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Novo método pode reduzir luz prejudicial às imagens dos telescópios espaciais

·2 minuto de leitura

Uma equipe de pesquisadores do Centre Spatial de Liege (CSL), da Universidade de Lieja, na Bélgica, desenvolveu um método para identificar o que causa e de onde vem a luz dispersa presente nos telescópios espaciais, que prejudica as imagens produzidas. Este método é um avanço importante para a engenharia espacial e poderá ajudar no desenvolvimento de instrumentos cada vez mais potentes.

Embora os telescópios espaciais tenham cada vez mais recursos, a performance deles acaba limitada devido à luz dispersa, um fenômeno que causa reflexos luminosos “fantasma”. Estes reflexos fazem com que as imagens percam nitidez, prejudicando a qualidade das observações. Para dificultar ainda mais, os métodos que existem atualmente para checar essa luz durante o desenvolvimento dos telescópios são limitados, tanto que era possível somente checar se o instrumento seria sensível a este fenômeno da luz.

Comparação da imagem de uma estrela com a luz dispersa e a decomposição desta luz pelo método desenvolvido (Imagem: Reprodução/L. Clermont, W. Uhring & M. Georges)
Comparação da imagem de uma estrela com a luz dispersa e a decomposição desta luz pelo método desenvolvido (Imagem: Reprodução/L. Clermont, W. Uhring & M. Georges)

Se sim, os engenheiros teriam que repassar todos os cálculos que fizeram, e isso acaba atrasando o desenvolvimento dos instrumentos. É aqui que entra o método desenvolvido pelos pesquisadores, que pode resolver o problema utilizando pulsos de laser que enviam feixes de luz ao telescópio. O potencial do método é grande, e pode levar a uma pequena revolução no campo dos instrumentos espaciais: “já recebemos muito interesse da Agência Espacial Europeia (ESA) e de indústrias do setor espacial”, comentou Marc Georges, co-autor do estudo.

Lionel Clermont, especialista em sistemas espaciais ópticos e principal autor do estudo, explica que estes raios de luz seguem caminhos ópticos diferentes em relação aos raios que formam as imagens: “graças a isso, e com um detector ultrarrápido, medimos a imagem e os diferentes efeitos da luz dispersa em diferentes momentos", comenta. Então, com essa decomposição da luz, a equipe consegue identificar cada luminosidade que contribui para o efeito com base no tempo de chegada delas, que se relacionam diretamente ao caminho óptico e, assim, indica a origem do problema.

O autor conta que, com as medidas, eles conseguiram aplicar a engenharia reversa teórica em modelos: “isso vai permitir, por exemplo, construir modelos melhores de processamento no futuro”, diz. Ao relacionar as medidas aos modelos numéricos, os cientistas podem determinar com precisão a origem da luz dispersa e, assim, agir para melhorar o hardware e algoritmos de correção que melhorem o sistema.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista Scientific Reports.

Fonte: Canaltech

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