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Novo método permite rastrear origem de meteoritos mais antigos que o Sol

·3 minuto de leitura

Os meteoritos são fundamentais para nossa compreensão do início do Sistema Solar. Eles são como as sobras de uma obra que guardam parte do ambiente desse passado distante de nosso sistema planetário. Alguns se formaram com a morte de estrelas parecidas com o Sol e trazem segredos ainda mais antigos do que eles. Agora, uma nova abordagem conduzida por cientistas da Washington University oferece um vislumbre sobre a química dessas estrelas e de um período pré-solar.

Um dos maiores desafios no estudo de grãos pré-solares é determinar a origem deles, isto é, a partir de qual estrela eles se formaram. Pesquisas anteriores conseguiram determinar, por exemplo, a idade desses elementos. No entanto, Nan Liu, professora da Washington University e principal autora da nova abordagem, acredita que os métodos utilizados até então para determinar a natureza desses fragmentos espaciais não eram dos melhores.

Imagem de microscópio eletrônico de um carbonete de silício extraído do meteorito (Imagem: Reprodução/NASA/Nan Liu/Andrew Davis)
Imagem de microscópio eletrônico de um carbonete de silício extraído do meteorito (Imagem: Reprodução/NASA/Nan Liu/Andrew Davis)

Para o estudo, Liu e sua equipe analisaram amostras dos meteoritos de Murchinson — cerca de 100 kg de meteoritos que caíram na cidade australiana de Murchinson em 1969. A cientista explica que esses meteoritos são primitivos, ou seja, formaram-se no início do Sistema Solar e desde então permanecem praticamente intactos. "A maioria dos meteoritos que vêm do cinturão de asteroides sofre colisões e aquecimento”, acrescenta.

Estes meteoritos em questão possuem grãos ainda mais antigos que o Sol em seu material. "Esses grãos são feitos de carboneto de silício, ou seja, átomos de silício e de carbono", explica Liu. No entanto, o carboneto de silício não se forma naturalmente em nosso sistema planetário. Para os pesquisadores, a origem provável desses fragmentos são estrelas gigantes vermelhas cuja atmosfera contém mais carbono que oxigênio.

Espectroscopia dos grãos de carboneto de silício (Imagem: Reprodução/Nan Liu)
Espectroscopia dos grãos de carboneto de silício (Imagem: Reprodução/Nan Liu)

As medições anteriores revelam taxas de isótopos de carbono e nitrogênio muito mais baixas nesses grãos, explica Liu. De acordo com ela, esses fragmentos de rocha espacial passaram centenas de milhões de anos no meio interestelar e bilhões de anos no Sistema Solar. Portanto, a superfície desse material pode ter absorvido outros elementos nesse tempo. Então, os pesquisadores desenvolveram um método que removesse qualquer impureza destes grãos.

Primeiro, eles dissolveram pedaços do meteorito em ácido até se tornarem pequenos fragmentos de carboneto de silício. Em seguida, estes grãos foram banhados com feixes de íons de césio e oxigênio, para se livrar de qualquer resquício de componentes recentes. Ao final do processo, a equipe realizou medições espectroscópicas da composição isotópica deles.

Os resultados estavam bem mais próximos aos dados das observações de estrelas de carbono, segundo Liu. Além de confirmar a suspeita original quanto à origem destes grãos, a descoberta oferece uma nova oportunidade de entender mais sobre esse tipo específico de estrela. Mas Nan Liu ressalta que ainda é necessário que novas pesquisas confirmem essa abordagem.

O estudo foi publico no periódico científico Astrophysical Journal Letters.

Fonte: Canaltech

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