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Novo sistema compartilha dados de rajadas rápidas de rádio em tempo real

·3 min de leitura

Um novo sistema poderá compartilhar, em tempo real, as detecções das rajadas rápidas de rádio (ou “FRB”, na sigla em inglês), realizadas pelo radiotelescópio Canadian Hydrogen Intensity Mapping Experiment (CHIME). Com o sistema, observatórios de todo o mundo poderão ter seus instrumentos calibrados com base nas origens destas emissões misteriosas para, assim, tentar compreendê-las melhor.

As observações diárias do CHIME podem render até um terabyte de dados brutos diariamente, que exigem análises de um pequeno exército de pesquisadores e muito poder de processamento computacional para estudá-los em busca de possíveis sinais. Agora, com o sistema CHIME/FRB VOEvent Service, os detalhes mais importantes de cada observação de FRBs podem ser enviados a observatórios de todo o mundo, em tempo real.

O telescópio CHIME, na Colúmbia Britânica (Imagem: Reprodução/CHIME)
O telescópio CHIME, na Colúmbia Britânica (Imagem: Reprodução/CHIME)

O sistema trabalha com a linguagem Virtual Observatory Event (VOEvent), usada desde 2006 para relatar eventos astronômicos transientes como supernovas e lentes gravitacionais. “O enorme volume de dados que o CHIME/FRB gera, e o grande número de FRBs detectadas a cada dia é como uma mina de ouro para uma comunidade ansiosa para apontar cada telescópio existente para a próxima FRB”, disse Andrew Zwaniga, assistente de pesquisa no Departamento de Física da McGill University.

Os desenvolvedores do CHIME/FRB VOEvent Service destacam que qualquer pessoa com acesso a um telescópio capaz de apontar para localizações determinadas no céu do hemisfério norte poderá usar os alertas, realizando observações de acompanhamento das FRBs descobertas pelo CHIME. Eles disponibilizaram tutoriais e documentação para ajudar tanto usuários novos quanto veteranos.

Como o novo sistema funciona

Localizado na Colúmbia Britânica, província do Canadá, o CHIME é um rádio-observatório massivo, dedicado à observação de fenômenos de rádio. Ele integra o Dominion Radio Astrophysical Observatory (DRAO), e foi originalmente pensado para detectar ondas de rádio vindas de hidrogênio gasoso neutro, do universo primordial. Hoje, as instalações já estudam também as FRBs, emissões de ondas de rádio que duram poucos milissegundos.

Uma possibilidade é que as rajadas venham de magnetares, uma classe de estrela de nêutrons (Imagem: Reprodução/ESO/L. Calçada)
Uma possibilidade é que as rajadas venham de magnetares, uma classe de estrela de nêutrons (Imagem: Reprodução/ESO/L. Calçada)

A primeira FRB foi detectada em 2007 e, antes de o CHIME entrar em operação, apenas algumas dezenas delas foram identificadas. Em 2018, o observatório começou a operar e já foi responsável pela detecção de mais de mil destes sinais misteriosos — e, apesar do número crescente de eventos catalogados, ainda não se sabe exatamente o que está por trás deles.

Assim, o novo sistema trabalha com um dos maiores aliados dos astrônomos hoje: o compartilhamento de informações entre instalações de todo o mundo. Além disso, o CHIME/FRB VOEvent Service representa também um grande passo para a mobilização de recursos da comunidade internacional, para que os dados do CHIME/FRB possam ser explorados o máximo possível.

Emily Petroff, pesquisadora que trabalhou no refinamento do sistema de alertas, acredita que a ajuda da comunidade internacional poderá avançar a ciência produzida pelo CHIME. “Desde quando o CHIME/FRB começou a operar em 2018, é como se ele estivesse bebendo de uma mangueira de incêndio, em termos dos dados recebidos”, comentou. “Nós não conseguimos extrair toda a ciência disso, e precisamos da ajuda do mundo”.

Fonte: Canaltech

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