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Novo tratamento contra dor crônica é eficaz em roedores, revela estudo promissor

Uma equipe de pesquisadores norte-americanos testou, com sucesso, um novo tipo de terapia gênica para controlar os efeitos das dores crônicas em roedores. Por enquanto, a técnica é empregada contra um tipo específico de dor, a neuropática. Esta é causada por danos ao sistema nervoso e tende a reduzir a qualidade de vida dos indivíduos.

Publicado na revista científica Molecular Therapy, o estudo que busca tratar dores crônicas através da nova terapia gênica foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade da Califórnia em San Diego, nos Estados Unidos. Por enquanto, as descobertas são preliminares, mas podem representar, no futuro, um enorme avanço para o controle da condição.

Através de terapia gênica, cientistas conseguem controlar dor crônica em roedores (Imagem: iLexx/Envato)
Através de terapia gênica, cientistas conseguem controlar dor crônica em roedores (Imagem: iLexx/Envato)

O que são dores crônicas?

Antes de explicar como os pacientes com dores crônicas são tratados hoje ou ainda como funciona a nova técnica em desenvolvimento, vale explicar quais são as sensações relatadas por indivíduos que sofrem com a dor neuropática.

Em artigo para a Revista HCPA, o médico e neurologista brasileiro Pedro Schestatsky conta que "os pacientes com dor neuropática apresentam queixas múltiplas e complexas". Inclusive, uma das dificuldades é como explicar o que sentem. "A maioria deles tenta descrever seus sintomas mediante o recurso da analogia [comparações]", aponta o médico.

De forma geral, as dores podem ser divididas em dois grandes grupos:

  • Dores espontâneas: são aquelas que aparecem sem nenhum estímulo detectável, podendo ser contínuas ou eventuais;

  • Dores evocadas: respostas anormais ao estímulo.

"A dor contínua é frequentemente descrita nos tecidos cutâneos superficiais ou profundos e, menos comumente, nos tecidos viscerais. A dor cutânea é descrita como 'em queimação', 'em agulhada', 'ardência'; enquanto a dor profunda é descrita como 'surda', ou em 'cãibra'", detalha o neurologista. Para trazer uma imagem, o paciente pode sentir como se uma agulha estivesse espetada em sua pele.

Como a neuropatia é tratada hoje?

Apesar da gravidade e subjetividade da condição, existem poucas alternativas para o tratamento dos quadros. Segundo os cientistas norte-americanos, as terapias disponíveis, hoje, envolvem o uso contínuo de remédios e estão associadas a efeitos colaterais indesejados, como sedação e fraqueza motora (perda de força). Em alguns casos, opioides podem ser prescritos, mas também podem causar efeitos ainda mais indesejados, como o vício.

Como funciona a terapia gênica?

Tratamento promissor usa vírus editados geneticamente para aliviar sintomas da neuropatia (Imagem: DC_Studio/Envato)
Tratamento promissor usa vírus editados geneticamente para aliviar sintomas da neuropatia (Imagem: DC_Studio/Envato)

Para produzir um remédio contra a neuropatia, um dos maiores desafios é identificar onde está a lesão na medula espinhal — uma possível causa do quadro — e a origem da dor neuropática. Para contornar o problema, os pesquisadores buscam formas de desenvolver tratamentos que atinjam seletivamente os neurônios danificados, através da terapia gênica.

Nos testes com animais, a equipe de cientistas da Universidade da Califórnia usou um tipo de adenovírus, que foi editado geneticamente. Este carregava um par de transgenes que codificam o ácido gama-aminobutírico (GABA) em modelos animais com lesões no nervo ciático e, consequente, dor neuropática. O GABA é um neurotransmissor que bloqueia os impulsos entre as células nervosas, ou seja, os sinais de dor.

Segundo a equipe, a entrega e expressão dos transgenes foi restrita à área de lesão e, como resultado, não foram registrados efeitos colaterais, como a fraqueza motora. Além disso, os efeitos da produção de GABA duraram por pelo menos 2 meses após o fim do tratamento experimental.

“Um dos pré-requisitos de uma terapia antinociceptiva clinicamente aceitável [bloqueio da dor] é o mínimo ou nenhum efeito colateral, como fraqueza muscular, sedação geral ou desenvolvimento de tolerância ao tratamento”, explica o autor sênior Martin Marsala, em comunicado. Em roedores, esta questão parece ter sido superada.

Agora, a equipe de pesquisadores investiga outras questões relacionados com o possível tratamento e, no futuro, planeja iniciar testes da promissora terapia em humanos, durante a fase de estudos clínicos. Ainda não há previsão para isto acontecer.

Fonte: Canaltech

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