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Novo mapa revela detalhes da estrutura magnética da Via Láctea

Uma equipe internacional de cientistas liderada pelo Instituto de Astrofísica de Canarias produziu um novo mapa do campo magnético da Via Láctea. O mapa foi produzido a partir das micro-ondas do espectro eletromagnético com dados da Colaboração QUIJOTE (Q-U-I JOint TEnerife), que usa telescópios nas Ilhas Canárias para observar o céu.

O trabalho de mapeamento começou em 2012 e, quase uma década depois, a Colaboração apresentou seis artigos científicos dos resultados obtidos. A equipe conseguiu também a descrição mais precisa já produzida da polarização (a propriedade das ondas transversas, como as da luz, que especifica a direção da oscilação delas, indicando a presença de um campo magnético) das emissões da Via Láctea.

Experimento QUIJOTE no Obseratório Teide (Imagem: Reprodução/Daniel López / IAC)
Experimento QUIJOTE no Obseratório Teide (Imagem: Reprodução/Daniel López / IAC)

A pesquisadora Elena de la Hoz explica que um dos resultados mais interessantes encontrados pela equipe é que as emissões síncroton (a radiação gerada por partículas carregadas que se move pelas linhas de um campo magnético quase à velocidade da luz), vindas da Via Láctea, são muito mais variáveis do que se pensava. “Os resultados que obtemos são uma referência para ajudar experimentos futuros a fazer detecções confiáveis do sinal da radiação cósmica de fundo”, acrescentou.

Além do mapeamento da estrutura magnética da nossa galáxia, os dados do QUIJOTE se mostraram importantes para outras finalidades: eles são uma ferramenta única para estudos da emissão anômala de microondas (AME), que parece ser formada pela rotação de pequenas partículas de poeira no meio interestelar. A orientação delas pode depender da presença do campo magnético galáctico.

Com os novos resultados, a equipe conseguiu informações sobre a estrutura do campo magnético da nossa galáxia, além de entender melhor os processos energéticos que ocorreram durante o nascimento do universo. Para medir os sinais daquela época, os cientistas precisam primeiro eliminar o “véu” de emissões associadas à Via Láctea — exatamente o que os mapas do QUIJOTE fizeram.

Mapa de emissões de micro-ondas polarizadas; o padrão ondulado representa a direção do campo magnético da Via Láctea (Imagem: Reprodução/QUIJOTE Collaboration)
Mapa de emissões de micro-ondas polarizadas; o padrão ondulado representa a direção do campo magnético da Via Láctea (Imagem: Reprodução/QUIJOTE Collaboration)

Eles permitiram também estudos de emissões excessivas de micro-ondas vindas do centro da galáxia, que podem ter relação a processos de decaimento de partículas da matéria escura, e proporcionaram também o estudo de mais de 700 fontes de emissão em ondas de rádio e micro-ondas. Elas têm origem galáctica e extragaláctica, e podem ajudar os cientistas a decifrar sinais vindos de fora da Via Láctea.

Os artigos com os resultados do estudo foram publicados na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

Fonte: Canaltech

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