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Novo remédio antienvelhecimento promete prolongar a vida dos cães

A empresa de biotecnologia Loyal, dos EUA, busca desenvolver um remédio antienvelhecimento, que promete prolongar a vida de cães. Se esse método funcionar, a expectativa é que futuramente possa ser adaptado para ajudar em terapias antienvelhecimento para seres humanos. Na prática, a startup estuda dois produtos: uma pílula a ser administrada a cada três meses, e uma de administração diária.

A pesquisa também se concentra em mudanças epigenéticas, que são reversíveis que agem na forma como o DNA é expresso de modo que as características físicas diferem do que os genes codificam. Segundo os pesquisadores, trata-se do maior estudo de epigenética canina já realizado.

"A metilação do DNA é um dos muitos tipos de modificações epigenéticas adicionadas ao DNA que controlam quais partes do DNA são ativas em uma célula. Com o passar do tempo, os padrões de metilação do DNA nas células de todo o corpo de um organismo mudam. Essas mudanças na metilação do DNA estão intimamente ligadas ao envelhecimento", explicam os pesquisadores.

Com isso, a ideia é entender como essas mudanças moleculares contribuem para o envelhecimento. Conforme mencionam os autores, essa compreensão pode fornecer melhores referências para estabelecer a saúde de um cão, melhorando seus cuidados na vida adulta.

Novo remédio antienvelhecimento promete prolongar a vida dos cães (Imagem: duryaginanatalia/envato)
Novo remédio antienvelhecimento promete prolongar a vida dos cães (Imagem: duryaginanatalia/envato)

Os grupos conduzem dois destes simultâneos. Um deles foca em cães de grande porte, e outro em cães menores, mas ambos buscam uma pílula que possa retardar o processo de envelhecimento enquanto aumenta a resistência a doenças. Enquanto o primeiro teste trabalha na alteração de processos celulares que reduzem a expectativa de vida, o segundo foca na desaceleração da demência e insuficiência renal.

Segundo os pesquisadores, os cães são melhores candidatos para estudar esse tipo de envelhecimento por não viverem tanto quanto os humanos. Logo, a vida útil é curta o suficiente para torná-los mais fáceis de estudar. Esses animais também desenvolvem doenças relacionadas à idade semelhantes aos humanos.

O antienvelhecimento já é promessa da ciência há alguns anos. Em 2019, uma empresa chamada Libella Gene Therapeutics começou um tratamento genético que promete reverter o envelhecimento em até 20 anos. No entanto, esse tratamento antienvelhecimento atraiu muitas críticas por golpes e produtos exagerados, sem benefícios comprovados à saúde. Em 2021, um estudo realizado com camundongos descobriu um mecanismo que, potencialmente, pode reverter o envelhecimento natural dos músculos.

Fonte: Canaltech

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