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Novo levantamento traz mapas tridimensionais de 10 mil galáxias próximas

·3 min de leitura

O maior levantamento de mapas tridimensionais das galáxias próximas acaba de ser publicado. O conjunto de dados inclui 10 mil galáxias observadas através do projeto Mapping Nearby Galaxies at Apache Point Observatory (MaNGA), que coleta medidas do espectro das galáxias através de uma nova tecnologia, formada por grupos de fibra óptica. Os dados podem ser acessados pelo público através de uma ferramenta online.

O MaNGA é um tipo especial de levantamento: os membros do projeto trabalharam com uma tecnologia de grupos de fibras ópticas, que podem produzir mapas detalhados do espectro (gráficos que mostram a luz em diferentes comprimentos de onda) de milhares de galáxias próximas. Os cabos de fibra ficam agrupados em conjuntos hexagonais, e a equipe os utilizou para coletar medidas de dezenas a centenas de pontos separados por galáxia. Esses pontos formaram conjuntos chamados “cubos de dados”.

No canto inferior direito, está como as fibras coletam amostra de determinada galáxia; já no canto superior direito, está a comparação dos espectros de diferentes partes da galáxia (Imagem: Reprodução/Dana Berry / SkyWorks Digital Inc., David Law, and the SDSS collaboration)
No canto inferior direito, está como as fibras coletam amostra de determinada galáxia; já no canto superior direito, está a comparação dos espectros de diferentes partes da galáxia (Imagem: Reprodução/Dana Berry / SkyWorks Digital Inc., David Law, and the SDSS collaboration)

Os cubos contêm informações completas sobre o espectro de cada ponto. O projeto podia observar 17 galáxias de uma só vez e o resultado de seis anos de observações deste modo é a criação da maior amostra do tipo já obtida. “Observar uma amostra tão grande com o MaNGA nos permitiu ver como as propriedades detalhadas internas das galáxias varia sistematicamente junto de outros fatores, como a massa ou a localização delas”, explicou Kevin Bundy, investigador principal do projeto.

Depois, os pesquisadores estudaram cada cubo para investigar a composição química da galáxia, descobrir a idade dela, o movimento das estrelas que estão ali e mapear o gás interestelar ionizado. O MaNGA produziu mais de 30 diferentes mapas para cada galáxia, que ajudar a descobrir quantas “estrelas bebês” estão em formação, como o buraco negro supermassivo delas as afeta, entre outros fins.

Observando dezenas de milhares de estrelas

Além da publicação do MaNGA, os cientistas do Sloan Digital Sky Survey (SDSS) anunciaram também a conclusão do MaStar, projeto que usou tempo do instrumento do MaNGA para observar mais de 24 mil estrelas, permitindo que os cientistas extraíssem informações com maior precisão dos dados do MaNGA. “O MaStar é um tipo de biblioteca especial, que contém o espectro de quantos tipos de estrela for possível”, explicou Renbin Yan, líder do projeto.

Exemplo de galáxia observada pelo MaNGa, com diferentes informações coletadas (Imagem: Reprodução/Dana Berry / SkyWorks Digital Inc., David Law, and the SDSS collaboration)
Exemplo de galáxia observada pelo MaNGa, com diferentes informações coletadas (Imagem: Reprodução/Dana Berry / SkyWorks Digital Inc., David Law, and the SDSS collaboration)

Com o MaStar, os pesquisadores conseguem descobrir a dimensão da contribuição de cada estrela para o espectro de alguma galáxia analisada pelo MaNGA, reconstruindo a visualização de quando e onde as estrelas se formaram em suas galáxias. Os dados do MaNGA já permitiram que os pesquisadores produzam animações do local de nascimento de estrelas bebês, e como elas se movem ao longo dos braços de suas galáxias.

Os dados do MaNGA foram disponibilizados ao público, e a equipe do SDSS criou a ferramenta “Marvin” como uma forma de facilitar o acesso, permitindo que qualquer um veja os dados em uma interface amigável. “É importante para nós que os dados não estejam apenas disponíveis, mas que sejam acessíveis, para que qualquer um com interesse em galáxias possa usar o MaNGA para pesquisa, educação ou diversão”, disse Anne-Marie Weijmans, que liderou parte da equipe do SDSS responsável pela divulgação dos dados.

Para acessar o Marvin e visualizar os dados do ManGA, é só clicar aqui.

Fonte: Canaltech

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