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Novo processo contra J&J pela crise de opioides nos EUA

·3 minuto de leitura
Diversas empresas farmacêuticas, incluindo a Johnson & Johnson, enfrentam um processo pela crise de opioides nos EUA

Diversas empresas farmacêuticas nos Estados Unidos, incluindo a Johnson & Johnson (J&J), negaram nesta terça-feira (20) as alegações de que ajudaram a expandir a epidemia de opioides recorrendo a um marketing enganoso que minimizou seus riscos, no início de um processo na Califórnia.

Três condados do estado - incluindo o de Los Angeles e a cidade de Oakland - apresentaram queixa contra as empresas farmacêuticas por promoverem analgésicos à base de opiáceos e por terem minimizado os riscos de dependência desses medicamentos, na origem de uma explosão de overdoses nos Estados Unidos.

Embora a primeira denúncia seja de 2014, o processo contra J&J, Teva, Endo e Allergan começou na segunda-feira por videoconferência.

A Janssen, afiliada farmacêutica da J&J, contestou a alegação em um comunicado enviado à AFP nesta terça-feira.

"Nossas ações relacionadas à comercialização e promoção desses importantes analgésicos de prescrição foram apropriadas e responsáveis", disse o grupo, que afirmou ter "trabalhado com reguladores para fornecer informações adequadas sobre seus riscos e benefícios".

"Os réus colocaram seus lucros à frente de vidas humanas e enganaram o público sobre os verdadeiros perigos associados aos opiáceos", considerou James Williams, um advogado do condado de Santa Clara, em março.

Os denunciantes, que representam 15 milhões de pessoas - 40% da população do estado mais populoso do país -, reivindicam medidas para prevenir tais práticas no futuro, além de danos e prejuizos para ajudar as instituições de saúde a combater esta crise que tem deixou cerca de 500.000 mortos nos Estados Unidos desde 1999.

- Problemas para J&J -

O processo chega em um momento especialmente complicado para a J&J, já condenada por um juiz de Oklahoma, em 2019, a pagar uma multa de 465 milhões de dólares por minimizar os riscos dos opiáceos. A empresa está apelando dessa decisão.

O laboratório, também envolvido em um escândalo relacionado ao seu talco, esperava reconstruir sua imagem graças à sua vacina contra a covid, mas seu uso está suspenso nos Estados Unidos enquanto se aguarda parecer de especialistas sobre possíveis ligações entre o imunizante e a formação de coágulos sanguíneos graves.

A Janssen disse nesta terça-feira que "contestará as alegações (...) que não contêm nenhuma prova de causalidade".

A afiliada da J&J argumenta ainda que seus medicamentos representam menos de 1% de todas as prescrições de opioides na Califórnia e nos Estados Unidos desde seu lançamento.

A Teva, por sua vez, também indicou que se defenderá "vigorosamente contra essas acusações não comprovadas".

O grupo disse estar disposto, no entanto, a dar apoio a pessoas que sofrem de dependência de opiáceos.

Os tribunais dos Estados Unidos receberam mais de 2.000 reclamações online relacionadas à crise dos opioides.

A maioria reprova os laboratórios por persuadir médicos e pacientes de que esses medicamentos poderiam ser usados para aliviar doenças crônicas, quando deveriam ser limitados à dor aguda e temporária e aos cuidados paliativos.

"Enquanto o uso de opiáceos custou caro à Califórnia e a seus habitantes, os réus acumularam enormes lucros. Só em 2014, os opiáceos geraram 11 bilhões de dólares em receita para laboratórios como esses”, enfatizam os advogados na ação contra os grupos californianos.

juj-Dt/dho/sr/rs/lda/ap