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Novo premiê do Líbano, Saad Hariri, promete governo técnico

Layal ABOU RAHAL
·3 minuto de leitura
Rafik Hariri pronuncia um discurso no Palácio Presidencial de Baabda, perto de Beirute
Rafik Hariri pronuncia um discurso no Palácio Presidencial de Baabda, perto de Beirute

Saad Hariri, um pilar da política libanesa, foi designado primeiro-ministro nesta quinta-feira (22), prometendo um governo de especialistas que acabe com o colapso econômico do país, que espera desesperadamente por reformas.

Ironicamente, Hariri renunciou há quase exatamente um ano sob pressão de um levante popular sem precedentes, desencadeado pelos fracassos da classe política acusada de corrupção e de incompetência.

Após ser nomeado pelo presidente Michel Aoun, depois de eleições parlamentares, o empresário de 50 anos prometeu formar um governo "rapidamente". 

"O tempo está acabando (...). O país está diante de sua única oportunidade", disse Hariri em um breve discurso televisionado, prometendo aos libaneses "trabalhar para acabar com o colapso" que ameaça a economia.

Herdeiro de uma imensa fortuna, o político já liderou três governos.

Nesta quinta-feira, ele prometeu "um governo de especialistas", que não venham dos partidos políticos e "cuja missão será a aplicação de reformas econômicas, financeiras e administrativas". 

- "Nova batalha" -

"São as forças políticas tradicionais que mais uma vez escolheram qual rumo seguir, apesar de seus muitos fracassos do passado e do profundo ceticismo sobre o futuro", declarou no Twitter o coordenador especial da ONU para o Líbano, Jan Kubis, nesta quinta-feira.

A União Europeia destacou a "necessidade da rápida formação de um governo confiável e responsável".

O subsecretário americano para o Oriente Médio, David Schenker, disse que qualquer novo governo deve implementar reformas e que Washington "continuará aplicando sanções contra o Hezbollah e seus aliados libaneses".

A comunidade internacional espera que o novo governo empreenda amplas reformas antes de desbloquear a assistência financeira. 

Hariri começará suas consultas com os distintos blocos parlamentares para formar o governo na tarde de sexta-feira, segundo o Parlamento.

No Líbano – um país multirreligioso onde o presidente deve ser um cristão maronita, o primeiro-ministro um muçulmano sunita e o chefe do Parlamento um muçulmano xiita –, os líderes se veem muitas vezes forçados a um cabo de guerra sem fim que prolonga por meses a formação de governo. 

"Terminadas as consultas, soará o apito para uma nova batalha, a batalha da formação" de governo, estimou o jornal Al-Akhbar, próximo ao Hezbollah, e que prevê ainda mais "tensões políticas".

Hariri obteve o apoio da maioria dos deputados sunitas e do partido do líder druso Walid Jumblatt. 

O bloco do Hezbollah, um peso-pesado na política libanesa, não expressou nenhuma preferência, mas seu principal aliado, o movimento Amal, apoiou a nomeação de Hariri, sugerindo um acordo tácito do Hezbollah xiita.

Sua designação ocorre em um momento de crise profunda no Líbano, ainda traumatizado pela explosão no porto de Beirute em 4 de agosto que matou mais de 200 pessoas e deixou milhares feridas.

Segundo as autoridades, a explosão ocorreu em um depósito que armazenava uma enorme quantidade de nitrato de amônio há mais de seis anos, "sem medidas de precaução". 

- Desafios gigantescos -

O atual governo de Hassan Diab renunciou, devido a essa tragédia, e deixa gigantescos desafios para o novo governo.

Há um ano, o Líbano foi palco de um protesto popular sem precedentes, que exigia a renovação da classe política e dos serviços públicos dignos, em um país submetido a cortes de eletricidade diários, assim como a melhora da situação econômica, que se agravou no último ano.

O Líbano vive uma desvalorização histórica da moeda nacional. Além disso, vivencia dezenas de milhares de demissões e cortes salariais, em um país em que metade da população vive na pobreza.

lar/tgg/vl/bfi/pc/mb/aa/tt/mvv