Mercado fechado
  • BOVESPA

    110.140,64
    -1.932,91 (-1,72%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    53.874,91
    -1.144,00 (-2,08%)
     
  • PETROLEO CRU

    75,89
    -0,52 (-0,68%)
     
  • OURO

    1.926,90
    -15,90 (-0,82%)
     
  • BTC-USD

    23.679,48
    -4,54 (-0,02%)
     
  • CMC Crypto 200

    541,21
    -4,11 (-0,75%)
     
  • S&P500

    4.179,76
    +60,55 (+1,47%)
     
  • DOW JONES

    34.053,94
    -39,02 (-0,11%)
     
  • FTSE

    7.820,16
    +59,05 (+0,76%)
     
  • HANG SENG

    21.958,36
    -113,82 (-0,52%)
     
  • NIKKEI

    27.402,05
    +55,17 (+0,20%)
     
  • NASDAQ

    12.652,25
    +238,00 (+1,92%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,4911
    -0,0633 (-1,14%)
     

Novos anticorpos funcionam contra todas as cepas do coronavírus, mostra estudo

Cientistas descobriram dois novos anticorpos que podem ajudar no combate contra o SARS-CoV-2: em testes, eles mostraram eficácia em neutralizar todas as cepas do novo coronavírus, chegando a até 95%. A novidade pode, segundo os resultados da pesquisa, até mesmo acabar com a necessidade de vacinas de reforço. Ela foi publicada na revista científica Communications Biology.

Até o momento, os anticorpos mais eficazes contra o vírus causador da covid-19 — e que foram usados nas vacinas que o mundo inteiro recebeu — foram os que se ligam ao receptor ACE2, na proteína espícula (spike) do patógeno. Pesquisadores da Universidade de Tel-Aviv, no entanto, encontraram dois anticorpos ainda não utilizados, o TAU-1109 e o TAU-2310, que podem ser ótimos substitutos.

Os dois anticorpos estudados se ligam a partes diferentes da proteína espícula, o que os torna eficazes contra mais variantes do coronavírus (Imagem: photocreo/envato)
Os dois anticorpos estudados se ligam a partes diferentes da proteína espícula, o que os torna eficazes contra mais variantes do coronavírus (Imagem: photocreo/envato)

Como os novos anticorpos funcionam?

Os novos combatentes se ligam à espícula em uma região diferente do receptor ACE2 — o que os torna menos eficientes contra a cepa original —, tornando-os muito eficazes em neutralizar as variantes Delta e Ômicron. O TAU-1109 tem uma eficácia de 92% contra a Ômicron e 90% contra a Delta; já o TAU-2310 é 84% eficaz contra a Ômicron e 97% contra a Delta.

Para os testes, os dois anticorpos foram colocados ao combate de vírus cultivados em laboratório na University of California San Diego e de pseudovírus nos laboratórios da Faculdade de Medicina da Universidade Bar-Ilan. Os resultados foram positivos em todos os casos. A grande vantagem dos anticorpos é que, ao atacar áreas diferentes de outros anticorpos, diferentes variantes do SARS-CoV-2 continuam suscetíveis ao ataque do TAU-1109 e do TAU-2310.

Utilizar os novos anticorpos pode acabar com a necessidade de vacinas de reforço (Imagem: SteveAllenPhoto999/Envato)
Utilizar os novos anticorpos pode acabar com a necessidade de vacinas de reforço (Imagem: SteveAllenPhoto999/Envato)

O vírus se torna mais infeccioso a cada variante porque, a cada replicação, ele muda a sequência de aminoácidos da parte da proteína espícula que se liga ao receptor ACE2. Além de aumentar a infectividade, isso faz com que o patógeno consiga evitar melhor os anticorpos naturais criados pelas vacinas, que então precisam ser mudadas. Atacar outras partes da proteína acaba com esse problema.

Os anticorpos TAU-1109 e TAU-2310 não se ligam ao receptor ACE2, mas a outra região da proteína espícula que, por alguma razão, não passa por tantas mutações. Isso permite que sua efetividade se mantenha ao longo de inúmeras variantes do vírus — tanto que os resultados surgiram após o teste em todas as cepas conhecidas até o momento. Ainda não há, no entanto, previsão para uma vacina baseada em tais anticorpos, já que mais estudos precisam ser feitos.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech: