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Novo instrumento "caçador de exoplanetas" observa Júpiter pela 1º vez

O instrumento Keck Planet Finder (ou apenas “KPF”), do Observatório W. M. Keck, no Havaí, já está pronto para procurar e caracterizar exoplanetas. O instrumento capturou seus primeiros dados nesta quarta-feira (9), observando o espectro de Júpiter e já antecipando um pouco do que está por vir com seus recursos.

Após observar Júpiter pela primeira vez, o KPF voltou seus “olhos” para outros sistemas estelares. “Observar o primeiro espectro astronômico do KPF foi uma experiência comovente”, disse Andrew Howard, o principal investigador do instrumento. “Estou animado para usá-lo para estudar a grande diversidade de exoplanetas e diferenciar os mistérios da formação e evolução deles, até chegarem ao estado atual”, finalizou.

Espectro de Júpiter observado pelo novo instrumento (Imagem: Reprodução/Guðmundur Stefánsson/KPF team)
Espectro de Júpiter observado pelo novo instrumento (Imagem: Reprodução/Guðmundur Stefánsson/KPF team)

A ideia para criar o instrumento surgiu em 2014, quando astrônomos estavam procurando meios de melhorar os instrumentos que procuram exoplanetas com o método da velocidade radial. Neste método, o instrumento observa a “oscilação” das estrelas, causada pela gravidade de algum planeta que pode estar na órbita dela.

O método permite determinar a massa do planeta com maior precisão, já que, quanto mais massivo for, maior é a oscilação. Assim, os dados do KPF podem ser comparados àqueles obtidos por outros instrumentos que trabalham com método do trânsito, em que eles observam a diminuição da luz da estrela enquanto o planeta passa à frente dela.

Espectro da estrela HD 164922, do tipo G (Imagem: Reprodução/Guðmundur Stefánsson and the KPF team)
Espectro da estrela HD 164922, do tipo G (Imagem: Reprodução/Guðmundur Stefánsson and the KPF team)

Quando estiver operando com sua capacidade total em 2023, o KPF deverá conseguir identificar o movimento estelar de apenas 30 cm/s, que poderá revelar planetas menores afetando suas estrelas. Além de encontrar novos mundos, o instrumento poderá revelar também a composição de milhares de exoplanetas já conhecidos.

A equipe do novo instrumento planeja usá-lo para investigar 50 das estrelas mais próximas da Terra, em busca de exoplanetas próximos da nossa vizinhança local. Quando iniciar suas operações primárias, o novo “caçador de exoplanetas” deverá revelar detalhes interessantes destes mundos distantes — e alguns podem, inclusive, se tornar candidatos para observações diretas com o telescópio James Webb.

Fonte: Canaltech

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