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Novo método monitora muito mais rápido a queda de sinais vitais em pacientes

Cientistas desenvolveram um novo método para monitorar o estado de pacientes, detectando especialmente instabilidades hemodinâmicas (ou seja, pressão arterial anormal) por meio de um dispositivo que utiliza inteligência artificial. O objetivo é providenciar dados sobre a piora do estado de pacientes de forma mais rápida e precisa do que medidas tradicionais dos sinais vitais.

Os dados foram obtidos a partir de 5.000 pacientes adultos na University of Michigan Health. O aparelho, chamado Análise de Instabilidade Hemodinâmica (Analytic for Hemodynamic Instability, ou AHI), utiliza um software de mesmo nome que observa, em tempo real, o estado hemodinâmico do paciente utilizando dados de um simples sinal de eletrocardiograma.

O estudo sobre o AHI foi publicado no periódico científico Critical Care Explorations.

O novo método AHI tem o objetivo de tornar a análise da pressão sanguínea e batimentos cardíacos mais fácil e rápido, dispensando longos exames (Imagem: Twenty20Pictures/Envato)
O novo método AHI tem o objetivo de tornar a análise da pressão sanguínea e batimentos cardíacos mais fácil e rápido, dispensando longos exames (Imagem: Twenty20Pictures/Envato)

Como foi possível monitorar de forma mais ágil e precisa

Os pesquisadores compararam os resultados com medidas ideais de sinais vitais (ritmo cardíaco e pressão sanguínea) tomadas por monitoramento arterial invasivo, mais tradicional, em unidades de tratamento intensivo (UTIs) para determinar se o AHI poderiam indicar instabilidade hemodinâmica em tempo real.

Segundo os resultados, o AHI consegue, sim, providenciar um monitoramento contínuo e dinâmico dos pacientes com medidas vitais estáticas intermitentes, ou seja, em tempo real. Ele foi capaz de detectar indicadores de instabilidade hemodinâmica (uma combinação de batimentos cardíacos elevados e baixa pressão sanguínea) com quase 97% de sensibilidade e 79% de especificidade.

Especialistas afirmam que o potencial do aparelho e do software pode ser transformativo na utilidade clínica. A maior parte das medidas de sinais vitais é estática e sujeita a erros humanos, precisando de validação e interpretação. O AHI age de forma oposta, sendo dinâmico, retornando dados binários — "estável" ou "instável" — e pode fazer com que recursos sejam redirecionados para pacientes que não estavam no radar de um médico, mas que apresentam uma piora rápida no quadro, rapidamente.

Através do monitoramento via AHI, será possível utilizar um único sinal de eletrocardiagrama para avaliar estado do paciente (Imagem: Jair Lázaro/Unsplash)
Através do monitoramento via AHI, será possível utilizar um único sinal de eletrocardiagrama para avaliar estado do paciente (Imagem: Reprodução/Jair Lázaro/Unsplash)

As medidas de sinais vitais tomadas tradicionalmente possuem muitas limitações, como uma precisão limitada em métodos não-invasivos e o fato de que pacientes fora do risco de piora imediato só poderem ser monitorados periodicamente, a cada 4 ou 6 horas, ou até mais. O AHI foi projetado pensando justamente nessas limitações.

A ideia é utilizar o novo método em monitores aplicáveis, como adesivos de eletrocardiograma (ECG), transformando qualquer cama de hospital, sala de espera ou outros ambientes em locais de monitoramento sofisticado. Segundo especialistas, ele tem o potencial de salvar vidas não apenas no hospital, mas também em casa, na ambulância e até no campo de batalha.

Estudos futuros planejam determinar se o AHI pode beneficiar a alocação de recursos clínicos e melhora nos pacientes que passam por poucas avaliações sanguíneas. O aparelho já foi aprovado pela Food and Drug Administration (FDA), agência federal de saúde pública dos Estados Unidos, em 2021.

Fonte: Canaltech

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