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Novo Honda Fit ganha registro no Brasil, mas deve vir na versão Crosstar

br.info@motor1.com (Nicolas Tavares)
Honda Fit 2021 - Registro no Brasil

Hatchback aparece com desenho global e virá ao Brasil em 2021, mas perderá posição de carro de entrada da marca

Após registrar a variante aventureira Crosstar, o novo Honda Fit teve seu registro de desenho industrial concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). A quarta geração já começou a ser vendida no Japão e na Europa, e é esperada no Brasil para o ano que vem, mas na variante aventureira Crosstar. O hatchback perderá sua posição de modelo mais barato da marca, título que deverá passar ao futuro City Hatch.

Os desenhos mostram o novo Honda Fit com o mesmo estilo ofertado no mercado global, em um pedido de registro feito pela fabricante em outubro do ano passado – ou seja, pouco antes da apresentação oficial do modelo. Recentemente vimos um design diferente para o carro na versão chinesa, alterando a grade frontal.

A dúvida é qual será o caminho que a Honda irá seguir com o Fit: o design global, o chinês ou a variante Crosstar. Seu custo de produção mais alto e o fato de contar com equipamentos mais caros, como freio de estacionamento eletrônico e painel de instrumentos digital de série, o deixaria muito caro para manter o posicionamento atual dentro do portfólio nacional. Fontes disseram ao Motor1.com que ele irá subir de patamar e pode ser vendido somente na versão Crosstar, tomando o lugar do WR-V. Porém, não descartamos que ganhe também uma variante com a cara normal (talvez até híbrida), para quem não curte o visual aventureiro.

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Caso venha na versão comum, a Honda pode optar pelo visual do carro no Japão ou pelo chinês, que é mais convencional e preparado para trabalhar com o motor 1.5 aspirado sem ajuda eletrificada. Este motor é uma nova geração do 1.5 atual, chamda L15BU, que na China tem injeção direta e entrega 131 cv. Já o carro vendido na Europa e Japão usa um 1.5 híbrido com dois motores elétricos, gerando 109 cv. Também é esperado que ele receba o 1.0 turbo de três cilindros em alguns mercados, o mesmo do novo City, com 121 cv.

Apesar do aumento no custo do carro, a expectativa é que ele continue a ser produzido em Itirapina (SP), mesmo que em menos versões e com um preço bem acima dos atuais R$ 64.100 cobrados na versão de entrada. A estreia é aguardada para o ano que vem, quando a Honda irá trabalhar para renovar boa parte da sua linha, junto com o novo City e a chegada do inédito City Hatch.

Imagens: reprodução INPI