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Novo mapa político gera incerteza econômica no Chile

·3 minuto de leitura
Os redatores da nova Constituição do Chile

O novo mapa político do Chile após a eleição de uma maioria de independentes de esquerda para a Convenção que redigirá uma nova Constituição abriu um cenário econômico de incertezas sobre as mudanças que se projetam.

Ao longo de um ano, a Convenção terá a tarefa de confrontar a modernização do modelo ultraliberal que impulsionou os positivos índices econômicos do Chile, que levaram a se falar de um "milagre chileno", com a reivindicação por igualdade social que levou a população às ruas nos últimos anos.

Após as eleições do fim de semana passado, o Chile está mergulhado em uma tsunami política após a chegada à Convenção Constituinte de uma maioria de independentes de uma ampla gama de visões de esquerda, em detrimento dos representantes de partidos tradicionais.

O resultado surpreendente gerou preocupações no mercado, que na segunda reagiu com um tombo de quase 10% da Bolsa do Comércio de Santiago, embora depois tenha normalizado seu eixo, enquanto o dólar teve uma leve queda.

A chamada "Lista do Povo", que surgiu entre os participantes dos protestos sociais de 2019, conseguiu 27 representantes. A direita governista, 37; enquanto outras duas listas de grupos da centro esquerda e da esquerda radical elegeram 53 constituintes, aos quais se somam outros independentes e 17 membros dos povos originários, configurando uma assembleia de 155 integrantes, muito fragmentada, e na qual nenhuma coalizão consegue sozinha o poder de veto.

As bases da Constituinte estabeleceram 2/3 para as decisões por maioria.

"Várias coisas vão mudar (na nova Constituição), sem nenhuma dívida, pela composição (da Constituinte) e a ausência de veto por parte da direita", disse à AFP o economista da Universidade de Santiago Gonzalo Martner.

"A história mostra que este domínio da esquerda radical não é bom agouro para nenhuma economia, não só a chilena. Esta não seria uma boa notícia em nenhum lugar do mundo", disse por sua vez o acadêmico da faculdade de Economia e Empresa da privada Universidade Diego Portales, Felipe Balmaceda.

- Incerteza econômica e esperança social -

Antes da votação, os candidatos à Constituinte centraram sua agenda econômica em alguns pontos que ecoam as preocupações da cidadania: encerrar a privatização da água; terminar com o modelo privado de pensões individual, fortemente questionado por entregar aposentadorias baixíssimas; e a forma como são explorados vários recursos naturais, sobretudo o lítio e o cobre.

"Vão acontecer coisas interessantes no campo econômico. Será consagrado, por exemplo, como prioridade o consumo humano de água e será consagrada a propriedade pública (do recurso). Mas isso existe em todo o mundo, de que drama estamos falando!", exclamou Martner, um economista socialista que fez parte dos governos da Concertação, a coalizão de centro esquerda que governou o Chile 20 anos após o fim da ditadura de Augusto Pinochet.

Martner integra a equipe econômica do pré-candidato à Presidência do Partido Comunista, Daniel Jadue.

Por enquanto, o funcionamento autônomo do Banco Central não aparece como um objetivo a mudar.

"Serão impulsionadas reformas que são conhecidas por terem fracassado no mundo, como o sistema de (pensões) de partilha", criticou Balmaceda.

Para o economista-chefe da Principal para a América Latina, Valentín Carril, "o que pode gerar dificuldade é o grande número de independentes eleitos e poder alinhá-los a certas partes da Constituição. Isso significa muita incerteza porque não é um bloco monolítico", afirmou em uma entrevista ao jornal Diario Financiero.

"Meu cenário base é que haverá incerteza até que termine a Convenção Constituinte", acrescenta, o que está previsto para meados de 2022.

pa/pb/mr/mvv

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