Mercado fechará em 5 h 40 min
  • BOVESPA

    110.003,09
    +51,60 (+0,05%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    53.125,01
    -210,50 (-0,39%)
     
  • PETROLEO CRU

    77,92
    -0,55 (-0,70%)
     
  • OURO

    1.893,60
    +2,90 (+0,15%)
     
  • BTC-USD

    22.726,05
    -393,02 (-1,70%)
     
  • CMC Crypto 200

    523,85
    -13,05 (-2,43%)
     
  • S&P500

    4.117,86
    -46,14 (-1,11%)
     
  • DOW JONES

    33.949,01
    -207,68 (-0,61%)
     
  • FTSE

    7.944,08
    +58,91 (+0,75%)
     
  • HANG SENG

    21.624,36
    +340,84 (+1,60%)
     
  • NIKKEI

    27.584,35
    -22,11 (-0,08%)
     
  • NASDAQ

    12.675,00
    +129,75 (+1,03%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,6087
    +0,0413 (+0,74%)
     

Novo método pode prever tempestades solares com mais antecedência

Uma equipe de cientistas do Instituto Skolkovo de Ciência e Tecnologia da Rússia, junto de pesquisadores de outras instituições, desenvolveu um novo método para prever tempestades geomagnéticas a partir de observações solares. Estes fenômenos ocorrem quando as partículas eletricamente carregadas do Sol encontram a Terra, perturbando temporariamente a magnetosfera do nosso planeta.

O Sol emite constantemente o vento solar, formado por um fluxo de partículas que encontra a Terra e os demais planetas do Sistema Solar. Os ventos de mais alta velocidade vêm de aberturas coronais do Sol e, quando eles se encontram com ventos de velocidade menor, formam uma estrutura gigante chamada “região de interação co-rotativa”, que gira junto com o Sol.

O vento solar é formado pelas partículas eletricamente carregadas liberadas da atmosfera superior do Sol (Imagem: Reprodução/NASA)
O vento solar é formado pelas partículas eletricamente carregadas liberadas da atmosfera superior do Sol (Imagem: Reprodução/NASA)

Quando esta estrutura alcança a Terra, ela pode causar tempestades geomagnéticas e auroras brilhantes nas regiões polares. Hoje, os métodos para preves estes fenômenos têm limitações de tempo, e se baseiam em medidas do vento solar e do campo magnético interplanetário no ponto de Lagrange 1 (L1), mais próximo da Terra. Assim, os pesquisadores decidiram investigar se é possível prever as tempestades diretamente das observações solares.

Simona Nitti, autora principal do estudo, explica que eles estabeleceram relações entre as áreas das aberturas coronais a partir de imagens de satélite, e da velocidade do vento solar no L1. Ainda, consideraram também as áreas entre as aberturas, o campo magnético correspondente no Sol e os índices geomagnéticos. “Mostramos que o campo magnético de uma abertura coronal indo do Sol para a Terra é preservado em mais de 80% dos casos”, disse.

Isso significa que, ao invés de trabalhar com o campo magnético no L1, eles podem usar o campo magnético derivado das observações solares. “Para melhorar as previsões, incorporamos ao modelo de previsão da atividade geomagnética as variações sazonais do componente sul do campo magnético interplanetário”, disse.

Já Tatiana Podladchikova, coautora do estudo, observa que o uso das informações das aberturas coronais representa a abertura de um novo capítulo na previsão das tempestades geomagnéticas a partir das observações solares, aumentando o tempo de previsão de horas para dias. “Isso é de grande importância para a proteção de infraestruturas em solo e no espaço, e para o avanço da exploração espacial”, acrescentou. “E, qualquer que seja a tempestade que possa acontecer, desejamos a todos um bom tempo no espaço”.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech: