Mercado abrirá em 24 mins
  • BOVESPA

    119.920,61
    +356,17 (+0,30%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    48.934,91
    +535,11 (+1,11%)
     
  • PETROLEO CRU

    64,35
    -0,36 (-0,56%)
     
  • OURO

    1.820,20
    +4,50 (+0,25%)
     
  • BTC-USD

    56.919,18
    -822,17 (-1,42%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.480,53
    +9,11 (+0,62%)
     
  • S&P500

    4.201,62
    +34,03 (+0,82%)
     
  • DOW JONES

    34.548,53
    +318,19 (+0,93%)
     
  • FTSE

    7.118,44
    +42,27 (+0,60%)
     
  • HANG SENG

    28.610,65
    -26,81 (-0,09%)
     
  • NIKKEI

    29.357,82
    +26,45 (+0,09%)
     
  • NASDAQ

    13.636,00
    +38,25 (+0,28%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,3640
    -0,0026 (-0,04%)
     

Novo problema deixa parte da frota do Boeing 737 MAX no chão

IGOR GIELOW
·4 minuto de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A fabricante norte-americana Boeing informou nesta sexta (9) que será preciso deixar no chão parte da frota mundial de seus aviões 737 MAX para a checagem de um eventual problema elétrico. O modelo, best-seller da história da empresa, é o mesmo que ficou 20 meses parado devido a dois acidentes fatais em 2018 e 2019. Suas operações foram retomadas em novembro do ano passado nos EUA e em países como o Brasil. Aqui, a Gol opera oito aviões --procurada, ela ainda não informou quanto serão afetados. A Boeing não informou quais empresas aéreas ou quantos aviões foram afetados, apenas dizendo que são 16 as companhias que precisarão fazer a verificação. O problema agora não tem nada a ver com os defeitos de desenho e de software que levaram à proibição de voo do avião. Agora, a questão é verificar se há espaço de aterramento suficiente para um componente do sistema elétrico da aeronave --se não, há risco de sobrecargas e panes. Ainda não há uma AD (diretiva de aeronavegabilidade, na sigla inglesa) da FAA (Administração Federal de Aviação dos EUA) orientando empresas sobre o problema. "Estamos trabalhando em estreita colaboração com a FAA nesta questão", disse a Boeing em nota. Segundo a empresa americana Southwest informou em comunicado, 30 dos 58 MAX de sua frota serão afetados, mas ela prevê um mínimo de problemas de sua malha aérea porque a questão é tecnicamente simples de ser resolvida. O defeito é o mais novo capítulo da atribulada história do MAX, que tornou-se o avião com mais encomendas da empresa americana: mais de 5.000 unidades foram vendidas. Elas começaram a ganhar os céus em 2017, mas em 2018 e 2019 dois acidentes mataram 346 pessoas com as mesmas características, uma perda súbita de controle da aeronave, que mergulhou rumo ao solo. A partir daí, foi feita uma intensa investigação que levou à paralisação da produção do avião e ao cancelamento de algumas encomendas. Ao todo, há cerca de 450 MAX entregues no mundo. O processo descobriu que um sistema automático de correção do ângulo de voo do avião, por um defeito de software, era acionado indevidamente durante movimentos de subida. Ele forçava então o nariz da aeronave para baixo. O sistema foi implantado no MAX porque o avião aproveitava o desenho da geração anterior do 737, o NG. Historicamente, a Boeing sempre evoluiu o modelo a partir de seu antecessor, acelerando a produção e reduzindo custos --com mais de 10.500 unidades vendidas desde 1967, é a aeronave comercial mais bem sucedida do mundo. Só que o novo modelo tem turbinas maiores e colocadas mais à frente da asa, o que mudou seu centro de gravidade e obrigou a instalação do sistema de correção de ângulo de voo. Na apuração, ficou estabelecido que o treinamento de qualificação de pilotos fora insuficiente para lidar com o sistema também, e trocas de e-mails reveladas apontaram diversas falhas e acobertamentos internos da empresa sobre os problemas de produção do MAX. Foi instalada a maior crise na história da Boeing, que divide a liderança do mercado de aviação comercial do mundo com a europeia Airbus. A turbulência derrubou a diretoria da empresa e fez mais de 30 mil funcionários perderem o emprego, gerando estimados US$ 20 bilhões de perdas específicas. Para piorar, a pandemia da Covid-19 estraçalhou o setor aéreo em 2020, com queda de 65,9% do tráfego de passageiros no mundo --com efeitos em cascata nas encomendas de aviões. A Boeing teve prejuízo de US$ 12 bilhões no ano passado. Houve outros impactos. Com a crise, a empresa cancelou a compra da área de aviação comercial da brasileira Embraer, após um processo de destrinchamento da fabricante paulista ao longo de 2019. O divórcio não amigável está agora numa corte de arbitragem nos EUA, onde os brasileiros querem reparação pelo impacto do fim do negócio em suas contas --o prejuízo registrado no ano passado foi de R$ 3,6 bilhões, parte disso creditado ao episódio. A empresa americana enfrenta ainda problemas com o desenvolvimento do 777X, uma versão maior de um de seus maiores sucessos de vendas no nicho de aviões com dois corredores.