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Novo laudo da Polícia Civil atesta que água da Backer não está contaminada

Cibelle Bouças

A Polícia identificou a presença de monoetilenoglicol e dietilenoglicol dentro do tanque do sistema de refrigeração dos tanques de fermentação, mas, não, na água Uma nova análise da água usada na Cervejaria Backer não encontrou vestígios das substâncias tóxicas dietilenoglicol e monoetilenoglicol em tanque de produção de cerveja.

De acordo com o laudo do Instituto de Criminalística da Polícia Civil, feito no dia 13 de janeiro e divulgado nesta terça-feira (4), as substâncias tóxicas não foram identificadas no tanque de refrigeração de brassagem para preparação do mosto, que é onde se dá a primeira fase do processo de produção de cerveja.

A Polícia identificou a presença de monoetilenoglicol e dietilenoglicol dentro do tanque do sistema de refrigeração dos tanques de fermentação, e presença de monoetilenoglicol em uma bombona de metal.

O laudo da Polícia Civil apresenta o mesmo resultado do laudo feito pelo Departamento de Química da UFMG, em 17 de janeiro, quando também não foi encontrada água contaminada no processo produtivo da cerveja.

Em nota, a Backer informou que o monoetilenoglicol é usado apenas na parte externa dos tanques de fermentação e maturação da cerveja, etapas posteriores ao resfriamento do mosto.

O Ministério da Agricultura informou recentemente que encontrou a substância tóxica dietilenoglicol em 41 lotes de cervejas da companhia. Ao todo, 30 casos suspeitos de intoxicação por dietilenoglicol após tomar cervejas da Backer estão sob investigação. Seis pessoas já morreram.