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Novo módulo russo Nauka e braço robótico europeu são lançados rumo à ISS

·2 minuto de leitura

Após longos atrasos, o módulo russo Nauka foi finalmente lançado nesta quarta-feira (21) do cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão. O novo componente será instalado na Estação Espacial Internacional (ISS), junto do European Robotic Arm (ERA), o novo braço robótico da Agência Espacial Europeia (ESA). Ambos já foram posicionados em órbita, e ainda deverão levar alguns dias até alcançar o laboratório orbital.

O novo módulo vai ocupar a porta atualmente usada pelo módulo Pirs e irá operar como um novo ambiente científico, porta de acoplagem e trava de ar para operações futuras. Em paralelo, a ISS já conta com braços robóticos do Canadá e Japão, essenciais para ajudar naves a se acoplarem à estação e para a transferência de cargas úteis e astronautas. Contudo, eles não conseguem alcançar o segmento russo do laboratório orbital, e é exatamente aqui que o ERA entra: o novo braço poderá “andar” pelas partes russas do laboratório, e será capaz de manipular componentes de até 8 toneladas.

Além disso, o novo braço poderá também transportar astronautas de um local de trabalho para outro. Outra vantagem é que o ERA poderá ser controlado pela tripulação tanto no lado interno quanto externo da estação, um recurso valioso que nenhum outro braço robótico oferece. Durante seu primeiro ano no espaço, o braço robótico será usado na instalação de um grande radiador e na configuração da trava de ar do novo módulo russo.

O Nauka e o braço já foram colocados em uma órbita a 200 km de altitude, mas ainda serão necessários nove dias para subir até alcançar a ISS. Assim, será somente no dia 29 de julho que o módulo vai ativar seus motores para ser acoplado ao Zvezda, o "coração" do segmento russo no laboratório orbital. Depois, o astronauta Thomas Pesquet, da ESA, irá ajudar na configuração do novo braço, e ainda deverão ser realizadas cinco caminhadas espaciais para auxiliar na preparação do componente e na realização das primeiras operações científicas.

Fonte: Canaltech

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