida com a necessidade de elevar juros para reduzir a inflação e, assim como o Fed, precisa encontrar o ponto certo do aperto para frear a alta de preços sem que isso destrua a economia.

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